Este blog contém pus!

adulto

Papado

Aviso !!! (spoiler alert)

Artigo não aconselhado a fanáticos religiosos ou outros, facilmente susceptíveis quanto ao uso de piadas com, ou ao Papa no particular, ou a papas no plural.

 

Neste que é o 266º papado desde São Pedro, temos agora uma nova visita de um Papa a Portugal. E penso que numa sequência e entrelaçar de pensamentos causados especialmente pela expectativa desta vinda do Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger a Portugal que descobri a razão porque existe só um Papa e não vários.

É que se existissem vários Papas, The Mamas & the Papas seria provavelmente o nome de um escândalo sexual e não de um grupo de Folk-Rock dos anos 60 e 70. E o que porventura nada teria a ver com algum outro suposto escândalo sexual com crianças mudas sodomizadas em colégios católicos mas muito mais com os Greatest Hits* do dito grupo, que incluí entre outros, o grande êxito, California Dreamin’.

 … Ou talvez a idéia de ter vários Papas e vários papados em simultâneo não seja assim tão boa! Nem assim-assim.

 

* leia-se greitace titece, um trocadilho supostamente feito pelas Mamas e não pelos Papas, acerca delas próprias.

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Cheiro a cavalo

Ao ler este artigo está a doar 5 cent. a uma conta humanitária sediada na Suíça*.

 

Longe vão os tempos em que os odores emanados pelo corpo humanos eram vistos… perdão… cheirados de forma repugnante.

Se por vezes poderá estar dentro do limite do aceitável quando numa actividade física sem jockeys se sente um ligeiro aroma, uma fragância mundialmente reconhecida como o cheiro a cavalo, esse aroma propagado para o local de trabalho fica, como direi…(?) Bem, talvez até vocês o consigam definir, cheirar e repugnar melhor que eu pois ando um pouco constipado. Inverno e tal. Mas basicamente fica insuportável e se temos que o fazer entender a um colega para nosso bem, parece que é para nós que fica constrangedor. Então se for um colega do sexo masculino  poderemos até esperar um sorriso maroto, de algo parecido a uma vitória. Mas temos que o dizer. Coiso, desodorizante. Se faz favor.

Se for a UM colega do sexo feminino… Bem! Nem quero pensar nisso.

No entanto há notar que estes tipos de odores corporais (*aparte* odor corporal, onde já ouvi isto??) já foram aceites e úteis em sociedade, quer nos preliminares ao acto de acasalamento, quer na demarcação do território. É certo que alguns de nós ainda não eram nascidos quando tal aconteceu, mas isso não é razão para dizer que não aconteceu. Está nos livros! E se os leitores pensarem um pouco, de certeza que até se lembram do famoso, do infame, do ignóbil, do peidinho da avó.

Pois bem, e agora no que me faz parecer um regresso a esse passado e a um odor mui popularizado por vários artistas de nomeada, até de outras formas de arte, como gastronómica ou musical, os grandes criadores de perfume voltaram-se novamente para as essências corporais básicas. E quando eu digo básicas… BEM!

 

Ele há coisas que não saiem de moda! 

 

* Acontece muitas vezes quando se diz Suíça e Suécia muitas vezes seguidas e alternadamente se acaba por dizer Suícia. No entanto, isso é um erro e esse país não existe. A Suícia nada tem a ver com a Suécia e a Suécia nada tem a haver da Suíça, pois lá não se guarda dinheiro de contas humanitárias secretas e não se canta o tirolês.


Gonzo, Las Vegas, Mãe-África

 

Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
 

visagra

s. f.
O mesmo que bisagra.
 

bisagra

s. f.
1. Dobradiça, quício.
2. Leme.
Sinónimo Geral: viságia, visagra 

 

quício

s. m.
1. Gonzo de porta
 

gonzo 

s. m.
1. Dobradiça de porta.
2. Quício.
3. Bisagra.
 

 

Delírio em Las Vegas (1998)

“We had two bags of grass, seventy-five pellets of mescaline, five sheets of high-powered blotter acid, a salt shaker half full of cocaine, and a whole galaxy of multi-colored uppers, downers, screamers, laughers and also a quart of tequila, a quart of rum, a case of Budweiser, a pint of raw ether and two dozen amyls. Not that we needed all that for the trip, but once you get locked into a serious drug-collection, the tendency is to push it as far as you can.”


Danças de salão, o Swing

n.d.b.
Para quem não consegue ler mais de duas linhas,
 passe por cima das piadas e veja só os vídeos.
  

Então há uns tempos tive uma idéia. Decidi ser gay.

