Este blog contém pus!

desporto

João Miguel ou Miguel Jordão?

Era uma vez um boi, ou um bull, chamado João Miguel que pastava em pastos verdes. Ele não gostava da cor vermelha nem de que lhe chamassem nomes. Achava que chamar nomes era uma forma de catalogar as pessoas e os bois. Não percebia porque os seus pais lhe tinham chamado um nome, quanto mais dois. João Miguel soava estranho. Preferia raspar a pata no chão e delinear um «23». Era assim que ele gostava de ser conhecido, como um número. O «23»!

Farto que todos os dias os meninos ao ir para a escola passassem ao lado do seu pasto verde só para gozarem com ele e lhe chamarem nomes, «João Miguel» gritavam, o «23» resolveu ir marrar contra todos, num dos primeiros actos considerados de bullying. O que «23» não reparou é que havia uma pequena cerca electrificada a separá-lo do objectivo. Foi uma tourada. Depois do incidente, foi perdendo a visão e chegou ao ponto em já não distinguia cores. Apenas o preto, o branco e todos os cinzentos que se encontravam pelo meio.

Tentou então a sua sorte noutras praças. «23» emigrou para os States onde continuou a praticar bullying e acabou por ser muito feliz. Olé!

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Balnear por aí

De forma geral, o período compreendido entre 1 de Junho e 30 de Setembro em que se banha na praia e se vê muita pele ao léu, é conhecido como época balnear. Assim sendo, esse período acabou, adeus, até para o ano. Claro que todos nós achamos muito pouco tempo para balnear por aí, mas nada nos impede de ir à praia em Dezembro e Janeiro bronzear um pouco a pele… no Brasil. Claro que, com precaução, evitando apanhar sol em horário de maior risco de exposição a raios ultra-violeta!

Antes das 11h e depois das 16h

Entre as 11h e as 16h
 (imagem com filtro UV)

De forma particular, um pequeno período compreendido dentro desse, é chamado de pré-época e é o «aquecimento» para outro período balnear. Este muito mais maravilhoso em termos sociais devido à sua complexa teia de relações sociais. Esta época balnear percorre quase todo o ano e geralmente está associada à época futebolística em vigor durante igual período (e.g: 2008/09), porém dentro do espaço confinado a olhares estranhos. Este espaço é denominado, balneário.

Este período balnear além de mais, é mais pacífico e amoroso que o anterior. Existem menos vítimas e por um período temporal e espacial maior. Sim, claro que existem algumas agressões bárbaras e entradas de «carrinho» mas geralmente não são efectuadas com maldade e só tendem a acontecer nas proximidades do balneário. Raramente essa pequena agressividade salutar é transportada para o interior do espaço. O que por vezes gera algum receio acerca desta época balnear, deste submundo dos balneários é o seu desconhecimento. Do espaço e do que se passa no seu interior.

– Eu calço o 43!

– E eu o 44!

– Sim, mas o meu 43 é de biqueira larga. Depende muito das marcas onde se enfia o pé. Parece que alguns modelos são de anatomias diferentes.

Vamos tentar por isso contornar esse problema do desconhecimento tentando perceber um pouco o que se passa no seu interior, no seu âmago. Do balneário. As histórias, as conversas, a metrossexualidade na escolha das meias a condizer com o risco da camisola, os atacadores com risco ao lado, o calção azul debruado com 2 riscos brancos, as loções de banho, as «toalhinhas» dos saltos para a água, a comunidade de troca de champô, os motivos dos boxeurs, alguns tamanhos diferenciados… de ténis, as conotações rácicas, a mãe do árbrito, as pomadas e elixires, as lesões crónicas, as órgias…

Esperem… acho que não dá tempo para tanta coisa. Tanta informação e complexidade. Vamos só então desfazer um ou dois mitos urbanos, tais como o do pé de atleta e a luta de toalhas. 

Quanto ao pé de atleta, não consta que por exemplo Zidane ou Eusébio tenham tido pé de atleta. O pé de atleta não é uma doença, e muito menos venéria! Primeiro, é um fungo. E quem o tem, não consegue alucinar com ele, não o pode cortar laminado e fazer uma entrada, e acima de tudo, não adquire o dom de jogar futebol ao 1º toque, com um dominio de bola fenomenal. Do que se conclui, que não irá ser venerado por ter pé de atleta. Portanto, não fuja, não corra. Quanto mais correr, pior. Não se aproxime de antros com desportistas. Para fugir a esta maleita basta instalar-se no seu sofá a ver um filme.

Quanto às lutas de toalha e palmadinhas no rabo do companheiro isso são apenas boatos e não existem. Também vos digo, se existissem não seriam muito efeminadas. Enrolar uma toalha e dar carinhosamente noutro membro* SERIA algo muito másculo.

