Este blog contém pus!

animal

Polvo à lagareiro

Acabou o primeiro Mundial de Futebol no continente africano. Terminou com um vencedor novo tal como aconteceu em anteriores edições, mas ao contrário destas, foi um vencedor que nunca antes tinha ganho um Mundial. A Espanha, nossos queridos irmões, nuestros hermanos ganharam pela primeira vez o Mundial de Futebol.

Deêm-me agora só um momento para mostrar o meu desagrado perante esta situação, aproveitando para ser um ganda porco… ou cerdo.

Por falar em animais, neste Campeonato do Mundo de Futebol outro animal esteve em destaque. Um polvo que veio reformular uma velha máxima do futebol:

Football is a simple game; 22 men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans win.

by Gary Lineker

O futebol é um jogo complexo e apaixonante, com 22 jogadores em basculações e desmarcações constantes, atrás de uma Jabulani e no final ganha a equipa que tiver o maior domínio técnico-táctico ao longo dos 90 minutos, ou seja, a Alemanha.

by influência de Luis Freitas Lobo / Manuel Machado

Traduzindo, o futebol é um jogo simples com 22 jogadores atrás de uma bola durante 90 minutos e no final os alemães ganham.

… a não ser que um polvo diga o contrário!

by Paul, o polvo

Perante factos, é verdade que não há argumentos, e Paul, o polvo, acertou em todos os resultados que vaticinou. Já não bastava a Deus dar ao Homem inteligência, também providênciou que alguns animais tivessem o dom da Maya. Não a abelha. Porque também não consta que haja alguma abelha que adivinhe resultados… E, por falar em adivinhar, eu até adivinhava o que aconteceria ao polvo Paul, se nadasse em Portugal.

E acho que vocês também já estão a ter premonições…

Mas falando do passado. Queria voltar a mostrar o meu desagrado pela vitória de Espanha no Mundial de Futebol.

Exacto. Polvo à lagareiro!


Yippie-yi-yo-ki-yay

Yippie!

vs.

Um dos verdadeiros clássicos natalícios…

Sem dúvida o homem é o máááióór! E ao contrário de outros, é uma pessoa preocupada, carinhosa e até meiga. A forma como fica sempre magoado e com uma ferida por cima do sobrolho deixa em mim um grande sentimento de empatia e compaixão pelo personagem.

 

 

Yippie-Kai-Yay Mother Foca!

 

by John McClane (no Brasil, Pai Foca)


Coelhinho sem pilhas

Este Frank (vamos chamá-lo assim) parece ser um gajo impecável. Um coelhinho, com algum pêlo é certo, mas sem a necessidade de colocar pilhas. É que se torna irritante ter que comprar conjuntos de 4 pilhas quando depois só precisamos de 3 e apenas podemos recarregar duas a duas.

Enfim. Mas este coelhinho não tem esse problema.

E também não põe ovos. Óvos?

E basicamente no final, para cada um há muita choradeira pelos seus medos!!


Manso ou mansa?

Não sou eu que o digo. Os factos aparecem e provam-se per se.

O que estou a dizer?

Bem, no seguimento de outras touradas no mesmo estabelecimento (i.e. Oleeeé), voltou-se à temática taurina. Lembrar que apesar de estas pessoas terem cargos importantes na vida governativa portuguesa, porventura não têm fama de executarem na perfeição Verónicas ou chicuelinas. E quanto a mim, esse simples facto de não conseguirem nem mostrar a sua arte, nem rematar as suas acções deixa-me triste e sem vontade de comprar bilhete para o próximo espectáculo.

Por favor, aprimorem os movimentos e não deixem morrer esta arte mui nobre que faz parte da nossa cultura.

Apenas referir ao senhor primeiro ministro que sendo a tia do senhor Francisco Louçã do sexo feminino, o adjectivo deveria ser utilizado no género feminino também. Ou seja, mansa. A não ser que o senhor primeiro ministro saiba algo que nós desconhecemos! No entanto, isto é mesmo só um aparte, porque no fundo, a cultura taurina está toda lá!

