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Combate político

Se existiu alguma diferença entre as eleições de hoje e as de há 15 dias, foi a de que mais que um combate de idéias, as eleições autárquicas demonstraram que se pode fazer política à séria! Durante a campanha já se viram uns empurrões, candidatos a abandonarem debates, uns insultos e até, gajos das obras a agarrarem apoiantes ligeiramente exaltados de um partido político.

Pena foi, que durante o dia de hoje houvessem pessoas já fora da campanha eleitoral a misturarem política com a vida real.

 

Por isso, espero sinceramente que os políticos no futuro se dediquem ao profissionalismo da luta política e que hajam combates entre os vários canditatos. Assim cada um poderá escolher o tipo de luta que prefere, se boxe, se full-contact ou mesmo vale-tudo. Também poderão fazer combates temáticos, onde, se discutirem a política de urbanização poderão lutar com tábuas com pregos, tubagens, vigas ou barrotes. Barrote! E cada um escolherá a sua arma de discussão política… Claro que se eu fosse debater sobre a burocracia enraizada iria escolher o agrafador porque assim podia disparar agrafes ao longe e vazar uma vista ao meu adversário.

Mas nem tudo pode ser maravilhoso, nem mesmo nos sonhos.

O senão que prevejo perante esta profissionalização será que mais cedo ou mais tarde os combates vão deixar de passar em canal aberto e em canais de utilidade pública e vão passar em sinal digital em formato paga-para-ver (ou pay-per-view)!

Mais custos para os contribuintes

 vs. 

Maior desinteresse perante o combate político

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Dia de reflexão

Primeiro, um alerta sério para os jovens votantes do dia de amanhã. Apesar de hoje ser o dia de reflexão, por favor não se coloquem à janela á espera que os raios ultra-violeta façam ricochete.

 

Ai os jovens de hoje em dia.

Pode-se ouvir por diversas vezes os cidadãos seniores a murmurar em jeito de crítica. Talvez como que a culpar pela situação actual do país… acho eu.

Ai os jovens de hoje em dia, sempre à janela ainda apanham câncaro.

A verdade é que ontem estive a pensar. Sei que foi um dia antes da data prevista, mas foi uma espécie de dia de reflexão do dia de reflexão. Mas não tenham medo, não vou estar por aí a pensar todos os dias. Isto não é viciante… acho eu.

Começando. Estive a pensar que quem for votar agora pela primeira vez terá cerca de 20 anos, mais 2 anos, menos 2 anos. Isto, exceptuando se for ucraniano e aí pode ter a idade de um professor ou médico que trabalha nas obras ou se for de origem africana e aí a idade já depende da qualidade da catana e de quando foram registados. Atenção que, esta piada de índole racista não faz parte de nenhum programa de algum partido político… acho eu.

Cronologicamente falando, os jovens de hoje em dia terão nascido fruto dos últimos (primeiros) 35 anos de democracia e liberdade. Há quem diga mesmo que esses jovens terão nascido porque os seus pais fizeram o amor mas eu não acredito muito nessa versão e prefiro a minha versão romântica.

Continuando, se os pais dos jovens de hoje em dia viveram a sua vida adulta a poder votar e escolher livremente o futuro do nosso país devem-nos aos seus avós que fizeram o 25 de Abril. Bem, o 25 de Abril já existia, eles apenas resolveram fazer uma revolução e criar um feriado nesse dia. Há quem dia até, que esse feriado apenas foi criado para que os seus filhos pudessem votar em consciência mas… eu não acredito muito nisso. Se eles soubessem o que a consciência dos seus filhos andou a lixar nos últimos 30 anos de escolha livre acho que teriam preferido passar o voto logo os seus netos, os jovens de hoje em dia e deixavam os filhos escolherem mais tarde quando fossem conscientes… acho eu.

Concluindo, jovens de hoje em dia, tenham cuidado com os raios UV, dêem uma boa deliberada e amanhã votem com muita consciência.


Todo partido*

Ontem ouvi isto:

Ferreira Leite elogia exemplo da Madeira como:

bastião inamovível” e “bom governo PSD

Seria inaceitável não vir à Madeira que é um exemplo típico um bastião inamovível do PSD, que é um exemplo do bom governo do PSD, é o local do continente e das ilhas, de todo o Portugal, em que a política social-democrata tem mais efeitos visíveis no que é o êxito, o progresso o desenvolvimento e bem-estar das pessoas.
 

Minto. Foi anteontem. Ontem ouvi mais coisas.

