Este blog contém pus!

Perdido nas traduções

*    nomes  provavelmente  ficcionados  para  proteger  a  identidade  dos  intervenientes

 


Lost in Translation  O Amor é um Lugar Estranho

 

Ir ao cinema começa a deprimir-me.

Esta situação não depende do filme escolhido. Não tem nada a ver com as companhias. Não tem a ver com o som ou imagem. Não tem a ver com agulhas nas cadeiras do cinema. Não tem a ver com conforto. Nem sequer com o facto de quando vou com amigos a probabilidade de perder o primeiro minuto de filme é de 50% devido a pipocas, desleixo, atraso, atar atacadores, “um snackzinho”, bilhetes, relógio, bebidas, estacionamento.. já disse atraso? Nem sequer se essa probabilidade aumenta exponencialmente ao ponto de quase não ser uma probabilidade, mas sim uma certeza, quando esses amigos têm nomes* começados em: “Ahn”, “Raq” e “So”; e acabados em: “Dre”; “el” e “fia”, não necessáriamente por esta ordem. NÃO! Nem sequer é por isso. Apenas, e este apenas ainda me entristece mais, é porque afinal o meu nível de conhecimento da lingua inglesa é mesmo muito, muito rudimentar. MUITO-RUDIMENTAR. MESMO!

Chego a um cinema e com os meus olhos a cintilarem ao ver as estrelas de Holliwood, começo a olhar para os cartazes dos filmes, vejo o titulo original e traduzo para português. E… estou errado. Vezes e vezes sem conta. E eu até era um bom aluno a Inglês. Escrito e falado. Até já fui ao estrangeiro! E no estrangeiro falava com os estrangeiros e os estrangeiros percebiam-me e eu percebia os estrangeiros. E costumo usar palavras como “car-jacking” e fazer “brainstorming”. E por isso tudo, e mais algumas coisas, pensei que tivesse aprendido bastante da lingua inglesa. Mas pelos vistos, e tendo em conta as traduções dos titulos dos filmes, não sei. E isso, começa a deprimir-me. Eu não queria, mas começa…              MESMO!

 

Ficam alguns exemplos, 


The Nightmare Before Christmas  O Estranho Mundo de Jack
The Break-up Separados de fresco
Sleepy Hollow A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça
You, Me and Dupree Eu, Tu e o Emplastro
Imagine Me and You Imagina Só

See No Evil O Coleccionador de Olhos
United 93 Vôo 93
Brother Bear Kenai e Koda
Die Hard Assalto ao arranha-céus
Die Hard 2 Assalto ao aeroporto

Stoned Stoned, Anos Loucos!
Saw Saw, Enigma Mortal
Ocean’s Eleven Ocean’s Eleven, Façam as Vossas Apostas
Scary Movie 4 Scary Movie 4, Que susto de filme!
Volver Volver – Voltar

The Big White  Quem está Morto Sempre Aparece
Eight Below  Antárctida – Da Sobrevivência ao Resgate
The Other Half  Euro 2004 … Amor e Futebol
Lie with me Vem comigo
Are we there yet? Estás frito, meu!
Clerks II Nunca tantos fizeram tão pouco
Beetlejuice Os Mortos Divertem-se

Hard Candy Hard Candy
Hostel Hostel
Date Movie Date Movie
Chicken Little Chicken Little
Stay Alive Stay Alive

 

Shaun of the Dead Zombies Party

 

 

«continua»

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2 responses

  1. Pois que a mim, o que realmente me irrita no cinema, não querendo fugir ao tema, mas já a fugir, são as «pessoas» que fazem da ida ao cinema uma oportunidade para conversar com quem os acompanha… Ora, os bilhetes não são baratos, não se servem cafés, não se está à volta de uma mesa, está escuro, existe silêncio (ou não), estão imagens numa tela, porque vão as pessoas conversar para o cinema??? E muitas das vezes, não que fosse uma desculpa, não são conversas sobre o filme, são mesmo conversas sobre as suas vidas… Pois que isto me irrita e muito, qual pipocas, qual barulhinho dos rebuçados… Pior ainda, os que atendem o telefone e conversam mesmo, tipo: «Sim, estou no cinema… Não faz mal, não desligues, diz lá… Sim, amanhã dá para ir contigo… E está tudo bem?…» e lá vão elas por ai a fora como se estivessem em casa… Também gosto muito, dos que vão comentando e adivinhando o filme com a pessoa do lado, do género «Ahh eu sabia, eu não te disse que era ela…» ou «Esta parte agora é que é boa»… Resumindo o que me deprime são mesmo as pessoas que falam no cinema, é aborrecido. Mas as supostas traduções também… E agora que desabafei, sinto-me muito melhor.

    2008, Setembro 3, Quarta-feira às 12:46

  2. tavjo malis

    Dédeu, não sei se me acabaste de tirar outra oportunidade de artigo, mas obrigado pelo comentário.

    E já agora, Vaya Con Dios!

    2008, Setembro 3, Quarta-feira às 12:57

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