Oleeeé!


Cozinho para o Povo

 

Não me apetece fazer um bacalhau.

É natural que um cozinheiro fique farto de cozinhar sempre o mesmo.

Às terças há bacalhau cozido com grão.

Às quintas há cozido.

Mas eu só quero uma bifana e uma hamburguesa especial!

Isto é uma cozinha gourmet.

Não me apetece fazer um boi.

Mas boi até pode ser requintado.

E existem 1001 maneiras de fazer bacalhau.

Não faria mais sentido a expressão, não me apetece fazer bifanas?

Ou não me apetece fazer pescada cozida?

Não me apetece fazer canja.

Não me apetece fazer empadão.

Não me apetece fazer peva. Não me apetece fazer nenhum.

Por acaso nunca provei peva.

Acho que sabe a nicles. Nicles batatoides.

 


Uma sesta

Acho que vou passar pelas brasas… Bem, mas se for só para passar por elas enquanto estiver a dormir… prefiro ficar acordado! 


Cheiro a cavalo

Ao ler este artigo está a doar 5 cent. a uma conta humanitária sediada na Suíça*.

 

Longe vão os tempos em que os odores emanados pelo corpo humanos eram vistos… perdão… cheirados de forma repugnante.

Se por vezes poderá estar dentro do limite do aceitável quando numa actividade física sem jockeys se sente um ligeiro aroma, uma fragância mundialmente reconhecida como o cheiro a cavalo, esse aroma propagado para o local de trabalho fica, como direi…(?) Bem, talvez até vocês o consigam definir, cheirar e repugnar melhor que eu pois ando um pouco constipado. Inverno e tal. Mas basicamente fica insuportável e se temos que o fazer entender a um colega para nosso bem, parece que é para nós que fica constrangedor. Então se for um colega do sexo masculino  poderemos até esperar um sorriso maroto, de algo parecido a uma vitória. Mas temos que o dizer. Coiso, desodorizante. Se faz favor.

Se for a UM colega do sexo feminino… Bem! Nem quero pensar nisso.

No entanto há notar que estes tipos de odores corporais (*aparte* odor corporal, onde já ouvi isto??) já foram aceites e úteis em sociedade, quer nos preliminares ao acto de acasalamento, quer na demarcação do território. É certo que alguns de nós ainda não eram nascidos quando tal aconteceu, mas isso não é razão para dizer que não aconteceu. Está nos livros! E se os leitores pensarem um pouco, de certeza que até se lembram do famoso, do infame, do ignóbil, do peidinho da avó.

Pois bem, e agora no que me faz parecer um regresso a esse passado e a um odor mui popularizado por vários artistas de nomeada, até de outras formas de arte, como gastronómica ou musical, os grandes criadores de perfume voltaram-se novamente para as essências corporais básicas. E quando eu digo básicas… BEM!

 

Ele há coisas que não saiem de moda! 

 

* Acontece muitas vezes quando se diz Suíça e Suécia muitas vezes seguidas e alternadamente se acaba por dizer Suícia. No entanto, isso é um erro e esse país não existe. A Suícia nada tem a ver com a Suécia e a Suécia nada tem a haver da Suíça, pois lá não se guarda dinheiro de contas humanitárias secretas e não se canta o tirolês.


6a feira 13, pt. 3 (O treze)

13
 
 
n.d.b. inspirado em escritos aleatórios

Para a numerologia, a explicação para a ‘sorte’ é o facto de que o 13 somado, no caso 1 + 3, tem o resultado do número do ‘todo’. O 4 significa, para a numerologia, a junção dos quatro elementos, água, fogo, terra e ar.

Mas o 13 também tem o lado negativo e é considerado de má sorte. Na numerologia, o número 12 é considerado um número de coisas completas como 12 meses no ano, 12 tribos de Israel, 12 apóstolos de Jesus ou os 12 signos do zodíaco. Já o 13 é considerado um número irregular e incompleto.

