Este blog contém pus!

non-sense

6a feira 13, IV

A cesta da fruta. A sesta da fruta. A sexta da fruta. 

Dormir a sesta. Dormir a sexta. Dormir a cesta.

Na sexta, dia 13. Na sesta, dia 13. Na cesta, dia 13.

 
Este artigo não foi escrito tendo em conta o novo Acordo Ortográfico mas sublinhámos o que pensamos correcto.

 

Paz no Mundo. Pás no Mundo. Paj no Mundo

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Tridente dos mares

A4. Primeiro, não estava a perceber como e porquê o Governo português tinha gasto tanto dinheiro em pastilhas. Dinheiro não, milhões! Que é uma moeda que o cidadão comum normalmente não vê em circulação.

(A4, tiro no barco de 2 canos)

Depois, lá me fizeram um desenho:

Mas continuei sem perceber.

Ao que parece, quem o comprou também não percebeu porque o fez. E7

(E7, tiro no porta-aviões)

No entanto, devido a uma explicação posterior percebi que Portugal precisava mesmo de um submarino para o exercício da Guerra. E todos nós compreendemos que é um esforço que deve ser feito pois só com porta-aviões e barcos de 4 canos o nosso campo da batalha naval fica muito denso e facilmente abatem a nossa frota. Deste modo precisamos de um submarino, esguio e furtivo para poder ultrapassar uma barragem de torpedeiros.

Felizmente, quem teve esta idéia, também pensou que só com um submarino também não íamos a lado algum. Precisamos de mais. Por isso, se o Tridente não resultar, mandamos logo de seguida o Arpão. F6

 

A factura Com o Tridente e o seu irmão Arpão – que deverá chegar a Portugal entre o final deste ano e o início de 2011 – vem também uma factura de mais de mil milhões de euros, valor correspondente a cerca de 0,6% do produto interno bruto nacional. Projectado em 2004 pelo governo de coligação PSD/CDS como um investimento de 769 milhões de euros, a compra dos submarinos fica marcada por derrapagens financeiras.

in ionline 

(F6, água!)

Ao menos assim, se não acertarmos no inimigo podemos apanhar alguma baleia.

Ou um «sardinha!» »» »»»


Um ar que me deu

Uma dor repentina. Nem sei porque fui cravar os dentes no polegar.

Se tu és ar,
O ar te corto.
Ar da terra,
Ar do vento,
Ar do tempo,
Ar do sol,
Ar da lua,
Ar do mar.
E todo o mal enrodiado
Por Jesus Cristo
O venha tirar.
Ámen.
Em louvor do Santíssimo Sacramento,
Saia todo o mal para fora
E entre o Seu santo bem para dentro.
Ámen.

in Tradições e Superstições  

 

Há tantas e tantas coisas em que se pode pensar apenas com o simples intuito de fazer o trabalho passar mais depressa. Tais como: não pensar no trabalho. Outras vezes é bom pensar em outra coisa qualquer. Por vezes, podemos até inflingir dor em nós mesmo e assim não pensamos no trabalho que temos em mãos. Claro que este modo… pode ser… doloroso. Morder o polegar durante bastante tempo pode criar gangrena, levar à amputação ou chamar a atenção dos seus colegas de trabalho e do chefe. Se esta for a sua escolha mesmo assim, morda um pauzinho de gelado para abafar os gritos de dor. Acredite em mim, eu sei.

Há tantas e tantas coisas em que se pode pensar. No outro dia pensei em hortelã. E ontem pensei em cravar os dentes no polegar. E doeu… porque o fiz. E hoje? Hoje pensei em «AR». Sim, foi um «AR» que me deu. Pensei no «AR» que nos rodeia. Pensei no «AR» que respiramos. Pensei no teu «AR» de parvo. Pensei muito. E no entanto, entre tanto pensamento sobre «AR» acabei por chegar a uma dúvida. E nada pior num encadeamento de pensamentos que uma dúvida. As dúvidas travam o pensamento e em larga escala o progresso! Isto foi o que eu pensei e suponho que seja verdade. Por isso ajude-me a continuar o progresso:

 

Se existe ar comprimido…

Será que existe ar supositório?



