Este blog contém pus!

animal

Oleeeé

Muuuuuuuu…

Por momentos ao visionar o meu canal preferido, aquele que nos traz emoção, incerteza no resultado e momentos de algum riso contido, senti temor. Quase como uma mensagem sublimar, as imagens do Parlamento da Assembleia da República portuguesa indicavam um animal selvagem à solta no hemiciculo.

Inspirei fundo e pensei para mim:

Não. Não pode ser um animal selvagem. O jardim zoológico encontra-se a alguma distância da rua de São Bento, o Ribatejo fica ainda mais longe e no edifício da Assembleia os seguranças pedem identificação ao entrar. Mesmo que o animal com chifres tenha alguma identificação, com os cascos que tem não a consegue agarrar. 

Suspirei. Mimosa.

Será o debate sobre os touros de morte? Será uma atitude de bullying por parte de um deputado do 12º ano? Será o Super-Homem? Não. É apenas o ministro Manuel Pinho na brincadeira!

Já podiam ter dito…

Oleeeeéééé! 

 

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Gonzo, Las Vegas, Mãe-África

 

Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 

visagra

s. f.
O mesmo que bisagra.
 

bisagra

s. f.
1. Dobradiça, quício.
2. Leme.
Sinónimo Geral: viságia, visagra 

 

quício

s. m.
1. Gonzo de porta
 

gonzo 

s. m.
1. Dobradiça de porta.
2. Quício.
3. Bisagra.
 

 

Delírio em Las Vegas (1998)

“We had two bags of grass, seventy-five pellets of mescaline, five sheets of high-powered blotter acid, a salt shaker half full of cocaine, and a whole galaxy of multi-colored uppers, downers, screamers, laughers and also a quart of tequila, a quart of rum, a case of Budweiser, a pint of raw ether and two dozen amyls. Not that we needed all that for the trip, but once you get locked into a serious drug-collection, the tendency is to push it as far as you can.”

Lobbies, tráficos e promiscuidades

Parte I

Não sei de onde surgiu a palavra lobby e também neste momento não vou perder tempo a procurar a sua origem e significado primário. Quando era mais pequeno até pensava que significava «lobo pequeno» em inglês. Estava errado, agora sei-o.

Dois colegas meus durante o intervalo da manhã disseram-me que significava «grupo de pressão» e eu acreditei. Tanto, que até lhes perguntei se a unidade física desse grupo era o bar ou o Pascal! Eles disseram-me que nem um nem outro, que era outro tipo de pressão. Aí já não acreditei. Acho até que foi só uma justificação para que eles não formassem um lobby e fossem ao bar buscar-me uma sandes mista, um queque e um chá de tília.

 

Parte II

Quando se fala de grupos de pressão (vulgo, lobbies daqueles que não uivam) fala-se também da corrupção instituída nos governos e empresas. E das empresas sobre os governos, e dos ministros sobre as empresas, instituições de investimento, financeiras ou de caridade. E estou a falar no geral, do mundo inteiro e de nenhum caso particular de um porto livre (vulgo, freeport). Fala-se também da tentativa de acabar com esses interesses, corrupção e prosmicuidade.

Mas… como se pode falar de tentar acabar com os grupos de pressão (vulgo, lobbies daqueles que não ladram) quando todos sabemos que agora com a gripe A o tráfico de influenza continua a aumentar?

Parte III

(sub-título)

OMS teme interacção do vírus H1N1 com o da gripe das aves

 

Até já existe promiscuidade entre gripes?


Crise – O Fim

Solução para a crise

Sem mais demora(s), apresento-lhes a solução para sair da actual crise:

Exportação do cão-de-água português!

Especialmente para os Estados Unidos da América.

n.d.b. E como ficam bem de perfil!

Santa Páscoa

Fui pesquisar para ver se encontrava o que têm em comum: os ovos, os coelhos, a Páscoa e o Cristo na cruz.

Infelizmente, ou felizmente, o mais próximo que encontrei foi esta imagem. E o que tem esta imagem tem a ver com todos esses assuntos podem perguntar.

