Este blog contém pus!

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Se7e

Os originais:

Γαστριμαργία (gastrimargia) – Gula
Πορνεία (porneia) – Fornicatio
Φιλαργυρία (philargyria) – Avaritia
Λύπη (lype) – Tristitia
Ὁργῆ (orge) – Ira
Ἀκηδία (akedia) – Acedia
Κενοδοξία (kenodoxia) – Vanagloria
Ὺπερηφανία (hyperephania) – Superbia

(épicos latinos)

 

E por falar em pecados. Dante’s eram sete. Se7e!

Gula o Temperança
Avareza o Generosidade
Preguiça o Diligência
Luxúria o Castidade
Orgulho o Humildade
Inveja o Caridade
Ira o Mansidão

(riscar o que não interessa)

 

E ficam aqui mais 6 novos pecados… MORTAIS!!! muahahhaaaahhahhh!

 

Aborto
Pedofilia
Poluição ambiental
Desigualdade social
Manipulação genética
Tráfico e consumo de droga

…e já que estamos nisto, deixo aqui outro: Curiosidade

(não clicar)

Malditos foliões!

Malditos foliões!

Um pouco da vossa atenção por favor… Por favor!?

Para brincar no Carnaval estão cá todos, agora quando é para varrer os confettis, serpentinas, tampões, recibos verdes, bikinis e cinzas já têm que ir trabalhar!??

Pois! E é precisamente após esta época de reboliço, cor e mulheres desnudadas a temperaturas muito baixas que algumas até ficam com partes do corpo retesadas que quase pensamos que poderão ser estrábicas que estes problemas devem e têm que ser discutidos, e mais que tudo, resolvidos.

Porque é que no Carnaval usamos tantas cores e depois deixamos os recibos… verdes? Estamos à espera que amadureçam? Porque não dar outra cor aos recibos… verdes? É natural que depois já não seriam chamados de recibos verdes, mas sim de recibos-antigamente-chamados-de-recibos-verdes-mas-agora-da-cor-que-combina-com-a-camisa. Ou isso, ou recibo de pessoa que não tem direito ao 13º mês de salário. E subsequentes. E subsídios. E… Penso até que foi isso que sugeriu o Paulo! Sim, esse mesmo, o Paulo Portas!

Mas passar o Primeiro Ministro e ministros e deputados e secretários de Estado e secretárias e motoristas para recibos coloridos podia causar alguma confusão. Com tanta cor até ia parecer o Carnaval. Eu mesmo, pessoalmente, nunca percebi porque se ganha mais salários do que meses no ano mas isto está feito assim, o que é que querem!? Por mim seria, pão-pão, mês-mês. E não havia férias! Havia Carnaval, mas não havia férias!

Agora, e pondo de lado por momentos estas idéias utópicas e concentrando-nos nas opçãos reais para 2010-2011. Que cores devemos usar? Eu escolheria várias, para todos os dias poder fazer pandã! Mas vocês é que sabem.

  • Azul: harmonia, austeridade, monotonia, liberdade, saúde;
  • Branco: pureza, inocência, paz, rendição;
  • Castanho: seguro, calmo, rústico, estabilidade;
  • Cinzento: elegância, humildade, respeito, subtileza;
  • Laranja: energia, criatividade, equilíbrio, entusiasmo;
  • Magenta: luxúria, sensualidade, feminilidade, desejo;
  • Preto: formalidade, morte, mistério, azar;
  • Roxo: alegria, felicidade, idealismo, fraqueza, dinheiro;
  • Verde: natureza, fertilidade, juventude, ciúmes, ganância, esperança;
  • Vermelho: paixão, força, energia, amor, liderança, revolução;
  • Violeta: espiritualidade, criatividade, sabedoria

Olhem, que engraçado. Se calhar o recibo de pessoa que não tem direito ao 13º mês de salário é verde porque é a cor da esperança que a situação mude. Que engraçado. Parece o Carnaval. Engraçado e verde. E azul. E amarelo e vermelho. E cor de pêle… quando…

Ahh! E quanto aos foliões…

Benditos sejam!


COP15

Poderia ser o número de um dos elementos da equipa de râguebi da polícia judiciária, mas não. COP15  foi o nome cheio de estilo com que foi brindada a cimeira de Copenhaga. Aquela sobre os efeitos que os actos do Homem têm e terão nas alterações climáticas da Terra. E do ar. E da àgua. E da bola de futebol. Porque não é so o Beckham que consegue fazer grandes efeitos, o facto de a nova bola do Mundial não ter costuras vai retirar milhares de empregos a crianças da Índia e da China e essas fábricas vão deixar de poluir os rios com restos de cordel de ráfia e passarão apenas a despejar restos de cola e óleo de máquinas.