Num parque de estacionamento…

At the Drive-In no Barreiro

Relationship of Command no Seixal

2000 em Almada

1 Arcarsenal 2:55 em Palmela
2 Pattern Against User 3:17
3 One Armed Scissor 4:19
4 Sleepwalk Capsules 3:27
5
Invalid Litter Dept. 6:05 em Setúbal
6 Mannequin Republic 3:02
7 Enfilade 5:01 na Costa de Caparica
8 Rolodex Proaganda 2:55
9 Quarantined 5:24 na Moita
10 Cosmonaut 3:23
11 Non-Zero Possibility 5:36 no Montijo


Escolhas

Um agora ex-membro do recém formado governo britânico resolveu nesta passada semana assumir uma escolha sua e retratar-se por tal. Basicamente, ele não sabia se havia de sair do armário ou roubar umas carteiras.

Confusos? Passo a tentar explicar: ele fez muito mais que uma simples escolha sexual. Decidiu tornar-se ladrão para encobrir literalmente a sua escolha, ou melhor, a sua orientação sexual. Homossexual.

Confusos? Também eu. Aliás, com tanta dúvida não sei se me hei-de tornar proxeneta ou continuar uma vaca malhada.

Confusos? Ler: Aqui!


Acessibilidades

Hoje tentei falar com o meu chefe. Ele não podia, estava ocupado.

Perguntei,  «Ocupado com o quê?». «Reunião», responderam-me. Hmmm. Decidi que o melhor seria fala com o chefe do meu chefe acerca do meu problema. «Qual problema?», perguntaram uns, «Qual dos problemas?», acirraram outros. «Cenas minhas». Tentei por telefone. «Ocupado», informou a secretária. Tentei pessoalmente e não estava. Tentei por e-mail e não obtive resposta. Decidi subir um degrau e ir falar ao chefe do chefe do meu chefe, por muito alheado que ele estivesse acerca do meu problema. «Ele não o pode receber». «Porquê?». «Não está cá hoje». Tentei saber quando voltaria. «Talvez amanhã». Subi então mais um degrau na piramide e tentei falar com o chefe do chefe do chefe do meu chefe. Segundo a lógica, ambos, o chefe do meu chefe e o chefe do chefe do meu chefe, bem como o senhor a quem eu me ia dirigir hoje à tarde acerca do meu problema são meus chefes. Os chefes aliás, são como os amigos. Os amigos dos meus amigos, são meus amigos também. Os chefes dos meus chefes, são meus chefes também. E como meus chefes, acho que eles têm o direito de saber o meu problema. Direito de saber e dever de o resolver. Então tentei. Porém, o chefe do chefe do chefe do meu chefe e meu chefe também, mostrou-se esquivo e furtivo. «Ele encontra-se ocupado, já falou com o seu chefe?». «Qual deles?» e «Sim, tentei!». Não disse nada. Decidi que talvez devesse ficar com o meu problema só para mim.

Hoje tentei falar com o meu chefe. Ele não podia, estava ocupado.

No entanto, penso que já posso ter resolvido o meu problema. Um dos… Caso uma pessoa não esteja (ou seja) acessível, pomos uma rampa para deficientes. Talvez assim não seja necessário subir tantos degraus!


Se7e

Os originais:

Γαστριμαργία (gastrimargia) – Gula
Πορνεία (porneia) – Fornicatio
Φιλαργυρία (philargyria) – Avaritia
Λύπη (lype) – Tristitia
Ὁργῆ (orge) – Ira
Ἀκηδία (akedia) – Acedia
Κενοδοξία (kenodoxia) – Vanagloria
Ὺπερηφανία (hyperephania) – Superbia

(épicos latinos)

 

E por falar em pecados. Dante’s eram sete. Se7e!

Gula o Temperança
Avareza o Generosidade
Preguiça o Diligência
Luxúria o Castidade
Orgulho o Humildade
Inveja o Caridade
Ira o Mansidão

(riscar o que não interessa)

 

E ficam aqui mais 6 novos pecados… MORTAIS!!! muahahhaaaahhahhh!

 

Aborto
Pedofilia
Poluição ambiental
Desigualdade social
Manipulação genética
Tráfico e consumo de droga

…e já que estamos nisto, deixo aqui outro: Curiosidade

(não clicar)

Borne Ultimatum

Borne 2B Wild


E ao 3º dia descansou!

Se o domingo fosse sábado, será que iriam haver dois sábados ou será que a semana seria composta por sábado, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e domingo? Será que as Bíblias iriam ter uma nova edição em que trocavam a página 12 com a 11? Ou será que o senhor não descansaria? Se domingo à noite fosse sábado e parecesse com 6ª à noite será que o dia seguinte iria parecer domingo mesmo sendo sábado? Será que se domingo fosse sábado o dia seguinte seria sempre sábado? Será que a semana se iniciaria com um sábado, acabaria com um sábado e no decorrer da mesma haveriam 5 sábados seguidos? Será que desse modo não haveria necessidade de haver semanas?