E o que tem esta imagem tem a ver com todos esses assuntos? Ahn?

Pois. Logo que vi o ovo  também perguntei pelo Cristo. Então e o Cristo? E a cruz? E o Cristo na cruz? Ao que parece, durante a realização desta sessão fotográfica ele estava atrasado e acabou por não aparecer. Qualquer coisa relacionada com crucificação ou assim.

Para dizer a verdade o que verifiquei sobre todos esses assuntos pouco me fez relacioná-los a não ser que os coelhos não são crucificados, que o Cristo não põe ovos, e os ovos não têm pêlo. Dito isto, existe uma certa correlação cronológica que tem o seu epicentro na altura da Páscoa. Primeiro o Cristo, depois a crucificação, os coelhos com pêlo, os ovos, os ovos de chocolate, e por ultimo, as coelhas sem pêlo.

Só um alerta! Esta última espécie é relativamente recente e qualquer um pode ser levado ao engano. Como tal, tenham uma Santa Páscoa e muito cuidado para não serem crucificados.

 

† † † † †

 

Para pessoas atentas e se quiseram estar de sobre-aviso, podem sempre fazer um simples cáculo para saberem qual o dia da Páscoa. Do Cristo, dos ovos, dos coelhos, não necessáriamente por esta ordem e não necessáriamente com alguma relação. 

Este algoritmo usa a operação mod, que é o resto da divisão inteira, e floor, que é o menor inteiro maior ou igual ao número dado:

Seja Y (de year, ano em inglês) o ano o qual deseja descobrir quando será a Páscoa. Então:

a = Y mod 19
b = floor ( Y / 100 )
c = Y mod 100
d = floor ( b / 4 )
e = b mod 4
f = floor (( b + 8 ) / 25 )
g = floor (( b – f + 1) / 3 )
h = ( 19a + b – d – g + 15 ) mod 30
i = floor ( c / 4)
k = c mod 4
L = ( 32 + 2e + 2i – h – k ) mod 7
m = floor (( a + 11h + 22L ) / 451)

Mês da Páscoa = floor (( h + L – 7m + 114 ) / 31 )
Dia de Páscoa = (( h + L – 7m + 114 ) mod 31 ) + 1

ou então

 

† † † † †

 

P.S. (em inglês, Pasc Saint) Também não sei de onde saiem as amêndoas. 

Mais uma vez, desejos de uma Santa Páscoa.


Ser macaco

Sou totalmente a favor das manifestações. Se alguém está descontente com algo e se sente no seu direito constitucional de protestar, que o faça.

Ou se cale para sempre.

Aliás, acho preferível um manifestação de desagrado ao invés de fingir que tudo é um mar de rosas onde espalhamos as nossas vibrações positivas, tal e qual a rádio tenta espalhar as suas ondas hertzianas pelo ar que ouvimos! Se não conseguimos difundir a palavra o melhor mesmo é manifestarmo-nos e fazermo-nos sentir.

Por muito que isso seja desagradável para com terceiros.

RTP retira da emissão anúncio à Antena 1 que gerou polémica

Mas… Porquê?

Porque houve pessoas que não gostaram? Porque tinha poucos efeitos especiais? Porque não era uma longa metragem? Porque tinha diálogos mal construídos? Porque não representava a realidade?

Porque são porcas! Poderiam dizer alguns. Mas tanto podiam ser porcas como podiam ser parafusos, elefantes ou macacos e o resultado seria o mesmo. Um anúncio molda-se à realidade de um público alvo e os demais que se quiserem juntar a ouvir e a ver. Quem não quiser pode pegar num objecto chamado “telecomando” e mudar de canal para ver outros anúncios. Tal como mudamos de rádio quando a música, a conversa ou o anúncio não nos interessa.

E da próxima vez que mudar de canal televisivo talvez veja mais algum anúncio que fique incomodado. Pare e pense. Ou mude de canal!

