Este blog contém pus!

desenhos

Calimero

Quem não fica saudoso por vezes e se lembra de desenhos animados que davam quando éramos novos? Penso que todos. Desde a pessoa mais velha à mais idosa, desde a pessoa mais divertida ao maior comediante, desde o mais simples proxeneta ao mais nobre deputado, todos nós nos lembramos como antes é que os desenhos eram alegres e tinham conteúdo.

 

“Ó senhor primeiro-ministro, não seja Calimero! O posto é de Portugal, não é seu!”

Paulo Portas, Assembleia da República

E se com o tempo não só os desenhos perderam conteúdo mas também as embalagens de batatas fritas e os discursos políticos, folgo em saber que os nossos deputados se lembram desses tempos e tentam recriar condições para que o país possa voltar atrás, vá buscar bons exemplos e dê um salto para o futuro.

Bem, pelo menos esta é a minha leitura da frase de um nosso deputado e sobretudo um desejo para a nossa classe governativa.


(se é para não perceber o Calimero, é melhor no original)

Para finalizar, e se este é o caminho para o futuro, então desejo a todos os nossos representantes eleitos precisamente o contrário do que o deputado Paulo Portas pediu. Que sejam todos um pouco como o Calimero:

Que saiam todos um bocadinho da casca mas sem descobrirem a careca!


Semente de Sésamo

Para quem teve uma infância feliz!

Para quem não teve:

pequeno 

 

Grande 

 

O MAIOR! 

 

40 anos de sementes de sésamo. É aquilo que os gajos do baseball estão sempre a comer e a cuspir.

Fixe…

Fixe! Fixe! Fixe! Fixe! Fixe!


!!! — em risco — !!!

Com o crescente acesso à internet existem cada vez mais crianças em risco.


A verdade é que sempre existiram Pessoas em risco.


Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.


Vasco

Vasco Granja (1925-2009)

 

 

“Iniciando as emissões com um saudoso «Olá amiguinhos», Vasco Granja gravou cerca de mil programas entre 1974 e 1990, onde apresentou personagens como Bugs Bunny e a Pantera Cor-de-Rosa, mas também a animação que havia para lá das portas do castelo de Walt Disney. A maioria destes programas, intitulados «Cinema de Animação», terá sido apagada dos arquivos da televisão pública.

in  Diário Digital / Lusa


Fevereiro 28, 6a. feira 13 pt.2

 
13
Espectacular.
Já perceberam que se um mês tiver 28 dias,
 o mês seguinte repete os mesmos pares dias da semana/mês?

 

 
 
Jason  
E também. 
Já perceberam que a próxima passagem de ano 
vai precisamente coincidir com uma terrível 6a feira 13?

 


Carnaval

Oi. Aiê galêra!

Não gosto muito do Carnaval.

Quer dizer.

Eu até gosto de muitas coisas do Carnaval. Das roupas. Da falta delas. Do efeito que o Inverno português tem na falta de roupa de quem insiste festejar o Carnaval brasileiro. Das tradições carnavalescas.

Quer dizer. Cadê elas?

Sabemos que em Veneza festejam o Carnaval com roupas com folhados e máscaras da ópera e que em Rio de Janeiro festejam sem roupas com folhados e máscaras da ópera. E em Portugal? Será que são fatos de Homem-Aranha ou de pirata? Princesa ou prostituta? Nem eu sei…

Daí que me vesti de coelhinha da Playboy.

Não gosto muito do Carnaval.

Quer dizer. Não gosto mesmo. Quando se tenta sempre enganar o próximo, a começar na própria assunção de Carnaval de a vida são só 2 dias mas o Carnaval é especial de corrida. Tanto assim que até se diz que a 3ª feira de Carnaval é feriado. Brincalhões! Só para ter “ponte” na 2ª. Estes foliões são marotos.

E acabei por perceber isso da melhor/pior maneira.

Não que não é feriado, mas que os foliões são marotos. Ora, andava eu na minha busca incessante pelas tradições carnavalescas de Portugal, sempre perguntando a todo mundo onde andavam elas. Quando alguém me disse:

– Oi coelhinha.
– Oi cowboy, fala aí.
– Se está procurando tradições, aqueles moços que estão ali no bêco escuro podem ajudar.
Uê! Aquele policia, aquele marinheiro e aquele índio?
– Sim esses mesmo!

E… não me lembro de muito mais. Nem do que foliei, nem do que sambei ou dancei, nem das tradições que aqueles moços me mostraram…  Apenas sei que talvez telefone ao meu chefe a dizer que afinal o Carnaval em Portugal são 4 dias e que hoje não posso ir trabalhar. Afinal, apesar de não gostar muito do Carnaval acabei por ficar neste belo estado:

Oi. Lembrei!

Os cabeçudos.


