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O Trabalho – Estudo (2/2)

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Na primeira parte deste estudo debruçamo-nos principalmente por uma visão geral do trabalho e do trabalhador português em relação ao trabalho e trabalhador alheio. Esta perspectiva deu-nos bastantes indicações positivas para o futuro no sentido em que o trabalhador português é, forma geral, bastante produtivo*. Nesta segunda parte decidimos estender a roupa suja e analisar profundamente o que leva o trabalhador português a não se cansar durante o seu dia de trabalho.

Em estudos feitos lá fora foi indicado que uma actividade física regular e 8 horas diárias de sono poderiam prevenir esse cansaço. E esses estudos estavam e estão correctos, não sendo no entanto praticados pelo trabalhador português, o que mantém a questão: “Como consegue o trabalhador português manter o mesmo nível exibicional durante todo o dia de trabalho?”. Essa é a grande questão.

Sabendo ainda que as 8 horas diárias de sono não são cumpridas devido ao facto que mesmo durante a semana o pico máximo de actividade física do trabalhador português ocorre geralmente no  período compreendido entre as 1h e 2h da manhã, isso poderia até ser o busílis da questão. Mas não. Pelo contrário, explica as olheiras, os óculos escuros e um estado de cansaço permanente. O tal estado que se arrasta das 9h da manhã às 6h da tarde (isto para quem tem um horário de trabalho de 8 horas compreendido entre as 9h da manhã às 6h da tarde).

Ora, e aproximando a conclusão que está aí quase a bater ferros, apesar de verificado o tal estado permanente de letargia, como é que este não se degrada após horas de trabalho incessante? Trabalho esse, ao nível dos melhores da Europa e talvez do Mundo*. A explicação, conseguida após horas de matutação, de sono perdido e de actividade física nula foi a de que basta arranjar um vício.

Exacto. Um vício.

Basicamente, o que este estudo verificou foi que o trabalhador português desenvolveu ao longo dos anos um processo despoletado após impulso do cérebro quando sente o corpo a cansar-se ou mesmo a ganhar algum ímpeto de trabalho, o que provoca a saída do trabalhador do seu local de trabalho. Como aos primeiros impulsos o belo do trabalhador português apenas ficava no corredor a olhar para as paredes, com o aprimorar do processo foi ganhando uma rotina para passar o tempo. O chamado vício!

O segundo vício mais recorrente mas talvez o mais conhecido e estudado é o vício de fumar cigarros de venda legal ao público. No entanto, e em anexos posteriores iremos mostrar em situações curriqueiras outros vícios no local de trabalho, tais como a masturbação, o sexo, o jogo, as drogas leves, as drogas mais pesadas, o messenger, os cogumelos, os caramelos espanhóis e até o vício do trabalho. Como todos sabem, o vício mais recorrente, é o sobejamente conhecido, coçar da micose. Tal como neste, em que há que separar quem coça ocasionalmente a micose de quem faz ferida, também no vício de fumar há que separar o trabalhador fumador ocasional do trabalhador fumador viciado e exemplar de produtividade constante.

Soluções. O futuro.

Embora não seja o objectivo deste estudo encontrar soluções para que todos os trabalhadores estejam em pé de igualdade, mesmo aqueles que se cansam e têm decréscimo de produtividade durante o dia, decidimos fazê-lo. E como é nosso apanágio e não querendo ser muito radicais, mas talvez o que se deveria fazer aos fumadores inverterados e viciados era matá-los a todos. Mas como indicámos, não estamos aqui para encontrar soluções.

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