- Ai Jesus! – disseram.

- Não. É o Messias. Ele é o nosso salvador.

- Um nadador-salvador? Aqui na terra santa?

- Não, outra vez. Um Messias salvador. Ele tem o dom do humor.

- Só nos faltava mais um cómico. Nós precisamos é de médicas, enfermeiras, cozinheiras, professoras e um gajo que faça boa prestidigitação e alguns milagres. Ou de uma nadadora-salvadora!

Ao longe viam-se peregrinos seguir este jovem, pequeno de andar curto. As suas roupas ficavam caídas, parecendo grandes demais para o seu corpo. No entanto era o seu talento para a retórica que os unia, tal como abelhas em redor da sua rainha. Chegando ao planalto, toda gente se calou e esperou que as primeiras palavras. Ali estavam pessoas de todas as regiões, Babilónia, Mesopotânia… até da Turquia. Aliás, o jovem turco relembrou palavras de seu pai, que anos antes tinha visto outro jovem do mesmo aspecto franzino ter igual impacto… as suas palavras e até os seus truques com as mãos… tinham feito furor anos antes. Uma mistura de stand-up com um pouco de ilusionismo. Talvez este jovem tivesse a mesma capacidade. Ia falar.

- Bem, vou contar-vos uma história que começa mais ou menos assim…

O jovem turco estava extasiado. Todo o público estava maravilhado. Este tal de Messi, era um às do humor. Sabia mesmo como entreter uma audiência, por mais multi-facetada, multi-cultural, multi-geográfica, enfim, multi-multi. Mesmo contado algumas piadas antigas conseguia dar-lhe um toque muito seu e tinha juntado novos temas humoristicos que tinham levado a 2ª plateia à loucura. E parecia que não tinha terminado.

- E agora só para acabar, entra um cavalo e um rabino num bar…

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