Muito másculo mesmo.

 

(n.d.b.  * aqui representando, elemento da mesma equipa)


Anónimo

Net, 02-10-2008

 

Exmo(s)/a(s) senhor(es)/a(s),

Sinto que cometi um erro!

Quando comecei a escrever e a divulgar o blog, com a minha razoável ignorância, pensei que esta era finalmente a minha hipótese de ganhar muito dinheiro e conhecer muitas mulheres. No primeiro dia até parecia que estava tudo a resultar. Ao ficar em casa a escrever um artigo, acabei por poupar 20 € do jantar, depois mais 10 € do bar e como o artigo até acabou por ficar grande, mais 20 € da discoteca e 150 € da acompanhante de luxo. Por isso no total: 20+10+20+150… qualquer coisa como bastante. Além do mais, durante o tempo que escrevia e pesquisava na internet sobre o tema em questão, lagostins de água doce, conheci inúmeras mulheres que se demonstravam muito solícitas em fazer amor comigo através da web cam (câmara em rede). Apenas não aceitei pois estava realmente empenhado em terminar o artigo e, pensei, que sendo este o primeiro dia a escrever num blog, esta meia dúzia de mulheres seria apenas uma amostra do que eu certamente iria ter no futuro. Este certamente acabou por não se demonstrar tão certo assim, como infelizmente agora o sei.

Sinto que cometi um erro!

Esta percepção do mundo começou a mudar quando após alguns dias, que se revelaram de grande militância para com este espaço, em que já havia um grande sururu em redor do blog e um grupo razoável de pessoas que sabiam da existência do mesmo. O que pareceu um bom augúrio revelou-se fatal. Quem lia, além de ficar informado sobre os lagostins de água doce, também tinha acesso aos meus planos maquiavélicos de aquecimento global e enriquecimento rápido à custa de terceiros. Primeiro, os conhecidos deixaram de me emprestar dinheiro, depois os amigos e no fim até os meus pais. Neste momento ainda estou á espera da decisão do banco, quanto à concessão do empréstimo a 70 anos para compra de casa.

Sinto que cometi um erro!

Quanto às mulheres? Bem, as mulheres viram a verdadeira pessoa que sou. Ou seja, um ser perfeito! Menos para elas. Viam nos meus artigos, a imagem de um homem extremamente inteligente mas com uma mente destorcida, retorcida, torcida e até enrolada, com pequenos apontamentos de parvoíce, muito pequenos mesmo.  Algo que não nego, mas tento disfarçar, e para bem da verdade, também não me viram em carne e osso. Senão poderiam comprovar que as minhas enumeras deformidades fisicas fazem esquecer sobremaneira os graves disturbios mentais.

Sinto que cometi um erro!

Outro dos problemas era com mulheres com que partilhava alguma intimidade. Este problema também se manifestava com alguns animais e pessoas do mesmo sexo, que, viam em mim, a pessoa-blogger, um autêntico Big Brother. Uma espécie de Teresa Guilherme. Os animais sofriam mais. Assim tudo o que diziam ou baliam, pensavam estar a ser gravado ou observado com atenção extra para mais tarde blogar(!?). Sentiam-se monitorizados a qualquer acção. Tinham medo de espirrar na minha presença. Já não coçavam as partes baixas, por muito que o trabalho os pressionasse para tal. Não se despiam à minha frente. Nem atrás. Nem ao lado. Nem por cima nem por baixo. Nem se depilavam ou tosqueavam!

Assim, resolvi retirar tais artigos tão polémicos sobre a minha natureza humana, inclusivé, a do lagostim de água doce e passar a assinar sob pseudónimo. Anónimo. A partir desse momento as pessoas voltaram a falar comigo e a socializar. Só não gostam é do Anónimo. Agora, que já não divulgo o «bicho» e até ao momento em que escrevo, felizmente continuam a exister transeuntes… que não me conhecem… que não sabem que estou a extrair todo o género de informação para escrever um artigo… eles andam por aí.

E eu por aqui. 

 

Sinceros cumprimentos,

Ass: Anónimo


Espírito para olímpicos

O que é o espírito olímpico?
E o verdadeiro espírito olímpico?

