Este blog contém pus!

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Tráfico de orgãos

Venho escrever sobre algo que não se tem falado ultimamente. Talvez por já não estar na moda ou, mais provavelmente, por maiores interesses financeiros colocarem um entrave à sua exposição mediática. É crível que o tráfico de orgãos movimente milhões de euros em todo mundo. Ou seja, quando o assunto é dinheiro percebe-se facilmente o que leva ao silenciamento deste problema mundial. E quiçá, do Pato à Pequim.

Quem nunca acordou sem se lembrar do que lhe tinha acontecido na noite anterior e com uma ligeira sensação que lhe faltava o fígado? Quem nunca ponderou sobre o facto de haver sempre moelas e pipis numa tasca perto de nós? Quem não se questiona sobre o que isto terá a ver com o tráfico de orgãos?

Eu acordo. Eu pondero. Eu questiono.

Existe até uma história, que creio ser verdadeira, em relação ao tráfico de orgãos vindos de África e Ásia e à sua entrada na União Europeia através da sua porta de acesso, Portugal. Francisco Moita Flores, na altura ainda inspector da polícia judiciária e não escritor de novelas, conseguiu interceptar um contentor repleto de orgãos para o mercado negro. Diz-se que o ex-inspector ficou horrorisado quando na alfândega abriu um dos contentores vindos de África num navio com bandeira das ilhas Seychelles e apenas terá dito:

Epah!! Aqui há Casio!
 Eu, pessoalmente, continuo a preferir o Hammond!

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Vamos ao circo!

Queria ir para o circo quando era pequeno. Não para ver espectáculos mas sim para ter o meu espectáculo… o meu espaço no circo. Não ter aulas, enjaular animais selvagens e fazer cócó nos atrelados.

Pensei em ser qualquer coisa e tudo ao mesmo tempo. Pensei em ser desde trapezista, a domador de leões ou até engole espadas só para poder entrar no maravilhoso mundo circense. O meu irmão até me sugeriu ser uma amazona e domar cavalos, o meu tio preferia que eu fosse mestre de cerimónias e o meu pai, vendedor de bilhetes. Contudo, foi quando já treinava malabarismos com serras eléctricas que um espírito santo de orelha me segredou um conselho…

Felizmente, dou graças a ele ainda ter os dois bracinhos e a ponta do nariz, mas o sonho do circo ficou desfeito. Andei de rastos uns tempos, mesmo fora das idas a Fátima mas depois voltei a andar erecto. Ultimamente, uma chama reacendeu-se e no meu trabalho até já me têm aconselhado em ser palhaço… mas, no entanto, sei que nunca irei enveredar pelo caminho do circo porque houve um conselho que ficou marcado em mim para sempre e que me fez mudar de rumo e seguir contabilidade. Foi minha mãe que mo deu e foi mais ao menos assim:

– Cuidado com as companhias!

 

– Cuidado com as companhias!

 

Por isso, ChapitôVictor Hugo ou Cirque du Soleil… nem vê-los!!!



Jet Lag ou os benefícios da Terra plana

* Artigo previamente gravado. Com som original.

Porque somos redondos? Não venham com assumpção que as dietas resolvem tudo, porque não resolvem. A Terra é actualmente é redonda e acarreta com ela uma série de problemas.

Temos as estações do ano, a constante mudança diária dia-noite, noite-dia, e novamente para o dia, e para a noite. Diferenças horárias entre países. Uma sensação de rodopio e tontura. Jet lag. Atenção. Não confundir com jet set. Apesar deste ser um flagelo ainda maior que afecta as nossas sociedades hoje em dia, contudo não é um problema causado pela Terra ser redonda. Pode no entanto, ser um dos primeiros beneficios que aponto se a Terra fosse plana, é que ficaria muito mais facil empurrarmos elementos do jet set pela borda fora para o espaço sideral. 

porquê? Porque é que a Terra não é plana? Na prática todos éramos iluminados pela mesma intensidade e luminosidade solar. Tal como na Idade Média. Não havia cá fusos horários. Podíamos ir ás compras a Elvas sem ter que mudar o relógio para a hora espanhola. Podíamos viajar para todo lado sem ter que ficar acordado 40 horas na ida e dormir 16 horas na vinda. Todo o dia cheio de sol ajudava-nos a poupar energia e dinheiro, o que para a crise actual seria fenomenal. E podia-se mais facilmente empurrar elementos do jet set pela borda fora para o espaço sideral.

E quem gostasse muito da noite? Quem preferisse a noite ia viver para o outro lado da Terra. Assim até se distinguiam melhor quem eram as criaturas da noite. Esses bandidos e vampiras lésbicas. Esses seres nocturnos. Seres malignos e mauzões que provocam calafrios nos nossos corações e medo nas nossas mentes.

Quer dizer. Não metem medo a ninguém. Se metessem, conseguíamos estacionar o carro num bairro perto de nós sem termos que recorrer a um parque pago. Enfim.

– Vou sair.
– Vais sair? Não vás para o lado negro!? Pois não?
– Por acaso estava a pensar dar lá um… salto.
– Olha que tem lá bandidos… criminosos… o Darth Vader…
(thhh) Não tem nada. Isso é um mito urbano.

Bem.

E que tal deixar por ora tudo como está e deixar a minha idéia na gaveta? Afinal já não vou sair. Vou-me enfiar na caminha. Vou acender a luz de presença. Não é que tenha medo do escuro mas…..

Trademark,

Jet lag…

Go!