A sexta-feira foi o dia em que Jesus foi crucificado e também é considerada um dia de azar. Somando o dia da semana de azar (sexta) com o número de azar (13), temos o mais azarado dos dias.

Esta superstição pode ter tido origem no dia 13 de Outubro de 1307, sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França; os seus membros foram presos simultaneamente em todo o País e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.

Existem também duas outras versões que provêm da mitologia nórdica que explicam a superstição. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Daí veio a crença de que convidar 13 pessoas para um jantar era desgraça.

Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio e os 13 ficavam a rogar pragas aos humanos. 

Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituidos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos!

 

  

E fica desde já o aviso para quem é supersticioso que a próxima passagem de ano calha numa 6ª feira 13!

 

 

1 e 2 e 3 s 6 d 13

 


Lopes e/ou o tema semanal pt.5

Wi nøt trei a høliday in Sweden this yër?

 

Mønti Pythøn ik den Høli Gräilen

 

Wik:

Løpes

 

Alsø wik:
Gräham Chäpman
Jøhn Cleese
Terry Gìllíam
Ëric Idle
Terry Jønes
Michael Pälin

 

Alsø alsø wik:
majestik møøse

 

 

 

 

… e agora, para algo completamente diferente:

o nosso tema semanal, 12 e 5


TXDRM II – Encarnación

No outro dia dei de focinho com esta imagem.

Se soubesse que isto estava na moda, em vez de ter ido a um ponto comercial de origem sueca com as siglas I, K, E e A; não necessariamente por esta ordem, teria juntado (sim! juntado) o meu Bobi e o meu Tareco e feito uma mesa de cabeceira. Literalmente.

Claro que ao ver uma imagem destas começamos a pensar.

Será que taxidermia também é uma forma de encarnação, ou será o contrário?

¿ Encarnação de forma uma é também taxidermia ?

 

Será que podemos encarnar em animais? Num só ou em vários? E será que os animais também podem encarnar em nós? Lembro-me ligeiramente de algo parecido entre uma futura-ex-deputada e um cavalo, branco de sua cor, mas não sei em que classe colocar essa imagem. Para dizer a verdade, mesmo nas imagens turvas não acho que o cavalo tivesse empalhado ou possuído.

Mas se pouco sei de taxidermia, ou melhor, apenas sei que não será uma doença de pele dos táxistas, o que até seria bastante provável pois andam o dia todo com as mãos no cabedal à volta do volante e, quase nunca se sabe onde é que o bicho andou, muito menos sei de encarnação.

No fundo continuamos na mesma,

¿ O que é a taxidermia ? ¿ O que é a encarnação ?

 

A única coisa que se pode dizer é que o Bairro da Encarnação já existe.

Mas também verdade, é que já existe o Bairro Alto.

Bem, talvez este video possa esclarecer um pouco melhor estas questões:


TXDRM 1a.

Ma(n)gusto!

 

Se a minha avó tivesse rodas… era um alce!?



Todo lançado

2º lançamento oficial

 

Queria aqui juntar em simultâneo 1 lançamento e 1 aniversário.

O 2º lançamento oficial do blog e consequente 1º aniverário do 1º lançamento oficial, isto, em conjunto com o 1º 2º lançamento oficial do blog. Para o próximo ano é esperado o 3º lançamento oficial com o 1º aniversário do 2º lançamento oficial do blog, mas também o 2º aniversário do 1º lançamento. Coincidência ou não, mas daqui a 2 anos será então tudo à molhada com o 2º aniversário deste lançamento, de braço dado com o 1º aniversário do 3º lançamento oficial deste blog, com o 3º aniversário do 1º lançamento. No sofá estará 4º lançamento oficial do blog. Mas isso… será só daqui a 2 anos.