 

Sei que pensavam que agora iria falar sobre a frase anterior e provavelmente ironizar sobre o facto de Manuela Ferreira Leite dar como exemplo de boa governatura de uma política social-democrata a dupla Alberto João e Madeira. Mas não o vou fazer. Penso que a frase é por si só embaraçosa, para ela, para os madeirenses e acima de tudo para todos os sociais-democratas, pelo que não me vou meter no assunto.

 

O verdadeiro 

O que me remete agora para o tema principal deste artigo. As próximas eleições e a minha intenção de formar um partido para ganhar as mesmas. O único contra será o facto de neste momento já não poder colocar o meu partido nos boletins de voto. Ou será que posso? Talvez eles digam que eu não posso porque têm medo que eu ganhe. No fundo sou uma cara nova, uma lufada de ar fresco… acho mesmo que tenho grandes hipóteses de ganhar. Aliás, sem querer comentar a frase de uma líder de um dos maiores partidos de Portugal, mas com políticos assim quem precisa de desinfectante para as mãos e atacadores para os sapatos? A única coisa que vos sobra será questionar a minha súbita vontade formar um partido. Mas isso é fácil, um bom líder tem de ouvir o povo e fazer o que quer. O que se passou foi que tinha esta vontade desde há muito tempo, para ser mais preciso, desde que começaram os debates entres líderes do Top-Five de partidos. Daí até ter coragem para avançar foram 2/3 dias e algumas vozes de incentivo. Até já tinha ouvido uns zuns-zuns, mas, entre correntes de ar, alucinações e mosquitos na altura não consegui perceber bem o que diziam… Até que, anteontem… minto. Ontem, ouvi algo me fez seguir determinado na minha caminhada política.

No lar da minha avó, uma amiga dela chamou-me para perto da sua cadeira de rodas, puxou-me para me segredar ao ouvido e disse:

– És um bom partido!

 

E também disse que comigo, era para vida. Morreu hoje, a pobrezinha.

 

* o título reporta-se tão somente à condição física e psicológica do autor e nada tem em comum com o substracto do artigo, a não ser que consideremos a alusão como uma tentativa de ganhar votos em todo o espectro eleitoral através de uma falsa apartidarização do autor

Rapidinha VI – Moniz

Podiamos falar do Martim Moniz ou do Moniz Pereira. Mas como tem que ser rápido, vou só escrever e vocês depois lêem.

Se eu fosse um dos muitos milhões de benfiquistas que existem no planeta, faria de tudo para ter o director-geral da TVI, José Eduardo Moniz na presidência do Benfica.

A explicação? É fácil.

A TVI marca golos? A TVI faz fintas? A TVI anda enrolada com a Paris Hilton?

A resposta a estas perguntas é não.

Então só podemos louvar o seu director-geral quando este consegue que a PT (Portugal Telecom) esteja interessada* em comprar 30% da TVI por 150 milhões de euros. O que daria cerca de 500 milhões pela totalidade do passe de uma estação que tem nas novelas o seu forte e como ícones, Manuel Luís Goucha e Júlia Pinheiro.

Muito mais do que os 94 milhões de euritos pelo Ronaldo!


Previsão furada

Tal como tinha previsto anteriormente, a vitória das presidenciais americanas ia sorrir a McCain. Ia, mas não sorriu, o que o deixou a ele e a mim bastante espantados. Talvez um pouco mais a ele.

Como explicar esta imensa surpresa? Não sei bem. É um facto contudo, que os eleitores americanos são bantante voláteis e além de libertarem grandes massas de energia também mudam rapidamente de opinião. E foi precisamente isto que se passou. Aliás, vou contar como tudo se passou:

«Eles eram 3! O mais audaz pegou na espada e ZÁSSSSSS!!!»

Horas antes do fecho das urnas, McCain foi infeliz e acusando uma antiga alergia a eleições, espirrou! … e uma franja do seu eleitorado passou para Obama.

O resultado é o que vocês conhecem!

«Pensas que o matou? Não matou!»
«Eu vou contar como tudo se passou:»

«Eles eram 3! O mais audaz…»


McCain vs. Obama

John McCain VS. Barack Obama

REPORTAGEM mui EXTENSA

parte 2 – parte 3 – parte 4 – parte 5

Já sei quem vai ganhar as eleições dos E.U.A!

Mas antes disso, quero apenas escrever beterraba.

Pode até parecer fácil indicar desde já um nome para futuro presidente do planeta Terra, mas eu prefiro não entrar em histerias e fazê-lo de forma imponderada. Prefiro não seguir estatísticas compradas por um, ou por outro candidato e sim, por factos sociais e culturais que regem a nossa sociedade! Quer dizer, a sociedade deles. Mas que também é a nossa. Não necessariamente igual mas inter-conectada. E cada vez mais parecida. Não igual. Mas semelhante. Ou pelo menos parecida. Mas não é a nossa.

