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Não há duas, sem três…

Há coisas que me fazem cá uma confusão na moleirinha…

Com certeza que alguém já vos disse, mais do que uma vez, possivelmente três até, quando deixam cair alguma coisa duas vezes seguidas, ou quando tropeçam ou mesmo caem, que à terceira é de vez, ou não há duas sem três…

E é aí que surge a minha grande dúvida… À terceira é de vez, conta a partir de quando?

A partir do momento que tropeçamos? E depois dura até quando? Até quando é que conta?

Até ao final do dia, esperamos que caímos de vez? Um ano? Ou conta para o resto da vida?

Quando sabemos que parou e já está a contar outra vez?

Não acham que estas pessoas, acabam por nos estar a desejar mal? Não caíste agora, mas à terceira vais cair… Toma…

Por exemplo, quando deixamos cair duas vezes uma coisa e quase se partem das duas vezes, dizem logo: Não há duas, sem três… Quer dizer que da próxima vez se parte, e como sei que é a terceira vez uma semana depois? Passo a apontar numa agenda e depois já sei?

E se não se partir à terceira, perde o efeito ou começa a contar outra vez?

Eu acho que estes provérbios só causam ansiedade nos outros… Mas isso sou eu, que sou ligeiramente parva… Ligeiramente…

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Desde muito pequena

Desde muito pequena, que enquanto viajava com os meus pais de carro, a minha mãe dizia-me:

– Vai olhando sempre para as placas para saberes onde estás, se um dia te perderes já podes dizer à polícia onde estás…

Ora, isto dá muito que pensar, das duas uma, e a pior de todas elas, os meus pais ainda lhes passou pela cabeça um dia abandonarem-me numa estrada qualquer…

A outra hipótese, era para que eu aprendesse a identificar sinais de trânsito, e aprender a ler… Realmente sentido de orientação é coisa que nunca me faltou, como devem calcular, decorava todos os caminhos, só faltava deixar umas migalhas de pão, como aquela história infantil Hansel & Gretel… Agora que estou a pensar nisso, percebo que afinal esta história da minha mãe afectou-me mais do que pensava, eu tinha mesmo medo de ser abandonada… Estranho… Mas enfim, todo o meu percurso de desenvolvimento foi o dito normal, pelos vistos tão normal que não me chegaram a abandonar, e apesar do tal sentido de orientação, nunca tive muito instinto e perspicácia para a condução e tudo o que está inerente a ela…

Para tirar a carta de condução foi um castigo, já me imaginava a ir contra os carros, a ficar «empanada» (termo muito utilizado pelo meu pai, que gosto particularmente) no meio do trânsito infernal, não tinha mesmo curiosidade…

O dia que tanto adiei na minha vida chegou e lá fui eu tirar a carta de condução, foi um martírio, eu achava tudo horrível, o sítio, o código, conduzir… O código lá foi, a condução, as aulas, não consigo explicar, o pânico que eu causava aos outros e a mim, o instrutor teve dias em que se segurava à porta do carro… E a muito custo lá me fui habituando a todas essas coisas novas, e consegui, com uma falha ou outra, mas consegui fazer tudo sem nenhum disparate grande…

A minha vida na condução iniciou e todas aquelas indicações que a minha mãe foi dizendo, o instrutor e todos que me rodeavam começava a fazer algum sentido… Mas que fique já aqui a indicação: a tal perspicácia e instinto, continua na mesma…

rotunda mágica !

 

Bem dita seja a verdade, que o que eu mais gosto na condução são as rotundas, ADORO rotundas, a história de que quem está dentro da rotunda tem sempre prioridade, dá um certo poder à minha aselhice, entrar na rotunda e saber que ali ninguém me pode fazer mal e se fizer eu tenho razão, sabe muito bem…

Eu gosto de rotundas e depois há aquele pessoal que diz: Ah, eu adoro conduzir, dá-me uma liberdade, permite-me reflectir, descansar e apreciar o que me rodeia… EU? Vou é em pânico, a olhar à volta para não bater em ninguém… Pensar? Só se for em qual a melhor estratégia para que ninguém note que eu estou na estrada e onde vou estacionar de uma forma fácil e tranquila… Nisso é que eu vou a pensar e nas viagens longas, quando vou na auto-estrada (não, não sou eu que vou a conduzir, por isso dá-me tempo para pensar em disparates), continuo com o mesmo hábito de ir a observar os sinais que surgem e são os de perigo que me suscitam mais dúvidas, nomeadamente o de perigo de animais selvagens, aquele que tem uma gazela a saltar… E aí eu ponho-me a pensar na relevância deste sinal…

– Os animais vão aparecer naquele exacto momento?

– São só gazelas? Ou podem surgir por exemplo vacas, cavalos…?

– E depois não aparece a dizer que eles vão deixar de aparecer, dura quanto tempo?

– Temos que continuar toda a viagem com medo que eles apareçam?