Alguém questionou que o macaco poderá estar a dizer a verdade? Já alguém ficou incomodado por o elefante ser grande e oponente poder, e estar, a gozar com o macaco? E se o elefante estiver a mentir? Afinal nós conhecemos bem o Babar ou o Dumbo… agora aquele, não me lembro de o ver mais gordo. E será que os animais falam na realidade? E ninguém fica incomodado com a conotação negativa que se dá à palavra/animal, macaco?

 

Temos o direito de mudar de canal.

Temos o direito de nos manifestarmos.

Temos o direito de fazer anúncios.

Temos o direito de sermos macacos.

 



Desde muito pequena

Desde muito pequena, que enquanto viajava com os meus pais de carro, a minha mãe dizia-me:

– Vai olhando sempre para as placas para saberes onde estás, se um dia te perderes já podes dizer à polícia onde estás…

Ora, isto dá muito que pensar, das duas uma, e a pior de todas elas, os meus pais ainda lhes passou pela cabeça um dia abandonarem-me numa estrada qualquer…

A outra hipótese, era para que eu aprendesse a identificar sinais de trânsito, e aprender a ler… Realmente sentido de orientação é coisa que nunca me faltou, como devem calcular, decorava todos os caminhos, só faltava deixar umas migalhas de pão, como aquela história infantil Hansel & Gretel… Agora que estou a pensar nisso, percebo que afinal esta história da minha mãe afectou-me mais do que pensava, eu tinha mesmo medo de ser abandonada… Estranho… Mas enfim, todo o meu percurso de desenvolvimento foi o dito normal, pelos vistos tão normal que não me chegaram a abandonar, e apesar do tal sentido de orientação, nunca tive muito instinto e perspicácia para a condução e tudo o que está inerente a ela…

Para tirar a carta de condução foi um castigo, já me imaginava a ir contra os carros, a ficar «empanada» (termo muito utilizado pelo meu pai, que gosto particularmente) no meio do trânsito infernal, não tinha mesmo curiosidade…

O dia que tanto adiei na minha vida chegou e lá fui eu tirar a carta de condução, foi um martírio, eu achava tudo horrível, o sítio, o código, conduzir… O código lá foi, a condução, as aulas, não consigo explicar, o pânico que eu causava aos outros e a mim, o instrutor teve dias em que se segurava à porta do carro… E a muito custo lá me fui habituando a todas essas coisas novas, e consegui, com uma falha ou outra, mas consegui fazer tudo sem nenhum disparate grande…

A minha vida na condução iniciou e todas aquelas indicações que a minha mãe foi dizendo, o instrutor e todos que me rodeavam começava a fazer algum sentido… Mas que fique já aqui a indicação: a tal perspicácia e instinto, continua na mesma…

rotunda mágica !

 

Bem dita seja a verdade, que o que eu mais gosto na condução são as rotundas, ADORO rotundas, a história de que quem está dentro da rotunda tem sempre prioridade, dá um certo poder à minha aselhice, entrar na rotunda e saber que ali ninguém me pode fazer mal e se fizer eu tenho razão, sabe muito bem…

Eu gosto de rotundas e depois há aquele pessoal que diz: Ah, eu adoro conduzir, dá-me uma liberdade, permite-me reflectir, descansar e apreciar o que me rodeia… EU? Vou é em pânico, a olhar à volta para não bater em ninguém… Pensar? Só se for em qual a melhor estratégia para que ninguém note que eu estou na estrada e onde vou estacionar de uma forma fácil e tranquila… Nisso é que eu vou a pensar e nas viagens longas, quando vou na auto-estrada (não, não sou eu que vou a conduzir, por isso dá-me tempo para pensar em disparates), continuo com o mesmo hábito de ir a observar os sinais que surgem e são os de perigo que me suscitam mais dúvidas, nomeadamente o de perigo de animais selvagens, aquele que tem uma gazela a saltar… E aí eu ponho-me a pensar na relevância deste sinal…

– Os animais vão aparecer naquele exacto momento?

– São só gazelas? Ou podem surgir por exemplo vacas, cavalos…?

– E depois não aparece a dizer que eles vão deixar de aparecer, dura quanto tempo?

– Temos que continuar toda a viagem com medo que eles apareçam?


E antes do adeus…

Não estou a dizer que foi isto que eu fiz.