Hindu eu

(n.d.b. Este artigo recorre a piadas fáceis, difíceis, fáceis medianas, medianas complexas e outras piadas de calibre diverso mas com elevado grau de dificuldade)

Como sabem agora o terrorismo que tinha passado a atacar só países muito industrializados e muito evoluídos tecnológicamente resolveu dar um passo atrás e atacou na Índia.

  • Anda por ali tanto terrorismo que até a rupia!
  • É bomba aqui, Bombaim, bomba em todo lado

Mas é como tudo na vida, e é nestes momentos que mais temos que recorrer à proverbial sabedoria popular.

  • Se Taj Mahal, muda-te.

A mudança nem precisa de ser de grande monta, a Índia é um país tão grande que qualquer residente ou turista pode encontrar um cantinho e refugiar-se nele. E em tantos milhões de pessoas, também de moças bonitas se pode constituir e fornecer esse cantinho.

  • há pelo menos uma Goa,
  • uma Délia bastante jovem,
  • e moças com muita pinta

Por causa disso mesmo e também resultante da posição geográfica, as temperaturas médias são bastante elevadas para o corpo de um caucasiano.

  • O calor é tanto que chamuça

Mas isto, é o que dizem. E pode até não ser verdade e estarem temperaturas negativas, nevar e terem livros com imensas posições sexuais. Talvez, seja melhor mesmo ir ver pelos próprios olhos ou visionar um documentário da National Geographic ou BBC. Prefiro a última hipótese. Se lá neva, fico mais quentinho em casa e não corro risco de ser comido por tigres.

OM (Alan Watts)

Banco Muito Privado

Não tenho qualquer tipo de fundo ou depósito no BPP (publicidade).

Mas não digo isto com qualquer tipo de emproamento. Não tenho, mas gostava imenso de ter. Dá prazer ver um banco que como o seu nome indica, é privado e a única rãzão da sua existência é o lucro dos seus associados e trabalhadores, e no entanto, é com aprumo e dedicação que tratam os seus CLIENTES!

Não percebo os clientes do BPP (publicidade).

Porque querem eles tirar as poupanças que juntaram ao longo dos anos? Será que eles não percebem que os senhores do banco apenas querem ficar com o dinheiro para gerar mais para eles? Será que não entendem que eles zelam não só pelos interesses dos seus associados e trabalhadores, mas também dos seus clientes? Será que não vêem que estarão a perder dinheiro ao não investir em fundos de grande rentabilidade e lucro quase* garantidos pelo banco? Porque não as colocaram debaixo da almofada como eu?

Eu gostava de ter uma conta no BPP (publicidade).

Temo contudo, que como o seu nome indica seja um banco muito privado e não aceitem qualquer tipo de clientes. Eu sei que até já criaram uma banda virtual (publicidade) mas não sei até que ponto um banco iria aceitar um cliente virtual como eu e iria fazer transações virtuais como forma de sobrevivência!

* activos com variabilidade de 98% com ± 2% de incerteza, rastreados a fundos perdidos (letras pequeninas)

Balnear por aí

De forma geral, o período compreendido entre 1 de Junho e 30 de Setembro em que se banha na praia e se vê muita pele ao léu, é conhecido como época balnear. Assim sendo, esse período acabou, adeus, até para o ano. Claro que todos nós achamos muito pouco tempo para balnear por aí, mas nada nos impede de ir à praia em Dezembro e Janeiro bronzear um pouco a pele… no Brasil. Claro que, com precaução, evitando apanhar sol em horário de maior risco de exposição a raios ultra-violeta!

Antes das 11h e depois das 16h

Entre as 11h e as 16h
 (imagem com filtro UV)

De forma particular, um pequeno período compreendido dentro desse, é chamado de pré-época e é o «aquecimento» para outro período balnear. Este muito mais maravilhoso em termos sociais devido à sua complexa teia de relações sociais. Esta época balnear percorre quase todo o ano e geralmente está associada à época futebolística em vigor durante igual período (e.g: 2008/09), porém dentro do espaço confinado a olhares estranhos. Este espaço é denominado, balneário.

Este período balnear além de mais, é mais pacífico e amoroso que o anterior. Existem menos vítimas e por um período temporal e espacial maior. Sim, claro que existem algumas agressões bárbaras e entradas de «carrinho» mas geralmente não são efectuadas com maldade e só tendem a acontecer nas proximidades do balneário. Raramente essa pequena agressividade salutar é transportada para o interior do espaço. O que por vezes gera algum receio acerca desta época balnear, deste submundo dos balneários é o seu desconhecimento. Do espaço e do que se passa no seu interior.

– Eu calço o 43!

– E eu o 44!

– Sim, mas o meu 43 é de biqueira larga. Depende muito das marcas onde se enfia o pé. Parece que alguns modelos são de anatomias diferentes.