Acho que até é fácil de explicar. O espírito olímpico é aquele que até nós espectadores a milhares de quilómetros temos. Claro que é um “bicho” que está mais activo durante 3 semanas de 4 em 4 anos para nós (ponto de vista de um atleta olímpico ainda em esboço), mas que se manifesta durante todo o espaço de 4 anos da olimpíada. O espírito, é aquele pensamento de também querer ser um atleta e estar no estádio olímpico durante a abertura dos jogos. É ser atleta e querer estar na aldeia olímpica. É estar na aldeia olímpica e querer conhecer muitos atletas olímpicos de outros países, de outro sexo (ponto de vista de um atleta olímpico¹º sensivel e preocupado), de outras bebidas e festejar com eles. É estar no estádio olímpico mas preferir ficar na aldeia olímpica a cochilar um pouco. É não estar talhado para tanta competição. Afinal, estamos nos Jogos Olímpicos!

Então e o verdadeiro? O verdadeiro… o verdadeiro… bem, o que posso dizer eu sobre o verdadeiro? Não sei. Nunca o senti. Mas disseram-me que essa outra estirpe de espírito pode ter uma deficiência física, um mau penteado, um bico e uma capa catita. Porventura, poderá estar por alturas desta XIII Paraolimpíada, na China, entre a banca dos escorpiões fritos e das espetadas de larvas e escaravelhos. E em que pode consistir e ser semelhante ou diferente à sua congénere? Este verdadeiro espírito olímpico é aquele que não aparece só de 4 em 4 anos, nem só durante a carreira desportiva, mas sim em toda a vida do atleta, pelo qual quando chegam as olímpiadas, o indíviduo já se encontra preparado. Fisica e mentalmente. Aliás, parece que é mentalmente que este espírito mais se destaca, se não basta rever com atenção as nádegas da Naide! Por isso é com naturalidade que se formos ver aos dados estatísticos esta estirpe tende a ganhar mais medalhas. Mas como conseguem estes portadores do »verdadeiro« espírito ter melhores resultados quando parecem ter muito mais deficiencias? Para nós (ponto de vista de atleta sentado na cadeira e com a mão no rato electrónico), enquanto que os nossos outros olimpicos ficam de tal forma nervosos e ansiosos com a idéia de se superarem, ganharem medalhas e serem os primeiros que acabam invariavelmente por falhar. Estes, denominados paraolímpicos, entram nos Jogos “só” para terem pelo menos, uma participação idêntica  às provas do seu dia-a-dia. Entram com um espírito tão paraolímpico que pensam, «se calhar devia deixar aquele deficiente ganhar», e nessa tentativa de ficar em 2º lugar ou pior, às vezes, até acabam por ganhar. E dizem, «ahhhhhhhhhhhhhhh pahhh….. (estava quase)»!!!

E é claro que estas demontrações, só fazem o espírito olímpico aumentar. E ainda mais o paraolimpismo!

Mas meus amigos, se pensam que para ser um atleta olímpico têm que se esforçar muito, para ser atleta paraolímpico têm que se esforçar muito mais. Pois nem todas as pessoas têm nascimentos privilegiados com uma deficiência ou sortes da vida que os leva a serem incapacitados fisica ou mentalmente e desse modo aprimorarem os outros sentidos, membros ou aptidões. Por isso, para nós (ponto de vista de um atleta com todos os membros e desenvolvimento muscular mediano, sem algum tipo de deficiência física visível e  com deficiência cerebral quase nula tirando grande concentração de parvoíce), e se queremos ganhar mais medalhas ou ter participações mais meritórias resta-nos que nao sejamos tão “fraquinhos” mentalmente ou então que nos apareça uma deficiência… mas… borbulhas olímpicas²º não contam!


O Principezinho

“O livro O Principezinho fala de um menino que vivia num planeta: o Asteróide B612, e que caiu no planeta Terra …beca beca beca…  o Asteróide 325, em que só vivia um rei que não tinha ninguém para mandar fazer o que dizia …beca beca beca… o Asteróide 326, onde vivia um vaidoso que estava sozinho e não tinha quem lhe elogiasse …beca beca beca… o Asteróide 327, onde estava um bêbado …beca beca beca… o Asteróide 328, em que vivia um homem de negócios que só pensava em fazer contas …beca beca beca… o Asteróide 329, onde se encontrava um acendedor de candeeiro que “fazia” a noite e o dia …beca beca beca… o Asteróide 330, no qual vivia um geógrafo que sabia onde ficavam os mares, os rios, as cidades, entre outras coisas e que aconselhou o menino a visitar o planeta Terra  …beca beca beca… o menino foi parar ao deserto do Saara, onde o escritor desta história se encontrava perdido após se ter partido qualquer coisa no motor do seu avião.

 Eles conheceram-se quando o Principezinho se chegou ao pé dele e disse: «Por favor, desenha-me uma ovelha.» Para o escritor, o Principezinho foi o único a entender os seus dois desenhos feitos quando era criança: uma jibóia aberta e outra fechada, que todos teimavam em dizer ser um chapéu. Ele ficou maravilhado por o Principezinho adivinhar e assim, desenhou-lhe uma ovelha e a caixa para a ovelha. Depois, conversaram imenso.”