E agora que findou a cimeira, e tendo em consideração todas as decições radicais tomadas em Copenhaga decidi desde já formular as minhas intenções para 2010.

  • usar os boxers durante pelo menos 20 dias, claro que virando-os metodicamente pelo menos de 5 em 5 dias
  • não mandar os restos de comida para a ribeira; deixar ossos ao cão, espinhas ao gato e cascas de batata ao porco
  • não deixar pingas no tampo da sanita e levantar o mesmo após o uso
  • não largar gáses com tanta frequência devido aos seus efeitos na camada de ozono
  • não queimar fotos de ex-namoradas; cortar apenas as cabeças e colocar as fotos para reciclagem
  • reduzir ao mínimo o uso de papel-higiénico e o abate de árvores, se possível usar papel do jornal desportivo ou papel manteiga
  • tomar banho apenas uma vez por semana, duas em caso de casamento
  • não aquecer charutos com fósforos mas com tocha a gás
  • não usar desodorizante mesmo sendo roll-on, pois nunca se sabe se a bola não poderá rebolar até ao espaço
  • não lavar tantas vezes a roupa; arejá-la, mesmo que só tenha sido usada durante 4 dias consecutivos
  • cuspir e assoar para o chão ou se possível para um canteiro; o uso excessivo de lenços é evitável
  • o cabelo não necessita de lavagem, a gordura e a caspa protegem o couro cabeludo
  • deixar crescer as unhas, estas fazem parte de uma higiene diária cuidada
  • não cozinhar em demasia os alimentos; um pouco de sangue nunca fez mal a ninguém

 

 

Mas tal como em Copenhaga, estas directrizes são meramente indicativas e não vinculativas… logo, poderei mesmo não as seguir e continuar a só tomar banho uma vez por mês!


Inimputável, o palhaço

Sinto-me deslumbrante! Ou melhor, deslumbrado…

As sessões políticas que os nossos deputados eleitos promovem são cada vez mais empolgantes e dignificantes para a classe política. Ainda sou do tempo em que as discussões, políticas no caso, quer no hemiciclo, quer em comissões parlamentares eram algo de aborrecido e entediante. Não só as nossas pálpebras tinham a tendência a fechar, bem como a cara de alguns dos nossos deputados mostrava cansaço e um ligeiro sinal de soninho!

Paulo Duarte demitido do comando do Le Mans  >>>  ver mais

Felizmente, uma nova estirpe de deputados estão a despontar para o estrelato e começam também a dinamizar os restantes pares. Este ano estamos finalmente a assitir a política verdadeira! Já tinhamos assitido a deputados e ministros a brincarem aos filmes na assembleia, aliás, quem não terá ficada na memória com a interpretação gestual do filme “Touro Enraivecido”?

E agora, no findar do ano, altura em que já ia escrever ao Pai Natal a pedir mais um ano cheio de boa política, somos brindados com mais uma discussão de alto calibre presenteada por Maria José Nogueira Pinto. Sim! A mesma de outros êxitos, tais como “Eu sei que tu sabes que eu sei que tu…” lembrou-se agora de fazer um remake de um clássico: Palhaço!

 

 

Sem dúvida alguma, a política portuguesa, o parlamento português e os seus deputados estão finalmente a caminhar para um futuro animador e risonho.


Cheiro a cavalo

Ao ler este artigo está a doar 5 cent. a uma conta humanitária sediada na Suíça*.

 

Longe vão os tempos em que os odores emanados pelo corpo humanos eram vistos… perdão… cheirados de forma repugnante.

Se por vezes poderá estar dentro do limite do aceitável quando numa actividade física sem jockeys se sente um ligeiro aroma, uma fragância mundialmente reconhecida como o cheiro a cavalo, esse aroma propagado para o local de trabalho fica, como direi…(?) Bem, talvez até vocês o consigam definir, cheirar e repugnar melhor que eu pois ando um pouco constipado. Inverno e tal. Mas basicamente fica insuportável e se temos que o fazer entender a um colega para nosso bem, parece que é para nós que fica constrangedor. Então se for um colega do sexo masculino  poderemos até esperar um sorriso maroto, de algo parecido a uma vitória. Mas temos que o dizer. Coiso, desodorizante. Se faz favor.

Se for a UM colega do sexo feminino… Bem! Nem quero pensar nisso.

No entanto há notar que estes tipos de odores corporais (*aparte* odor corporal, onde já ouvi isto??) já foram aceites e úteis em sociedade, quer nos preliminares ao acto de acasalamento, quer na demarcação do território. É certo que alguns de nós ainda não eram nascidos quando tal aconteceu, mas isso não é razão para dizer que não aconteceu. Está nos livros! E se os leitores pensarem um pouco, de certeza que até se lembram do famoso, do infame, do ignóbil, do peidinho da avó.

