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Primeiras

Durante esta semana ocorreu o primeiro casamento homossexual em Portugal. E mais uma vez, como tem vindo a ser habitual actualmente, as mulheres ganharam aos homens… Claro que a concorrência de inúmeros casais de dois machos da espécie humana não era muito forte, mas a verdade é que as mulheres são muito mais eficientes que os homens. Provavelmente, já tinham toda a papelada tratada, organizaram logo a boda, contrataram o fotógrafo e a banda, enviaram os convites com antecedência, etc. Enquanto que o casais gays masculinos que também estavam na fila para se casar simplesmente devem ter pensado:

– Não te preocupes com os preparativos querido, se engravidares, depois casamos!

Esta vitória para as mulheres, lésbicas ou não, pode ainda abrir a porta para outra conquista no feminino. Teresa e Helena podem juntar ao título de 1º casamento homossexual outra vitória: Podem tornar-se o primeiro casal gay a divorciar-se. Sabendo o quão quezilentas são as mulheres entre si, este cenário não me admira e começo a pensar que está muito para breve. Por isso, acho que se os homens também querem ter uma oportunidade de ficar famosos deviam começar a casar-se pois é natural que demorem mais algum tempo a chatear-se e a querer o divórcio! O ideal mesmo, seria juntarem 2 homens com gostos diferentes para acelarar o processo de anulação do casamento. Por exemplo:

  • Um homem do Benfica com outro do Sporting
  • Um homem que oiça de música rock com outro que oiça música clássica
  • Um homem que goste de pipis com outro que goste de beterraba
  • Um homem do Partido Popular com outro do Bloco de Esquerda

 

O fantástico mesmo seria unir em matrimónio um homem homossexual e outro heterossexual! Vitória para os homens.

Fêmeas 1 – Machos 1


Danças de salão, o Swing

n.d.b.
Para quem não consegue ler mais de duas linhas,
 passe por cima das piadas e veja só os vídeos.
  

Então há uns tempos tive uma idéia. Decidi ser gay.

E fui. Fui ter com os meus pais e disse-lhes que a partir daquele momento era gay. Os olhos deles entumeceram de alegria pois disseram que o sonho deles era ter um filho gay. Ao que eu retorqui, que só depois da minha idéia é que tive o chamamento para gay. Mas que na mesma  ficava contente por eles estarem contentes e que eles me podiam ter dito antes o que esperavam de mim.

Apenas disseram que não me queriam pressionar e que acharam por bem a vida seguir o rumo natural dos acontecimentos. Se fosse para toda vida heterossexual eles também iriam ter muito orgulho de mim.

Decidi ser gay. Ainda não pensei no casamento. Apenas pensei num bom swing.

Isto porque houve um amigo meu o que me explicou o que era o swing. E tentando não usar estrangeirismos, ele disse-me que uma boa abanadela era uma troca de parceiros entre casais. Ora, dito isto comecei logo a magicar, ou não fosse estar de olho na minha vizinha quarentona, casada e mãe de filhos ia já para algumas semanas.

Como não ia trocar a minha namorada com ninguém, fui buscar ao armário a minha melhor indumentária e o meu amigo homossexual e toquei na campainha do 2º direito. Apareceu o meu vizinho. Para grande espanto meu, ele até concordava com a idéia das danças de salão não fosse a mulher dele ter fugido nessa semana com a sua amiga lésbica para Vila Velha de Ródão onde iriam ser tratadas como iguais. Ou seja, lésbicas.

Será que alguém podia pensar que envolvesse maridos e filhos?

Apenas pensei num bom swing. E assim sendo, não desisti da idéia.

Comecei a pesquisar na internet e em bêcos escuros onde encontrar um bom swing. Falaram-me em Alunos de Apolo mas franzi o sobrolho. Não acho que astronautas fosse a cena que andava à procura. Felizmente, no meio de tanta informação errónea chegou-me a informação que num 8º andar de um prédio de 15 em plena Lisboa havia o que estava à procura.

Telefonei e marquei entrada para mim e para o meu amigo gay. Vamos dar-lhe o nome fictício de Felisberto. Ou Teresa Guilherme. Como preferirem. De qualquer maneira ele não é importante para o destino desta história. O importante é que lá fomos os dois, eu de levador, ele de escadas com a sua mania de exercício físico. Eu cheguei 6 segundos antes dele.

Tocamos à campainha. Duas vezes, até aparecer uma velhota.