 Só para dizer que se trata de um livro cheio de mentiras e não é aconselhavel a habitantes de outros asteróides. Toda gente sabe que não existe vida noutros planetas, quanto mais asteróides. Toda gente sabe que nem asteróides devem ser, mas talvez plutoids, estações espaciais ou satélites desactivados. Toda gente sabe que um escritor não sabe desenhar. Toda gente sabe que uma cobra não consegue engolir um hipopótamo, quanto mais um elefante. Toda gente sabe que as cobras têm mais olhos que barriga.

E, por fim, toda gente sabe que mentir é feio!


12h07

Lançamento oficial do Blog:

126,13 mt

à chuva, em altitude (29-08-2008)

«New World Record»


Eles chegaram…

Eles chegaram…
Assim quase parece um filme de extra-terrestres, mas foi a chegada dos nosso atletas medalhados nos Jogos Olímpicos chineses. Chegaram ontem ao final da noite e tinham à sua espera uma enorme recepção de entusiastas… adeptos… do… medalhismo em Portugal. Presumo que muitos deles nem tenham visto as provas destes atletas (Nélson Évora e Vanessa Fernades) em directo, em diferido ou qualquer outra forma intermédia. Presumo que não sejam adeptos de Atletismo (o que é isso?). Presumo, não. Tenho quase a certeza… ou então não gritavam:

– E salta Évora e salta Évora!!

Isso teriam que ter gritado à Naide Gomes. Ela sim precisou desse incentivo e não o obteve. “E salta Naide e salta Naide antes da tábua branca!”. Deveriam ter dito, mas não disseram e ela não passou à final e não saltou na final e não fez um salto grande na final e por isso não ganhou uma medalha e não apareceu no aeroporto com uma medalha ao pescoço e não ouviu Hurras! e gritos de incentivo:

– E salta Naide e salta Naide! – esses sim, teriam sido apropriados.

Assim, só nos restou:

– E triplo salta e triplo salta!! Évora, allez allez (lê-se «alé», disseram-me).

E já agora, como diz o outro:FORÇA BANESSA!!!
 
 
  

 


O Messi, Às do humor

– Ai Jesus! – disseram.

– Não. É o Messias. Ele é o nosso salvador.

– Um nadador-salvador? Aqui na terra santa?

– Não, outra vez. Um Messias salvador. Ele tem o dom do humor.

– Só nos faltava mais um cómico. Nós precisamos é de médicas, enfermeiras, cozinheiras, professoras e um gajo que faça boa prestidigitação e alguns milagres. Ou de uma nadadora-salvadora!

Ao longe viam-se peregrinos seguir este jovem, pequeno de andar curto. As suas roupas ficavam caídas, parecendo grandes demais para o seu corpo. No entanto era o seu talento para a retórica que os unia, tal como abelhas em redor da sua rainha. Chegando ao planalto, toda gente se calou e esperou que as primeiras palavras. Ali estavam pessoas de todas as regiões, Babilónia, Mesopotânia… até da Turquia. Aliás, o jovem turco relembrou palavras de seu pai, que anos antes tinha visto outro jovem do mesmo aspecto franzino ter igual impacto… as suas palavras e até os seus truques com as mãos… tinham feito furor anos antes. Uma mistura de stand-up com um pouco de ilusionismo. Talvez este jovem tivesse a mesma capacidade. Ia falar.

– Bem, vou contar-vos uma história que começa mais ou menos assim…

O jovem turco estava extasiado. Todo o público estava maravilhado. Este tal de Messi, era um às do humor. Sabia mesmo como entreter uma audiência, por mais multi-facetada, multi-cultural, multi-geográfica, enfim, multi-multi. Mesmo contado algumas piadas antigas conseguia dar-lhe um toque muito seu e tinha juntado novos temas humoristicos que tinham levado a 2ª plateia à loucura. E parecia que não tinha terminado.

– E agora só para acabar, entra um cavalo e um rabino num bar…


Pequim ou… Beijing?!

Depois deste jogos olímpicos ando meio baralhado… como se chama efectivamente a segunda maior cidade da China? Pequim ou Beijing?

Não que os jogos em si me suscitem grande curiosidade. Quero apenas, da próxima vez que for a um restaurante chinês, pedir convictamente o número 239 – Pato à Pequim… ou será Pato à Beijing?

O mesmo se passa com a nossa medalhada Vanessa Fernandes. Sempre a conheci como Vanessa até que aparece agora o seu progenitor (o Sr. Venceslau Fernandes) a chamar-lhe Banessa. Hummm… que se lixe:

FORÇA BANESSA!!!!