Este blog contém pus!

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Qual?

Boas!

Fiquei pasmado hoje de manhã, não exactamente logo quando acordei e me deparei com uma das mais grandiosas obras de arte do século XIV, a Torre “Inclinada” de Pisa, mas sim um pouco mais tarde quando no café do Mestre Antunes ouvi uma conversa entre dois rapazes com um look “Hip-Hop Gangsteriano”.

“Ela virou-se para mim e disse que eu tinha era falta de sexo. E eu fiquei naquela.” – disse um dos rapazes do alto da sua imensa sabedoria.

Tornei-me ainda mais parvo! A primeira parte já é estranha o suficiente. Como é possível o rapaz não ter sexo? Ou é masculino ou é feminino ou tem um cão como companheiro inseparável. Mas o que me fez mesmo muita confusão foi: “fiquei naquela”. Mas naquela…qual? NAQUELA velhota que estava a passar naquele momento? NAQUELA chávena conspurcada com baton? NAQUELA(s) casa(s) onde a luxúria, a ganância e os constantes sermões, onde a letra S é predominante, são as principais linhas orientadoras de um possível futuro para criancinhas “puras” e “inocentes”, cujo único objectivo dentro dessa(s) casa(s) ,vulgo igrejas, é candidatarem-se ao grandioso prémio “A Chupeta de Ouro”?

Não consigo perceber, mas até acho que uma expressão cheia de significado como esta, apesar de eu não a entender, dá imenso jeito para a vida quotidiana e alegre de todos nós.

Imaginem que perguntam a um segurança de um centro comercial, onde fica um wc, ele pode responder: “Eu fiquei naquela”

Ou então que estão num cemitério e perguntam a um funcionário onde fica a campa número 1273 , ao qual ele responde: “Eu fiquei naquela”

Ou ainda melhor, chegam a casa às 3 da manhã e a vossa mulher furiosa pergunta-vos: “Onde estiveste e com quem?” ao que voces respondem “Estive em casa da tua mãe e estivemo-nos a comer, e tu onde estiveste?” ao que ela responde “Eu estive naquela.”

Sem dúvida uma expressão que exprime e enaltece tudo o que há de mais belo e selvagem dentro de nós.

Beijos e fiquem naquela.

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