Pois bem, e agora no que me faz parecer um regresso a esse passado e a um odor mui popularizado por vários artistas de nomeada, até de outras formas de arte, como gastronómica ou musical, os grandes criadores de perfume voltaram-se novamente para as essências corporais básicas. E quando eu digo básicas… BEM!

 

Ele há coisas que não saiem de moda! 

 

* Acontece muitas vezes quando se diz Suíça e Suécia muitas vezes seguidas e alternadamente se acaba por dizer Suícia. No entanto, isso é um erro e esse país não existe. A Suícia nada tem a ver com a Suécia e a Suécia nada tem a haver da Suíça, pois lá não se guarda dinheiro de contas humanitárias secretas e não se canta o tirolês.


face oculta

A Face Oculta

 

 

Se ao menos esta fosse a única face oculta… mas parece afinal que existem muitas mais por aí. Aliás, já se fala que no futuro serão mais as faces ocultas que aquelas visíveis, e assim sendo, talvez eu passe a usar burka só para ter estilo e andar na moda. 

Até lá, vou continuar a usar cuecas!

 


6a feira 13, pt. 3 (O treze)

13
 
 
n.d.b. inspirado em escritos aleatórios

Para a numerologia, a explicação para a ‘sorte’ é o facto de que o 13 somado, no caso 1 + 3, tem o resultado do número do ‘todo’. O 4 significa, para a numerologia, a junção dos quatro elementos, água, fogo, terra e ar.

Mas o 13 também tem o lado negativo e é considerado de má sorte. Na numerologia, o número 12 é considerado um número de coisas completas como 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou os 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular e incompleto.

A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerada um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13), temos o mais azarado dos dias.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o País e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Existem também duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crença de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio e os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos. 

Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos!

 

  

E fica desde já o aviso para quem é supersticioso que a próxima passagem de ano calha numa 6ª feira 13!

 

 

1 e 2 e 3 s 6 d 13

 


Semente de Sésamo

Para quem teve uma infância feliz!

Para quem não teve:

pequeno 

 

Grande 

 

O MAIOR! 

 

40 anos de sementes de sésamo. É aquilo que os gajos do baseball estão sempre a comer e a cuspir.

Fixe…

Fixe! Fixe! Fixe! Fixe! Fixe!


Previsões furadas

Ele há coisas que nos fazem pensar.

 

A fazer fé nas previsões o tempo pode mudar a qualquer altura.

in RTP

Ele estava-se a referir ao tempo metereológico.

Qualquer outra mudança de tempo. Aqui!


Combate político

Se existiu alguma diferença entre as eleições de hoje e as de há 15 dias, foi a de que mais que um combate de idéias, as eleições autárquicas demonstraram que se pode fazer política à séria! Durante a campanha já se viram uns empurrões, candidatos a abandonarem debates, uns insultos e até, gajos das obras a agarrarem apoiantes ligeiramente exaltados de um partido político.

Pena foi, que durante o dia de hoje houvessem pessoas já fora da campanha eleitoral a misturarem política com a vida real.

 

Por isso, espero sinceramente que os políticos no futuro se dediquem ao profissionalismo da luta política e que hajam combates entre os vários canditatos. Assim cada um poderá escolher o tipo de luta que prefere, se boxe, se full-contact ou mesmo vale-tudo. Também poderão fazer combates temáticos, onde, se discutirem a política de urbanização poderão lutar com tábuas com pregos, tubagens, vigas ou barrotes. Barrote! E cada um escolherá a sua arma de discussão política… Claro que se eu fosse debater sobre a burocracia enraizada iria escolher o agrafador porque assim podia disparar agrafes ao longe e vazar uma vista ao meu adversário.

Mas nem tudo pode ser maravilhoso, nem mesmo nos sonhos.

O senão que prevejo perante esta profissionalização será que mais cedo ou mais tarde os combates vão deixar de passar em canal aberto e em canais de utilidade pública e vão passar em sinal digital em formato paga-para-ver (ou pay-per-view)!

Mais custos para os contribuintes

 vs. 

Maior desinteresse perante o combate político


Amália Hoje

Faz hoje 10 anos que Amália Rodrigues morreu.

E hoje mesmo, desvendo um mito que anda a ecoar pelas ruas e bairros de Lisboa. O mito que Amália está viva. Amália is alive and kicking! Mas não. É tudo falso. A verdade é que ultimamente se tem ouvido muito que irá haver um concerto de Amália Hoje mas… quantos de vocês já viram algum?

Eu pelo menos nunca li notícia alguma a dizer que o concerto de Amália ontem tenha sido bom!