Não estou a dizer que estou a fugir de ninjas, da tropa, direcção geral de impostos, mãe, pai, familiares, amigos, amigos verdadeiros, amigos falsos, conhecidos, colegas, chefe, tronco de Natal, avô, avó, cão, gato ou cavalo.

Não estou a dizer que vou para o Brasil, Tailândia, Banguecoque, Líbano, Loures, Índia, Nova Iorque, sem-terra, Austrália, Conímbriga, Mira-Gaia, Marrocos, Papua Nova Guiné ou mesmo Alfornelos.

Não estou a dizer mesmo nada.

Desaparecido em Combate 2 – Missing in Action 2: The Beginning (1985)

 
Já agora, alguém me sabe dizer qual é a temperatura habitual para esta época do ano hein… Porto Galinhas?

+ FACTOS



Soltar a crina

Aproveitando o findar da passagem pelo nosso país de um certo espectáculo de cavalos e com cavalos, queria introduzir no nosso léxico uma expressão.

Soltar a crina

E porque não lancei esta expressão enquanto este espectáculo ainda se encontrava em cena em Portugal? Para vosso bem! Não queria que pudessem ter o azar ou a má sorte de falarem nisso a alguém e de repente terem bilhetes para a 3ª fila do espectáculo.

É que se há coisa irritante, são espectáculos de cavalos. É que já bastava no circo, entre números circenses tão bonitos como o do domador de leões, da contorcionista, do palhaço com a lágrima, dos trapezistas… Pimba! Tomem lá um número com cavalos. E que fazem eles? Relincham! E andam à volta, à volta e à volta e não ficam tontos. E põem-se em duas patas. Espectáculo! Eu faço isso todos os dias e ninguém aplaude o meu sofrimento. Deixem-me ficar na cama a dormir. E para final, anda uma gaja avantajada com pouca roupa em cima de 2 cavalos e o público vai ao auge. Ponham gaja avantajada com pouca roupa deitada num sofá no meio do palco e vão ver se a reacção da maioria do público não é igual. Pelo menos grande parte das mulheres iria logo aplaudir a emancipação feminina!

E por falar em espectáculos deprimentes… o dressage!? Que desporto é aquilo? Bem, desporto não é, embora pareça estar nos Jogos Olímpicos à espera de uma versão animal do evento. Aliás, a primeira vês que vi/li isso pensei que seria uma loja pronto-a-vestir para idosos. Modernices, pensei. E não é que acertei! Só desde 1912 é que o dressage faz parte dos Jogos Olímpicos. E acho que já era altura de cavalgar dali para fora. Por favor!

Agora, e para melhor uso da MINHA expressão, fica aqui uma pequeno amostra de formas compostas.

Cumprimento
Boa tarde. Como vai a crina? E a família?

Incentivo
Vai, tu consegues soltar a crina.

Interrogação
Já soltaste a crina hoje?

Espanto
Oh cum’a crina!

Observação
Aquele gajo tem a crina bem amanhada.

Deficiente
Pai, quando saio da CRINABEL?

Ofensa
Vai mas é soltar a crina, cavalo! 

Independente
Ele já não tem a mãe a agarrar-lhe a crina.

Dependente 
Chuta cavalo!

Musical

Despedida 
Até amanhã e…

soltem a crina por aí  



Na boa

Quando alguém grita «BoA!», a primeira coisa que a pessoa comum faz é encolher-se e de cócoras e ainda com os olhos semi-cerrados olhar ligeiramente para cima, em direcção do galho de árvore mais próximo com todo o cuidado do mundo. É que não se pode subestimar a selva urbana em que vivemos, nunca se sabe de onde uma Corallus caninus pode aparecer!

Porém para minha grande estranheza há uns dias atrás, à frente da entrada para um clube nocturno, ouvi claramente no meio de um grupo, “Pessoal, vamos entrar?”. Entre os mais indecisos, sobressaiu uma voz de comando. “Na boa!