Não haveria necessidade de chamar os dias da semana por 1º sábado, 2º sábado, …, i, …, 9º sábado da semana. Se houvessem só sábados, também não haveria sentido em chamá-los de sábados. Não valia a pena dar-lhes nomes de dias de semana. Passavam só a ser dias do mês. 1º dia do mês, …, i, …, 28º dia do mês. Se o domingo fosse sábado, e assim só houvessem sábados mas que não eram chamados de sábados e eram uns quaisquer dias do mês haveriam pessoas que só trabalhariam aos dias pares, outras aos dias ímpares. E ímpares não no sentido de serem especiais, pois se dois em dois dias os dias fossem especiais seria muito cansativo e não se iria conseguir trabalhar aos dias pares. De certeza que haveria pessoas a trabalhar às dezenas e às dúzias. E às quinzenas. E talvez aos milhares.

(i=1, de 1 a alguns)

Se hoje e nos dias seguintes fossem só sábados, iriam parecer domingos pelo menos até à hora do almoço e sextas-feiras do jantar até à meia-noite. Entre o almoço e jantar iria parecem sábados à mesma. Estaria-se a vulgarizar os sábados e a imortalizar os domingos. Provavelmente as pessoas iriam ansiar viver um domingo. Eu, se soubesse que todos os dias eram sábados podia pensar que estava de férias. Mas, se estivesse de férias, qualquer que fosse o nome do dia seguinte, anterior e o de hoje estaria de férias na mesma. Mesmo que todos os dias se chamassem terça-feira. Por exemplo, o senhor podia descansar à terça-feira. Ou à sexta. No entanto se o senhor se chamasse Crusoe seria esquisito ele descansar à sexta. Mas podia dar férias ao Sexta-feira.

Talvez amanhã não seja nem uma segunda-feira, nem um domingo qualquer, nem um sábado. Talvez o dia de amanhã seja um dia de férias!

 


Cozinho para o Povo

 

Não me apetece fazer um bacalhau.

É natural que um cozinheiro fique farto de cozinhar sempre o mesmo.

Às terças há bacalhau cozido com grão.

Às quintas há cozido.

Mas eu só quero uma bifana e uma hamburguesa especial!

Isto é uma cozinha gourmet.

Não me apetece fazer um boi.

Mas boi até pode ser requintado.

E existem 1001 maneiras de fazer bacalhau.

Não faria mais sentido a expressão, não me apetece fazer bifanas?

Ou não me apetece fazer pescada cozida?

Não me apetece fazer canja.

Não me apetece fazer empadão.

Não me apetece fazer peva. Não me apetece fazer nenhum.

Por acaso nunca provei peva.

Acho que sabe a nicles. Nicles batatoides.

 


Fulano passa para Sicrano

Como sou um boneco, não me interesso muito por desporto. Aliás, o facto de ser 2D não me permite interagir com objectos esféricos ou prismas quadrangulares. Dito isto, sei que tais celebrações sociais fazem parte da vida real e em algum ponto me vou cruzar com elas.

«Fulano, 1 metro e 80, olhos azuis, solteiro, calça o 43.»

Por exemplo, estava eu a fazer um zapping com um span de 45 canais quando passei por um em que estava a dar um jogo de futebol. Por vezes reduzo o zapping a alguns temas e canais situados mais próximos e não a toda lista de canais. Sou assim, reducionista. Não fosse eu ter passado de 3D para 2D! E por momentos fiquei atento ao que se passava no ecrã da televisão e também ao som vindo das colunas da mesma:

«Fulano… Sicrano, faz 1-2 com Beltrano e endossa novamente a Fulano…»

E acontece que quando o jogador, Fulano, que estava a arrepiar caminho pela zona lateral do terreno com a bola bem controlada e onde poderia criar perigo, faz uma inflexão para o interior do terreno para uma área concomitante com outros colegas de equipa e também outros colegas, adversários no jogo, formando o chamado imbróglio, ao que o comentador interpreta e esclarece:

«Fulano não consegue dar profundidade à equipa!»

Pensei que os relatadores e comentadores desportivos em geral, e de futebol em particular fossem criaturas dotadas de uma intelegência superior* e de um raciocínio lógico evoluido* mas talvez esteja errado. Talvez seja por eu ser um boneco mas… não dar profundidade a uma equipa… não será algo de bom? Se ele não dá profundidade, pelo menos não a afunda! Ou não a enterra… Certo!?

* i.e. parecido à/ao meu