 

Isto até me faz lembrar uma história… que eu não vou contar mas que ocorreu após um minuto de silêncio em honra de Amália Rodrigues em pleno espaço público com cerca de 50 mil pessoas a baterem palmas. Ora isto já é no seu conteúdo um contra-senso, pois não existem minutos de palmas mas a pessoas resolvem fazê-los no espaço dos minutos de silêncio. E porquê? Porque são porcas? Não. Mas porque nesses minutos, o silêncio não se faz ouvir e vêem as palmas e tomam o seu lugar. Assim, deste modo, é natural que as pessoas que bateram palmas durante um minuto se sintam cansadas e depois apareça mesmo um pouquinho de silêncio. Não é um minuto, mas já é alguma coisa. Nestas alturas se alguém grita emocionado «Amália!» é óbvio que todas as pessoas que estão em silêncio oiçam. Tanto porque se cansaram de bater palmas como porque se calhar estão a fazer 3 minutos e 14 de silêncio. Cerca de pi minutos de silêncio. E a história começava mais ou menos ness momento. Mas não vou contar.

O último Tango…

 

Unesco: Tango elevado a Património da Humanidade

A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) incluiu o tango da Argentina e do Uruguai na Lista Representativa do Património Imaterial da Humanidade.

#4.  Só gostava de saber porquê tornar património da Humanidade uma bebida horrível que ao que parece até já foi banida em França? Aliás, penso que todos sabemos onde foi feito o último Tango*. E se a capital do trés chic recusa esta união complexa de sabores »»»»»»»»»»»»» vamos celebrar misturadas do 3º Mundo? Não compreendo. Não compreendo. Sinto-me até aborrecido com esta situação. Vou raspar os pulsos.

* “O último Tango de Paris” é o filme-metáfora para a expressão “Quem não tem cão caça com gato!” Sendo o gato uma barra de manteiga.

Peter Pan

talvez no meio do nada
o complexo Peter Pan
da Terra do Nunca 
mais é sábado.


Todo partido*

Ontem ouvi isto:

Ferreira Leite elogia exemplo da Madeira como:

bastião inamovível” e “bom governo PSD

Seria inaceitável não vir à Madeira que é um exemplo típico um bastião inamovível do PSD, que é um exemplo do bom governo do PSD, é o local do continente e das ilhas, de todo o Portugal, em que a política social-democrata tem mais efeitos visíveis no que é o êxito, o progresso o desenvolvimento e bem-estar das pessoas.
 

Minto. Foi anteontem. Ontem ouvi mais coisas.

 

Sei que pensavam que agora iria falar sobre a frase anterior e provavelmente ironizar sobre o facto de Manuela Ferreira Leite dar como exemplo de boa governatura de uma política social-democrata a dupla Alberto João e Madeira. Mas não o vou fazer. Penso que a frase é por si só embaraçosa, para ela, para os madeirenses e acima de tudo para todos os sociais-democratas, pelo que não me vou meter no assunto.

 

O verdadeiro 

O que me remete agora para o tema principal deste artigo. As próximas eleições e a minha intenção de formar um partido para ganhar as mesmas. O único contra será o facto de neste momento já não poder colocar o meu partido nos boletins de voto. Ou será que posso? Talvez eles digam que eu não posso porque têm medo que eu ganhe. No fundo sou uma cara nova, uma lufada de ar fresco… acho mesmo que tenho grandes hipóteses de ganhar. Aliás, sem querer comentar a frase de uma líder de um dos maiores partidos de Portugal, mas com políticos assim quem precisa de desinfectante para as mãos e atacadores para os sapatos? A única coisa que vos sobra será questionar a minha súbita vontade formar um partido. Mas isso é fácil, um bom líder tem de ouvir o povo e fazer o que quer. O que se passou foi que tinha esta vontade desde há muito tempo, para ser mais preciso, desde que começaram os debates entres líderes do Top-Five de partidos. Daí até ter coragem para avançar foram 2/3 dias e algumas vozes de incentivo. Até já tinha ouvido uns zuns-zuns, mas, entre correntes de ar, alucinações e mosquitos na altura não consegui perceber bem o que diziam… Até que, anteontem… minto. Ontem, ouvi algo me fez seguir determinado na minha caminhada política.

No lar da minha avó, uma amiga dela chamou-me para perto da sua cadeira de rodas, puxou-me para me segredar ao ouvido e disse:

– És um bom partido!

 

E também disse que comigo, era para vida. Morreu hoje, a pobrezinha.

 

* o título reporta-se tão somente à condição física e psicológica do autor e nada tem em comum com o substracto do artigo, a não ser que consideremos a alusão como uma tentativa de ganhar votos em todo o espectro eleitoral através de uma falsa apartidarização do autor