Na boa. Fiquei a reflectir sobre aquela expressão durante todo o tempo que decorreu entre me ser vedada a entrada na dita discoteca e a chegada do táxi. Na boa. Percebi pouco a pouco que aquele jovem não estaria certamente a referir-se à cobra. Quanto muito conseguiria pôr um braço ou um “cotozinho” mas dificilmente conseguiria entrar todo na boa. Matutei, matutei. Vocês não sabem quão proveitosos foram aqueles 15 euros gastos na viagem de táxi. Dei por bem empregues as 4 voltas consecutivas à rotunda do Marquês e o atalho pelo Monsanto. Não é todos os dias que conseguimos ficar tão elucidados em relação a determinadas expressões utilizadas hoje em dia. Na boa. Talvez pela flora que me rodeava naquele momento, fêz-se luz! Ele estava-se a referir a uma categoria de rapariga. A boa. Não necessariamente verde, aquele jovem tinha feito a sua escolha sexual e anunciava a aos seus amigos. Qual rei de uma zona florestal densa gritando para o seu povo:

boOOHOOohaaooooOHOOOoouooOOhHooaaaAhhHH!!

(grito de Tarzan, como devem ter notado). Se era para entrar, a sua escolha recaía na boa.

O que me começou a assutar a seguir a este vislumbre zen foi o quantas vezes eu já tinha ou teria ouvido aquela expressão na minha vida. Milhentas pensei. Milhares de milhentas. Talvez mais. E se muitas vezes terei ouvido «na boa», talvez nunca terei ouvido «na feia» ou «o interior é que conta»! É que, ao que parece ninguém escolhe a má, a gorda, a feia ou a «melhor era horrível». Nem sequer a simpática. Mas também se querem saber, por mim é na boa. Um pouco de concorrência nunca fez mal a ninguém!

O que me faz ter maior consideração e de certa forma me preocupa nas boas é que os niveis de exigência para ser boa são naturalmente tão altos devido a uma concorrência imensa, quase animal, que lhes pode provocar algum stress e inúmeros distúrbios alimentares. Deve ser dificil estarmos a ser constantemente julgados, tanto pela fauna de machos circundante como pela fauna de fêmeas concorrentes. É aqui que penso se dá o chamado sentimento de estar no «Laberinto del fauno». Por isso, é precisamente a nível mental que elas mais são testadas. Se por vezes coisas insignificantes como não ter uma perna, ter multiplas cicatrizes na cara ou ser bastante peluda já são entraves bastantes a nível fisico para ser uma boa, é, a nível mental que as boas mais são avaliadas e criticadas. É que pensam sempre. Mentira. Pensam algumas vezes… Mentira. Pensam poucas vezes…. …. bem. Como é que consigo dizer isto?! … As pessoas comuns não pensam que elas são inteligentes! Eu claro, sou contra este tipo de pensamento. Aliás, se alguma boa conseguiu ler até aqui, tão longe que está de casa, a minha força vai para ti! Agora descansa um pouco, não quero que fiques com um aneurisma.

Um abraço muito grande para todas as boas e não desistam de ser o que são!

(n.d.b. Criticam este blog às vezes por falta de um pouco de perspectiva feminina. Porém, na parte que me toca, como notaram, estou a tentar e vou continuar a tentar arduamente dá-la mais… na BoA!)


Anónimo

Net, 02-10-2008

 

Exmo(s)/a(s) senhor(es)/a(s),

Sinto que cometi um erro!

Quando comecei a escrever e a divulgar o blog, com a minha razoável ignorância, pensei que esta era finalmente a minha hipótese de ganhar muito dinheiro e conhecer muitas mulheres. No primeiro dia até parecia que estava tudo a resultar. Ao ficar em casa a escrever um artigo, acabei por poupar 20 € do jantar, depois mais 10 € do bar e como o artigo até acabou por ficar grande, mais 20 € da discoteca e 150 € da acompanhante de luxo. Por isso no total: 20+10+20+150… qualquer coisa como bastante. Além do mais, durante o tempo que escrevia e pesquisava na internet sobre o tema em questão, lagostins de água doce, conheci inúmeras mulheres que se demonstravam muito solícitas em fazer amor comigo através da web cam (câmara em rede). Apenas não aceitei pois estava realmente empenhado em terminar o artigo e, pensei, que sendo este o primeiro dia a escrever num blog, esta meia dúzia de mulheres seria apenas uma amostra do que eu certamente iria ter no futuro. Este certamente acabou por não se demonstrar tão certo assim, como infelizmente agora o sei.