Vamos tentar por isso contornar esse problema do desconhecimento tentando perceber um pouco o que se passa no seu interior, no seu âmago. Do balneário. As histórias, as conversas, a metrossexualidade na escolha das meias a condizer com o risco da camisola, os atacadores com risco ao lado, o calção azul debruado com 2 riscos brancos, as loções de banho, as «toalhinhas» dos saltos para a água, a comunidade de troca de champô, os motivos dos boxeurs, alguns tamanhos diferenciados… de ténis, as conotações rácicas, a mãe do árbrito, as pomadas e elixires, as lesões crónicas, as órgias…

Esperem… acho que não dá tempo para tanta coisa. Tanta informação e complexidade. Vamos só então desfazer um ou dois mitos urbanos, tais como o do pé de atleta e a luta de toalhas. 

Quanto ao pé de atleta, não consta que por exemplo Zidane ou Eusébio tenham tido pé de atleta. O pé de atleta não é uma doença, e muito menos venéria! Primeiro, é um fungo. E quem o tem, não consegue alucinar com ele, não o pode cortar laminado e fazer uma entrada, e acima de tudo, não adquire o dom de jogar futebol ao 1º toque, com um dominio de bola fenomenal. Do que se conclui, que não irá ser venerado por ter pé de atleta. Portanto, não fuja, não corra. Quanto mais correr, pior. Não se aproxime de antros com desportistas. Para fugir a esta maleita basta instalar-se no seu sofá a ver um filme.

Quanto às lutas de toalha e palmadinhas no rabo do companheiro isso são apenas boatos e não existem. Também vos digo, se existissem não seriam muito efeminadas. Enrolar uma toalha e dar carinhosamente noutro membro* SERIA algo muito másculo.

Muito másculo mesmo.

 

(n.d.b.  * aqui representando, elemento da mesma equipa)


Mosqueteiros

Detido o alegado assassino de empresário dos Mosqueteiros

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Esperam-se milhares de pessoas a acompanharem o cortejo fúnebre que irá acabar no Alto de São João, numa cerimónia que irá ter como principal orador o Cardeal Richilieu. Fontes próximas do Cardeal indicaram que ele irá usar a sua habilidade na Bíblia, sem nunca esquecer uns toques no Alcorão. Relembramos que foi na época passada que a sua dificuldade noutras doutrinas levou o povo a insurgir-se e a queimar algumas igrejas. Ao que tudo indica, esse episódio bem como aquele em que Milady fugiu com Juliete já se encontram ultrapassados. Neste momento o Cardeal encontra-se em grande de forma, e não será de estranhar até, pequenas incursões pelo hinduísmo, taoísmo e budismo. Em declarações recolhidas ao próprio, e apesar de não se alongar muito quanto ao tema de abertura, ironicamente o Cardeal adiantou que sempre foi fã de Samuel L. Jackson !

Quantos aos preparativos, o Conde Rocheford optou por uma linha mais tradicional nos adornos mas aprimorando o essencial, o que, e embora ainda não se saiba qual o motivo que o caixão terá, sabe-se que foi pedido que o desenho do mesmo se mantivesse na forma horizontal. Para acompanhamento a cerimónia será regada com um vinho de ’83 de Lupiac (terra natal do falecido) e as óstias serão feitas pela Sr.ª Amélia Simões, da pastelaria “Doce dos Anjos”. Conta quem já provou, que se ambos são deliciosos, em conjunto parecem um manjar dos deuses. A guarda de mosqueteiros e os ex-mosqueteiros da casa real irão trajar a rigor, num vermelho-espadachim e acompanhados pelas suas esposas irão fazer a ultima saudação ao morto.

Também os seus companheiros mais próximos, embora há muito afastados, ao que tudo indica voltarão a juntar-se na cerimónia. Atos Portos e Aramis, os 3 mosqueteiros irão interpretar um excerto (Nessun Dorma) da ópera Turandot de Puccini acompanhados pela orquestra sinfónica da Guarda Nacional Republicana que irá ser conduzida pelo Senhor de Treville.

A ex-mulher que se encontra agora a viver com a ex-amante num apartamento na costa alentejana, em declarações públicas e num discurso de grande pesar, lembrava boas memórias do ex-marido, memórias essas que se iriam perpétuar também no sub-consciente de todos nós. Quanto às circunstâncias mórbidas da morte atenuou dizendo: “… apesar do meu Piruças, como eu lhe chamava,  ter sido morto por um calhau da calçada quando espirrou ao passar junto ao monumento comemorativo do 25 de Abril no alto do parque Eduardo VII pelo menos teve a sorte de nunca ter levado com um meteorito, espezinhado por um mamute ou se ter aleijado, cortado ou magoado durante os vários episódios da série. A todos os fãs um abraço especial. Obrigado.”

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