Por tantos, e sem demais, aqui fica o 2º lançamento oficial do blog:

4,27 mt p/ 87 kg

(29-08-2009)

Recorde mundial de salto à vara com lançamento*

 

* não necessariamente por esta ordem

 

Só de pensar que conheço pessoas determinadas em fazer carreira desportiva no salto à vara. Bem, não será bem uma carreira, mas mais um término de actividade física. Aliás, a única coisa que me traz satisfação, é que pelos vistos, com uma vara, uma pessoa e uma máquina de filmar se podem fazer maravilhas.

É preciso ser animal para tentar brincar com uma vara tão grande.


Alice no País das Maravilhas

Anda por aí uma mania irritante. Aliás, já me irrita o suficiente as pessoas não gostarem de animais para os irem retirar ao seu habitat natural, como sendo as traseiras dos restaurantes, as caixas de cartão dos sem-abrigo ou os radiadores dos carros nas vias rápidas e colocarem-nos fechados em T2’s, T1’s e até em T0’s. E agora com esta mania, que em vez de cães e gatos, as pessoas façam isso a animais que são também a base da nossa alimentação, isso já é demais.

Também sei de casos de gatos que viraram lebres na panela ou de cães que passaram a ser chop-suey de vaca, mas infelizmente esses casos andam-se a perder. No entanto, pessoas que têm coelhos como animal de estimação tem aumentado que nem… coelhos! E além disso ser extremamente assexuado, pode dar azo a que qualquer dia, também se estimem galinhas, porcos ou vacas, e que nós, carnívoros fiquemos sem nada para comer.

Se calhar acham que posso estar a exagerar. Mas não estou. Imaginemos que o leitor conhecia alguém, que conhecia alguém, que conhecia alguém que tinha uma pequena coelha felpuda de nome Alice. Aqui o nome Alice foi usado só para fins comerciais, pois podia ser outro qualquer. Imaginemos isso. Imaginemos também que esse alguém ganha tal carinho pelo bicho que depois já não deixam ninguém dar-lhe dois esticõesinhos e pô-la na panela. Zás! Uma Alice à caçador. Ou uma Alice à saloia, à transmontana ou à Provençal. Ou no forno. Ou na púcara. Ou mesmo, uma Alice no País das Maravilhas. Com ervilhas e batatinhas.

(pausa para limpar a saliva)

  

É que se isto alastra, qualquer dia as pessoas não vão deixar que se dê um disparo eléctricozinho no cérebro da sua vaquinha, espetar uma faquinha ao longo do seu porquinho ou simplesmente, cortar o pescocinho da sua galinha. Zinha.

Chicha, é que nem comem nem deixam comer… literalmente!


Porcos e diamantes

Porcos e diamantes? Boa pergunta. Onde é que eles andam?

O que vejo mais são ciganos, caravanas e armas.

E balls! Muitos balls!

Diamante em bruto


Oleeeé

Muuuuuuuu…

Por momentos ao visionar o meu canal preferido, aquele que nos traz emoção, incerteza no resultado e momentos de algum riso contido, senti temor. Quase como uma mensagem sublimar, as imagens do Parlamento da Assembleia da República portuguesa indicavam um animal selvagem à solta no hemiciculo.

Inspirei fundo e pensei para mim:

Não. Não pode ser um animal selvagem. O jardim zoológico encontra-se a alguma distância da rua de São Bento, o Ribatejo fica ainda mais longe e no edifício da Assembleia os seguranças pedem identificação ao entrar. Mesmo que o animal com chifres tenha alguma identificação, com os cascos que tem não a consegue agarrar. 

Suspirei. Mimosa.

Será o debate sobre os touros de morte? Será uma atitude de bullying por parte de um deputado do 12º ano? Será o Super-Homem? Não. É apenas o ministro Manuel Pinho na brincadeira!

Já podiam ter dito…

Oleeeeéééé! 