Sinto que cometi um erro!

Esta percepção do mundo começou a mudar quando após alguns dias, que se revelaram de grande militância para com este espaço, em que já havia um grande sururu em redor do blog e um grupo razoável de pessoas que sabiam da existência do mesmo. O que pareceu um bom augúrio revelou-se fatal. Quem lia, além de ficar informado sobre os lagostins de água doce, também tinha acesso aos meus planos maquiavélicos de aquecimento global e enriquecimento rápido à custa de terceiros. Primeiro, os conhecidos deixaram de me emprestar dinheiro, depois os amigos e no fim até os meus pais. Neste momento ainda estou á espera da decisão do banco, quanto à concessão do empréstimo a 70 anos para compra de casa.

Sinto que cometi um erro!

Quanto às mulheres? Bem, as mulheres viram a verdadeira pessoa que sou. Ou seja, um ser perfeito! Menos para elas. Viam nos meus artigos, a imagem de um homem extremamente inteligente mas com uma mente destorcida, retorcida, torcida e até enrolada, com pequenos apontamentos de parvoíce, muito pequenos mesmo.  Algo que não nego, mas tento disfarçar, e para bem da verdade, também não me viram em carne e osso. Senão poderiam comprovar que as minhas enumeras deformidades fisicas fazem esquecer sobremaneira os graves disturbios mentais.

Sinto que cometi um erro!

Outro dos problemas era com mulheres com que partilhava alguma intimidade. Este problema também se manifestava com alguns animais e pessoas do mesmo sexo, que, viam em mim, a pessoa-blogger, um autêntico Big Brother. Uma espécie de Teresa Guilherme. Os animais sofriam mais. Assim tudo o que diziam ou baliam, pensavam estar a ser gravado ou observado com atenção extra para mais tarde blogar(!?). Sentiam-se monitorizados a qualquer acção. Tinham medo de espirrar na minha presença. Já não coçavam as partes baixas, por muito que o trabalho os pressionasse para tal. Não se despiam à minha frente. Nem atrás. Nem ao lado. Nem por cima nem por baixo. Nem se depilavam ou tosqueavam!

Assim, resolvi retirar tais artigos tão polémicos sobre a minha natureza humana, inclusivé, a do lagostim de água doce e passar a assinar sob pseudónimo. Anónimo. A partir desse momento as pessoas voltaram a falar comigo e a socializar. Só não gostam é do Anónimo. Agora, que já não divulgo o «bicho» e até ao momento em que escrevo, felizmente continuam a exister transeuntes… que não me conhecem… que não sabem que estou a extrair todo o género de informação para escrever um artigo… eles andam por aí.

E eu por aqui. 

 

Sinceros cumprimentos,

Ass: Anónimo


O caixotinho do cão

Há pouco tempo deparei-me com um cão de louça num relvado de uma vivenda e também foi há pouco tempo que me deparei com o mundo do Geocaching.

Espero escrever tudo bem, sem erros, principalmente devido à profusão de termos em inglês que este mundo tem, ou corro o risco de ter todos os geocachers à perna. Cão de louça. Talvez o utilizador comum deste blog não tenha a noção do que é o Geocaching, eu também não sei muito mas felizmente conheço quem saiba e sinto-me contente com isso. Basicamente trata-se de uma busca ao tesouro, mas mais elaborada, porém sem um mapa com um X e sem um tesouro. Esta última parte poderá ter desanimado alguns dos leitores a nem sequer continuarem a ler este artigo, quanto mais de irem à procura de uma cache, ou aportuguesando o termo, um “caixote”. “Caixotinho”, quando já estamos mais familiarizados com o assunto. Mas não desanimem, poderão a maior parte das vezes encontrar um tupperware ou uma caixa de sapatos no lugar do vosso tesouro!