– Se estão à procura de rambóia…

Apesar de a idéia de rambóia me ter passado pela cabeça, estabeleci mentalmente alguns limites. Não ia fazer nada com as meias calçadas. Olhei para os ténis e percebi que ia perder algum tempo, nem sabia porque tinha feito o nó duplo. Já sabia que aquilo ia dar uma trabalheira dos diabos(!) a desatar e descalçar. Martirizei-me por não ter comprado os ténis com atacadores de velcro.

– … a porta é do outro lado!

Tocamos à campainha. Duas vezes, até aparecer um homem.

Tinha os seus 34 anos. Sensual q.b. para homem, e para homem daquela idade. Não que eu apreciasse esse tipo de qualidades, mas pensando num rácio causa/efeito supus que por arrasto a vertente feminina do casal teria as mesmas qualidades. E estava correcto.

Fomos conduzidos até uma sala onde estavam lá mais uns 12 homens. Todos eles bem constituidos, mais de 1,80 mt e ombros robustos, de várias étnias, incluindo a caucasiana. Não percebi bem a lógica mas os homens iam saindo 2 a 2. A coisa prometia. Tanto, que para o final fiquei indeciso se podia preferir uma asiático-portuguesa ou uma afro-portuguesa. Até que um dos homens do quarto se dirigiu a mim.

– Vamos?
– Então onde está a mulher do casal?

– Sou eu. Meu nome é Arnold Schwarzenegger Mossoró e sou a mulher do casal!

 

O que mais me irrita…

É que até hoje a Teresa Guilherme ainda não me agradeceu!!


Homo-sapiens-sapiens i sapiens

Pegando numa ideia exposta durante um debate sobre o casamento gay, em vez de falar dessas coisas sem relevo como direito iguais e afins, gostaria de falar antes do transtorno que todo o povo português poderá sofrer a partir do momento em que a lei do casamento entre pessoas do mesmo sexo for aprovada!

Bem, i antes de mais, afirmo clara e inequivocamente que sou a favor que esta lei seja aprovada e anseio mesmo, já que não foi agora, que o seja num futuro próximo! Porquê? Porque mais que não seja, e assim espero, que se acabe com a parada gay! Sim porque a partir do momento em que houver igualdade já não existe razão para organizar eventos com combinações de nomes tais como «arraial» ou «parada» com «pride» ou «gay»! Apenas pelo simples facto que gosto de ter ténis às cores e nesses dias há coloração a mais para que os meus pés se sintam confortáveis e dentro da sua individualidade.



Bem… i, estive novamente a ponderar e principalmente a visualizar fotos desse tipo de eventos e afinal mudo a minha opinião. Acho que mesmo que os homossexuais tenham os mesmos direitos que os heterossexuais, essas paradas e demonstrações de alegria devem continuar. As paradas «bichas» têm todo o direito de continuar para lutar pela igualdade e por cachecois de plumas mais baratos e de melhor qualidade! Só peço é que calcem sapatos ou ténis entre a gama azul e castanha. Ou mesmo aquelas botas de salto alto pretas. Essas nunca saiem de moda!


Esquecendo o problema cromático e voltando ao problema crucial acerca desta lei do casamento homossexual e eventual possibilidade de adopção pelos mesmos pares. Trata-se sobretudo da enorme complicação que todos nós iremos ter numa qualquer loja do cidadão quando formos renovar o nosso bilhete de indentidade. O senhor(a) leitor(a) já imaginou o problema? Se sim, passe para o parágrafo seguinte. Em caso negativo, tenho muito gosto a enuncia-lo já de seguida.

A partir do momento em que a lei sobre o casamento e adopção entre e por homossexuais for avante o nosso bilhete de indentidade passará de um pequeno cartão na carteira, para pelo menos uma folha A4. Claro que posteriormente plastificada. Na renovação do nosso BI vais-nos ser dado um questionário extenso para que se perceba toda a nossa situação e onde nos enquadramos nas novas especificações previstas para a nossa sociedade. Qualquer dia até poderemos dizer: «Sou um heterossexual de gema.», qualquer que seja o significado desta expressão.

Aqui fica uma versão reduzida do novo B.I.

  ..!..

Bem… i… espero que o senhor(a) leitor(a) não tenha achado este artigo inconveniente e algo sexista… ii… como já dizia um amigo meu, antes existiam heterossexuais, depois apareceram os homossexuais… agora os bissexuais, B! limão, B! maçã…

Bi you!