 


Gonzo, Las Vegas, Mãe-África

 

Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 

visagra

s. f.
O mesmo que bisagra.
 

bisagra

s. f.
1. Dobradiça, quício.
2. Leme.
Sinónimo Geral: viságia, visagra 

 

quício

s. m.
1. Gonzo de porta
 

gonzo 

s. m.
1. Dobradiça de porta.
2. Quício.
3. Bisagra.
 

 

Delírio em Las Vegas (1998)

“We had two bags of grass, seventy-five pellets of mescaline, five sheets of high-powered blotter acid, a salt shaker half full of cocaine, and a whole galaxy of multi-colored uppers, downers, screamers, laughers and also a quart of tequila, a quart of rum, a case of Budweiser, a pint of raw ether and two dozen amyls. Not that we needed all that for the trip, but once you get locked into a serious drug-collection, the tendency is to push it as far as you can.”

Lobbies, tráficos e promiscuidades

Parte I

Não sei de onde surgiu a palavra lobby e também neste momento não vou perder tempo a procurar a sua origem e significado primário. Quando era mais pequeno até pensava que significava «lobo pequeno» em inglês. Estava errado, agora sei-o.

Dois colegas meus durante o intervalo da manhã disseram-me que significava «grupo de pressão» e eu acreditei. Tanto, que até lhes perguntei se a unidade física desse grupo era o bar ou o Pascal! Eles disseram-me que nem um nem outro, que era outro tipo de pressão. Aí já não acreditei. Acho até que foi só uma justificação para que eles não formassem um lobby e fossem ao bar buscar-me uma sandes mista, um queque e um chá de tília.

 

Parte II

Quando se fala de grupos de pressão (vulgo, lobbies daqueles que não uivam) fala-se também da corrupção instituída nos governos e empresas. E das empresas sobre os governos, e dos ministros sobre as empresas, instituições de investimento, financeiras ou de caridade. E estou a falar no geral, do mundo inteiro e de nenhum caso particular de um porto livre (vulgo, freeport). Fala-se também da tentativa de acabar com esses interesses, corrupção e prosmicuidade.

Mas… como se pode falar de tentar acabar com os grupos de pressão (vulgo, lobbies daqueles que não ladram) quando todos sabemos que agora com a gripe A o tráfico de influenza continua a aumentar?

Parte III

(sub-título)

OMS teme interacção do vírus H1N1 com o da gripe das aves

 

Até já existe promiscuidade entre gripes?


Crise – O Fim

Solução para a crise

Sem mais demora(s), apresento-lhes a solução para sair da actual crise:

Exportação do cão-de-água português!

Especialmente para os Estados Unidos da América.

n.d.b. E como ficam bem de perfil!

Santa Páscoa

Fui pesquisar para ver se encontrava o que têm em comum: os ovos, os coelhos, a Páscoa e o Cristo na cruz.

Infelizmente, ou felizmente, o mais próximo que encontrei foi esta imagem. E o que tem esta imagem tem a ver com todos esses assuntos podem perguntar.

E o que tem esta imagem tem a ver com todos esses assuntos? Ahn?

Pois. Logo que vi o ovo  também perguntei pelo Cristo. Então e o Cristo? E a cruz? E o Cristo na cruz? Ao que parece, durante a realização desta sessão fotográfica ele estava atrasado e acabou por não aparecer. Qualquer coisa relacionada com crucificação ou assim.

Para dizer a verdade o que verifiquei sobre todos esses assuntos pouco me fez relacioná-los a não ser que os coelhos não são crucificados, que o Cristo não põe ovos, e os ovos não têm pêlo. Dito isto, existe uma certa correlação cronológica que tem o seu epicentro na altura da Páscoa. Primeiro o Cristo, depois a crucificação, os coelhos com pêlo, os ovos, os ovos de chocolate, e por ultimo, as coelhas sem pêlo.

Só um alerta! Esta última espécie é relativamente recente e qualquer um pode ser levado ao engano. Como tal, tenham uma Santa Páscoa e muito cuidado para não serem crucificados.