 

E lá dentro? E lá dentro? Devem estar a perguntar. 

Não pensem que encontram umas sandes e um Caprisone, umas fatias de mortadela ou os restos de pizza da refeição de alguém, para se recomporem de tão grande procura do tesouro. Nem uma pancadinha nas costas. Nem isso. Ficam só com a ideia de um objectivo atingido. Que maior tesouro vocês queriam? Anh? Se querem um tesouro a sério, peçam ao Pai Natal uma soma avultada de dinheiro por transferência bancária. Mas o seu a seu dono. Cão de louça. Geralmente o vosso tesouro será um belo passeio ou vista do local do vosso “caixotinho”. Acho que nesta altura já o podemos tratar por tu. Por isso, adeptos do vouyerismo de belezas naturais que acreditam que os olhos também comem e suportam continuar com a barriga e bolsos vazios. Aconselho o Geocaching.

 

 

Como perceberam, provavelmente isto do Geocaching deve ter surgido depois de algum turista alemão bem preparado ter chegado algures a um cume de uma montanha no Tirol e ter tirado da sua mochila o farnel do seu tupperware . Pão de trigo com salsicha alemã, uma garrafa de água e uma maçã. Escreveu os seus pensamentos num bloco, ao ver tamanha paisagem natural. Para azar deve-se ter esquecido da maçã e o bloco dentro do tupperware. Se calhar ficou escondido debaixo de uma pedra ou da vegetação. Cão de louça. Preocupado com o meio ambiente, telefonou ao amigo que vinha da Áustria, para passar por lá e recolher o esquecimento. O amigo ao ficar siderado com a paisagem natural, enquanto trincava a maçã, resolveu ele também escrever umas notas no bloco. Deixou lá tudo para que o outro amigo vindo da Polónia também pudesse ver o que eles tinham visto antes. A vista do alto da montanha para o novo restaurante de fast-food da zona. Depois veio o amigo da França e depois um da Alemanha e depois um da Suíça e outro de Itália e outro de Portugal e outro do Liechenstein e outro da França e outro da Dinamarca e outro… e todos eles tinham a maravilhosa vista, para o sítio onde iam repor as energias gastas da busca ao tesouro. Com o nosso estômago não se brinca!

 

Por isso mesmo, um bom geocacher, é um geocacher bem preparado. Daí que têm de ter em conta os mantimentos e acessórios mais ou menos necessários para a procura do vosso “caixotinho”. Um GPS, comida, àgua, automóvel, botas para caminhar (chinelos da praia para quem preferir), faca de mato, cão de louça, máquina fotográfica, jacuzzi, roupa confortável (no caso das mulheres aconselha-se lingerie sexy), uma corda, um cartão de crédito e um urso de peluche.

 

Cão de louça? Cão de louça? Devem estar a perguntar.

 

E eu respondo, porque não!? Há pouco tempo deparei-me com um cão de louça num relvado de uma vivenda e também foi há pouco tempo que me deparei com o mundo do Geocaching.

 

E porque não juntar o melhor dos 2 mundos? É que se nós queremos ver belas paisagens e dar belos passeios, não deverá o cão de louça ter os mesmos desejos? E quem fala em cães de louça, também pode falar de politica. E de ovelhas de louça, anões de louça, estátuas de gesso sem braços e tudo mais que se encontra frequentemente por esses relvados de vivendas por esse mundo fora. Sugiro que se crie uma espécie de Geocaching para animais e objectos de louça, gesso ou mármore que se encontram plantado sem hipótese de ver o mundo pelos seus olhos. Sugiro que se pegue no nosso cão de louça Dálmata e se troque pelo cão de louça Cocker Spaniel do relvado do nosso vizinho. Ou por aquela estátua sem braços ou o Adónis a lançar o disco nos relvados que passamos a caminho do trabalho. Ou por aquele anão a baloiçar na árvore que encontramos de férias com a família e que os miúdos acham tão engraçado.

 

Geocaching? Geocaching? Geodogging! Geognoming! Geostatuing!

Santinho!