Este blog contém pus!

primeiro artigo

Desde muito pequena

Desde muito pequena, que enquanto viajava com os meus pais de carro, a minha mãe dizia-me:

– Vai olhando sempre para as placas para saberes onde estás, se um dia te perderes já podes dizer à polícia onde estás…

Ora, isto dá muito que pensar, das duas uma, e a pior de todas elas, os meus pais ainda lhes passou pela cabeça um dia abandonarem-me numa estrada qualquer…

A outra hipótese, era para que eu aprendesse a identificar sinais de trânsito, e aprender a ler… Realmente sentido de orientação é coisa que nunca me faltou, como devem calcular, decorava todos os caminhos, só faltava deixar umas migalhas de pão, como aquela história infantil Hansel & Gretel… Agora que estou a pensar nisso, percebo que afinal esta história da minha mãe afectou-me mais do que pensava, eu tinha mesmo medo de ser abandonada… Estranho… Mas enfim, todo o meu percurso de desenvolvimento foi o dito normal, pelos vistos tão normal que não me chegaram a abandonar, e apesar do tal sentido de orientação, nunca tive muito instinto e perspicácia para a condução e tudo o que está inerente a ela…

Para tirar a carta de condução foi um castigo, já me imaginava a ir contra os carros, a ficar «empanada» (termo muito utilizado pelo meu pai, que gosto particularmente) no meio do trânsito infernal, não tinha mesmo curiosidade…

O dia que tanto adiei na minha vida chegou e lá fui eu tirar a carta de condução, foi um martírio, eu achava tudo horrível, o sítio, o código, conduzir… O código lá foi, a condução, as aulas, não consigo explicar, o pânico que eu causava aos outros e a mim, o instrutor teve dias em que se segurava à porta do carro… E a muito custo lá me fui habituando a todas essas coisas novas, e consegui, com uma falha ou outra, mas consegui fazer tudo sem nenhum disparate grande…

A minha vida na condução iniciou e todas aquelas indicações que a minha mãe foi dizendo, o instrutor e todos que me rodeavam começava a fazer algum sentido… Mas que fique já aqui a indicação: a tal perspicácia e instinto, continua na mesma…

rotunda mágica !

 

Bem dita seja a verdade, que o que eu mais gosto na condução são as rotundas, ADORO rotundas, a história de que quem está dentro da rotunda tem sempre prioridade, dá um certo poder à minha aselhice, entrar na rotunda e saber que ali ninguém me pode fazer mal e se fizer eu tenho razão, sabe muito bem…

Eu gosto de rotundas e depois há aquele pessoal que diz: Ah, eu adoro conduzir, dá-me uma liberdade, permite-me reflectir, descansar e apreciar o que me rodeia… EU? Vou é em pânico, a olhar à volta para não bater em ninguém… Pensar? Só se for em qual a melhor estratégia para que ninguém note que eu estou na estrada e onde vou estacionar de uma forma fácil e tranquila… Nisso é que eu vou a pensar e nas viagens longas, quando vou na auto-estrada (não, não sou eu que vou a conduzir, por isso dá-me tempo para pensar em disparates), continuo com o mesmo hábito de ir a observar os sinais que surgem e são os de perigo que me suscitam mais dúvidas, nomeadamente o de perigo de animais selvagens, aquele que tem uma gazela a saltar… E aí eu ponho-me a pensar na relevância deste sinal…

– Os animais vão aparecer naquele exacto momento?

– São só gazelas? Ou podem surgir por exemplo vacas, cavalos…?

– E depois não aparece a dizer que eles vão deixar de aparecer, dura quanto tempo?

– Temos que continuar toda a viagem com medo que eles apareçam?


Qual?

Boas!

Fiquei pasmado hoje de manhã, não exactamente logo quando acordei e me deparei com uma das mais grandiosas obras de arte do século XIV, a Torre “Inclinada” de Pisa, mas sim um pouco mais tarde quando no café do Mestre Antunes ouvi uma conversa entre dois rapazes com um look “Hip-Hop Gangsteriano”.

“Ela virou-se para mim e disse que eu tinha era falta de sexo. E eu fiquei naquela.” – disse um dos rapazes do alto da sua imensa sabedoria.

Tornei-me ainda mais parvo! A primeira parte já é estranha o suficiente. Como é possível o rapaz não ter sexo? Ou é masculino ou é feminino ou tem um cão como companheiro inseparável. Mas o que me fez mesmo muita confusão foi: “fiquei naquela”. Mas naquela…qual? NAQUELA velhota que estava a passar naquele momento? NAQUELA chávena conspurcada com baton? NAQUELA(s) casa(s) onde a luxúria, a ganância e os constantes sermões, onde a letra S é predominante, são as principais linhas orientadoras de um possível futuro para criancinhas “puras” e “inocentes”, cujo único objectivo dentro dessa(s) casa(s) ,vulgo igrejas, é candidatarem-se ao grandioso prémio “A Chupeta de Ouro”?

Não consigo perceber, mas até acho que uma expressão cheia de significado como esta, apesar de eu não a entender, dá imenso jeito para a vida quotidiana e alegre de todos nós.

Imaginem que perguntam a um segurança de um centro comercial, onde fica um wc, ele pode responder: “Eu fiquei naquela”

Ou então que estão num cemitério e perguntam a um funcionário onde fica a campa número 1273 , ao qual ele responde: “Eu fiquei naquela”

Ou ainda melhor, chegam a casa às 3 da manhã e a vossa mulher furiosa pergunta-vos: “Onde estiveste e com quem?” ao que voces respondem “Estive em casa da tua mãe e estivemo-nos a comer, e tu onde estiveste?” ao que ela responde “Eu estive naquela.”

Sem dúvida uma expressão que exprime e enaltece tudo o que há de mais belo e selvagem dentro de nós.

Beijos e fiquem naquela.


Pequim ou… Beijing?!

Depois deste jogos olímpicos ando meio baralhado… como se chama efectivamente a segunda maior cidade da China? Pequim ou Beijing?

Não que os jogos em si me suscitem grande curiosidade. Quero apenas, da próxima vez que for a um restaurante chinês, pedir convictamente o número 239 – Pato à Pequim… ou será Pato à Beijing?

O mesmo se passa com a nossa medalhada Vanessa Fernandes. Sempre a conheci como Vanessa até que aparece agora o seu progenitor (o Sr. Venceslau Fernandes) a chamar-lhe Banessa. Hummm… que se lixe:

FORÇA BANESSA!!!!


o meu primeiro artigo (post)

o primeiro artigo não tem de ser o mais importante

o primeiro artigo não tem de ser o maior

o primeiro artigo não tem de ter graça

o primeiro artigo não tem de ser inteligente

o primeiro artigo não tem de ser bem escrito

 

o primeiro artigo é feio

estou farto do primeiro artigo