 

† † † † †

 

Para pessoas atentas e se quiseram estar de sobre-aviso, podem sempre fazer um simples cáculo para saberem qual o dia da Páscoa. Do Cristo, dos ovos, dos coelhos, não necessáriamente por esta ordem e não necessáriamente com alguma relação. 

Este algoritmo usa a operação mod, que é o resto da divisão inteira, e floor, que é o menor inteiro maior ou igual ao número dado:

Seja Y (de year, ano em inglês) o ano o qual deseja descobrir quando será a Páscoa. Então:

a = Y mod 19
b = floor ( Y / 100 )
c = Y mod 100
d = floor ( b / 4 )
e = b mod 4
f = floor (( b + 8 ) / 25 )
g = floor (( b – f + 1) / 3 )
h = ( 19a + b – d – g + 15 ) mod 30
i = floor ( c / 4)
k = c mod 4
L = ( 32 + 2e + 2i – h – k ) mod 7
m = floor (( a + 11h + 22L ) / 451)

Mês da Páscoa = floor (( h + L – 7m + 114 ) / 31 )
Dia de Páscoa = (( h + L – 7m + 114 ) mod 31 ) + 1

ou então

 

† † † † †

 

P.S. (em inglês, Pasc Saint) Também não sei de onde saiem as amêndoas. 

Mais uma vez, desejos de uma Santa Páscoa.


Ser macaco

Sou totalmente a favor das manifestações. Se alguém está descontente com algo e se sente no seu direito constitucional de protestar, que o faça.

Ou se cale para sempre.

Aliás, acho preferível um manifestação de desagrado ao invés de fingir que tudo é um mar de rosas onde espalhamos as nossas vibrações positivas, tal e qual a rádio tenta espalhar as suas ondas hertzianas pelo ar que ouvimos! Se não conseguimos difundir a palavra o melhor mesmo é manifestarmo-nos e fazermo-nos sentir.

Por muito que isso seja desagradável para com terceiros.

RTP retira da emissão anúncio à Antena 1 que gerou polémica

Mas… Porquê?

Porque houve pessoas que não gostaram? Porque tinha poucos efeitos especiais? Porque não era uma longa metragem? Porque tinha diálogos mal construídos? Porque não representava a realidade?

Porque são porcas! Poderiam dizer alguns. Mas tanto podiam ser porcas como podiam ser parafusos, elefantes ou macacos e o resultado seria o mesmo. Um anúncio molda-se à realidade de um público alvo e os demais que se quiserem juntar a ouvir e a ver. Quem não quiser pode pegar num objecto chamado “telecomando” e mudar de canal para ver outros anúncios. Tal como mudamos de rádio quando a música, a conversa ou o anúncio não nos interessa.

E da próxima vez que mudar de canal televisivo talvez veja mais algum anúncio que fique incomodado. Pare e pense. Ou mude de canal!

Alguém questionou que o macaco poderá estar a dizer a verdade? Já alguém ficou incomodado por o elefante ser grande e oponente poder, e estar, a gozar com o macaco? E se o elefante estiver a mentir? Afinal nós conhecemos bem o Babar ou o Dumbo… agora aquele, não me lembro de o ver mais gordo. E será que os animais falam na realidade? E ninguém fica incomodado com a conotação negativa que se dá à palavra/animal, macaco?

 

Temos o direito de mudar de canal.

Temos o direito de nos manifestarmos.

Temos o direito de fazer anúncios.

Temos o direito de sermos macacos.