E por falar em estatísticas!

Se por um lado o senhor Barack Obama até parece estar à frente nas sondagens.. elas esquecem um ponto muito importante. O americano médio (average american) não liga à política externa, interna, económica, linfática, social, agrícola… enfim, política em geral. Mas no entanto sabem que não gostam de terroristas. Dito isto, é muito provável que muitos deles só verem a cara dos candidatos quando chegarem a 3 metros da mesa de voto … ou mesmo só no boletim de voto.

«Mas este gajo é afro-americano!!!?!!!!!! E deixaram-no ser candidato? E ninguém lhe deu um tiro? E ninguém avisa? E… Olha, este esteve na guerra. E tem uma mulher para vice-presidente!»

É de notar ainda, que é muito pouco provável que a inteligência do americano médio (average american) tenha aumentando significativamente. Aliás, fiquemos somente pelo aumentado. A juntar a isto uma percentagem de cerca de 45% de abstenção. Ou será 55% de afluência às urnas? Bem, tanto faz. Alguns, sentados no seu sofá reclinável a ver filmes de um qualquer canal de cabo pago (pay-per-view), provavelmente nem se vão aperceber que existem eleições.

«Tenho a sensação de que me estou a esquecer de alguma coisa…. hmmm… já comprei o café, o leite, os refrigerantes…
                                …
                                              … JÁ  SEI !!    Os cereais!»

Qualquer semelhança entre este tipo de eleitores e os eleitores portugueses é pura realidade.

Acontece também que dos cerca de 300 milhões de americanos apenas 136 milhões são eleitores. Ou seja 45%. Não querendo parecer muito complicado, se da população total apenas 45% são recenseados e se cerca de 55% desses for votar, o que temos nesta próxima 3ª feira, 4 de Novembro, não é uma votação mas sim uma estatística. Quantos americanos médios (average americans) irão votar? Quem irá ganhar essa estatística?

«É verdade, hoje é dia de eleições. 3ª feira, dia de trabalho, dia de eleições. Não sei se me apetece ser despedido e ir votar ou ir tomar café com os meus colegas e ver as estatísticas mais tarde. Vou tomar café! Bem sabia que devia ter ido votar antecipadamente no dia de folga!»

Já sei quem vai ganhar as eleições dos E.U.A!

Quem vais ganhar as eleições presidenciais nos Estados Unidos da América do norte é quem tiver mais votos!

Eu sei, sou um brincalhão, isso seria quase impossivel. Bem, ou vai ganhar o John McCain ou quem gastar mais dinheiro no ultimo anúncio televisivo ou quem melhor conseguir denegrir a imagem do outro candidato nas ultimas horas antes da votação! Informações obtidas junto de ambos os candidatos indicam mesmo, que enviaram um ao outro cheques-oferta para uma visita ao solário com data limite até 3 de Novembro.

«JÁ ME LEMBREI! As eleições! Mas… depois tenho de fazer um desvio a caminho do supermercado e não me dá jeito nenhum. Acho que vou deixar para daqui a 4 anos a minha participação cívica.» 


Um resumo

Tendo em vista as eleições que se avizinham para o país do outro lado do Atlântico, aqui fica um resumo das ultimas eleições presidenciais americanas.

 O boletim de voto “acordeão”

O boletim de voto “chocolate Regina”

«Páginas Amarelas» americanas

Propaganda televisiva

(n.d.b. Esta crença que os Estados Unidos da América se encontram do outro lado do Atlântico, não se encontra totalmente provada. Penso que ainda ninguém se lançou por cima das ondas da Costa de Caparica conseguindo nadar até Nova Iorque. Acho que o máximo atingido até agora foi de um jovem de 27 anos que conseguiu nadar 213 metros mas acabou por falecer vítima de afogamento derivado de anterior paralisia no membro posterior esquerdo. Ao que parece não terá conseguido ver os E.U.A., pois questionado pelos amigos se já tinha avistado Nova Iorque, ele gritava «Só Corro». E todos sabemos que a cidade de Corro fica na Espanha. Também não me perguntem como ele a conseguiu ver por cima da Serra da Estrela mas, a minha suposição é que tenha sido uma visão que se lhe assomou mesmo antes de morrer. Ou isso, ou estava a mentir. Mas também não vou denegrir a imagem do jovem, agora que ele se encontra morto.)