 



Desde muito pequena

Desde muito pequena, que enquanto viajava com os meus pais de carro, a minha mãe dizia-me:

– Vai olhando sempre para as placas para saberes onde estás, se um dia te perderes já podes dizer à polícia onde estás…

Ora, isto dá muito que pensar, das duas uma, e a pior de todas elas, os meus pais ainda lhes passou pela cabeça um dia abandonarem-me numa estrada qualquer…

A outra hipótese, era para que eu aprendesse a identificar sinais de trânsito, e aprender a ler… Realmente sentido de orientação é coisa que nunca me faltou, como devem calcular, decorava todos os caminhos, só faltava deixar umas migalhas de pão, como aquela história infantil Hansel & Gretel… Agora que estou a pensar nisso, percebo que afinal esta história da minha mãe afectou-me mais do que pensava, eu tinha mesmo medo de ser abandonada… Estranho… Mas enfim, todo o meu percurso de desenvolvimento foi o dito normal, pelos vistos tão normal que não me chegaram a abandonar, e apesar do tal sentido de orientação, nunca tive muito instinto e perspicácia para a condução e tudo o que está inerente a ela…

Para tirar a carta de condução foi um castigo, já me imaginava a ir contra os carros, a ficar «empanada» (termo muito utilizado pelo meu pai, que gosto particularmente) no meio do trânsito infernal, não tinha mesmo curiosidade…

O dia que tanto adiei na minha vida chegou e lá fui eu tirar a carta de condução, foi um martírio, eu achava tudo horrível, o sítio, o código, conduzir… O código lá foi, a condução, as aulas, não consigo explicar, o pânico que eu causava aos outros e a mim, o instrutor teve dias em que se segurava à porta do carro… E a muito custo lá me fui habituando a todas essas coisas novas, e consegui, com uma falha ou outra, mas consegui fazer tudo sem nenhum disparate grande…

A minha vida na condução iniciou e todas aquelas indicações que a minha mãe foi dizendo, o instrutor e todos que me rodeavam começava a fazer algum sentido… Mas que fique já aqui a indicação: a tal perspicácia e instinto, continua na mesma…

rotunda mágica !

 

Bem dita seja a verdade, que o que eu mais gosto na condução são as rotundas, ADORO rotundas, a história de que quem está dentro da rotunda tem sempre prioridade, dá um certo poder à minha aselhice, entrar na rotunda e saber que ali ninguém me pode fazer mal e se fizer eu tenho razão, sabe muito bem…

Eu gosto de rotundas e depois há aquele pessoal que diz: Ah, eu adoro conduzir, dá-me uma liberdade, permite-me reflectir, descansar e apreciar o que me rodeia… EU? Vou é em pânico, a olhar à volta para não bater em ninguém… Pensar? Só se for em qual a melhor estratégia para que ninguém note que eu estou na estrada e onde vou estacionar de uma forma fácil e tranquila… Nisso é que eu vou a pensar e nas viagens longas, quando vou na auto-estrada (não, não sou eu que vou a conduzir, por isso dá-me tempo para pensar em disparates), continuo com o mesmo hábito de ir a observar os sinais que surgem e são os de perigo que me suscitam mais dúvidas, nomeadamente o de perigo de animais selvagens, aquele que tem uma gazela a saltar… E aí eu ponho-me a pensar na relevância deste sinal…

– Os animais vão aparecer naquele exacto momento?

– São só gazelas? Ou podem surgir por exemplo vacas, cavalos…?

– E depois não aparece a dizer que eles vão deixar de aparecer, dura quanto tempo?

– Temos que continuar toda a viagem com medo que eles apareçam?


E antes do adeus…

Não estou a dizer que foi isto que eu fiz.

Não estou a dizer que estou a fugir de ninjas, da tropa, direcção geral de impostos, mãe, pai, familiares, amigos, amigos verdadeiros, amigos falsos, conhecidos, colegas, chefe, tronco de Natal, avô, avó, cão, gato ou cavalo.

Não estou a dizer que vou para o Brasil, Tailândia, Banguecoque, Líbano, Loures, Índia, Nova Iorque, sem-terra, Austrália, Conímbriga, Mira-Gaia, Marrocos, Papua Nova Guiné ou mesmo Alfornelos.

Não estou a dizer mesmo nada.

Desaparecido em Combate 2 – Missing in Action 2: The Beginning (1985)

 
Já agora, alguém me sabe dizer qual é a temperatura habitual para esta época do ano hein… Porto Galinhas?

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