E fui. Fui ter com os meus pais e disse-lhes que a partir daquele momento era gay. Os olhos deles entumeceram de alegria pois disseram que o sonho deles era ter um filho gay. Ao que eu retorqui, que só depois da minha idéia é que tive o chamamento para gay. Mas que na mesma  ficava contente por eles estarem contentes e que eles me podiam ter dito antes o que esperavam de mim.

Apenas disseram que não me queriam pressionar e que acharam por bem a vida seguir o rumo natural dos acontecimentos. Se fosse para toda vida heterossexual eles também iriam ter muito orgulho de mim.

Decidi ser gay. Ainda não pensei no casamento. Apenas pensei num bom swing.

Isto porque houve um amigo meu o que me explicou o que era o swing. E tentando não usar estrangeirismos, ele disse-me que uma boa abanadela era uma troca de parceiros entre casais. Ora, dito isto comecei logo a magicar, ou não fosse estar de olho na minha vizinha quarentona, casada e mãe de filhos ia já para algumas semanas.

Como não ia trocar a minha namorada com ninguém, fui buscar ao armário a minha melhor indumentária e o meu amigo homossexual e toquei na campainha do 2º direito. Apareceu o meu vizinho. Para grande espanto meu, ele até concordava com a idéia das danças de salão não fosse a mulher dele ter fugido nessa semana com a sua amiga lésbica para Vila Velha de Ródão onde iriam ser tratadas como iguais. Ou seja, lésbicas.

Será que alguém podia pensar que envolvesse maridos e filhos?

Apenas pensei num bom swing. E assim sendo, não desisti da idéia.

Comecei a pesquisar na internet e em bêcos escuros onde encontrar um bom swing. Falaram-me em Alunos de Apolo mas franzi o sobrolho. Não acho que astronautas fosse a cena que andava à procura. Felizmente, no meio de tanta informação errónea chegou-me a informação que num 8º andar de um prédio de 15 em plena Lisboa havia o que estava à procura.

Telefonei e marquei entrada para mim e para o meu amigo gay. Vamos dar-lhe o nome fictício de Felisberto. Ou Teresa Guilherme. Como preferirem. De qualquer maneira ele não é importante para o destino desta história. O importante é que lá fomos os dois, eu de levador, ele de escadas com a sua mania de exercício físico. Eu cheguei 6 segundos antes dele.

Tocamos à campainha. Duas vezes, até aparecer uma velhota.

– Se estão à procura de rambóia…

Apesar de a idéia de rambóia me ter passado pela cabeça, estabeleci mentalmente alguns limites. Não ia fazer nada com as meias calçadas. Olhei para os ténis e percebi que ia perder algum tempo, nem sabia porque tinha feito o nó duplo. Já sabia que aquilo ia dar uma trabalheira dos diabos(!) a desatar e descalçar. Martirizei-me por não ter comprado os ténis com atacadores de velcro.

– … a porta é do outro lado!

Tocamos à campainha. Duas vezes, até aparecer um homem.

Tinha os seus 34 anos. Sensual q.b. para homem, e para homem daquela idade. Não que eu apreciasse esse tipo de qualidades, mas pensando num rácio causa/efeito supus que por arrasto a vertente feminina do casal teria as mesmas qualidades. E estava correcto.

Fomos conduzidos até uma sala onde estavam lá mais uns 12 homens. Todos eles bem constituidos, mais de 1,80 mt e ombros robustos, de várias étnias, incluindo a caucasiana. Não percebi bem a lógica mas os homens iam saindo 2 a 2. A coisa prometia. Tanto, que para o final fiquei indeciso se podia preferir uma asiático-portuguesa ou uma afro-portuguesa. Até que um dos homens do quarto se dirigiu a mim.

– Vamos?
– Então onde está a mulher do casal?

– Sou eu. Meu nome é Arnold Schwarzenegger Mossoró e sou a mulher do casal!

 

O que mais me irrita…

É que até hoje a Teresa Guilherme ainda não me agradeceu!!



Prison Break w/ Josef Fritzl

Indivíduos que só têm uma vogal no apelido só podem ser estranhos.

Aliás, o povo austríaco só pode ser um povo estranho. Isto quando num tribunal desse país funciona muito pior que um qualquer tribunal português. Onde já se viu andar assim a despachar um processo judicial com tantas acusações em 3/4 dias? Claro que só pode dar, e cito um termo judicial, barraca!

E mais! Quando condenam um indivíduo culpado, segundo ele próprio, às acusações de violação, incesto, sequestro, homicídio e de escravatura a prisão perpétua, só podem estar a brincar com o dinheiro dos contribuintes austríacos.

Será que eles não aprenderam nada com os processos judiciais portugueses em que os mesmos se arrastam indefinidamente? Será que não perceberam que se o culpado pode tentar fugir da prisão, mais vale nem se dar ao trabalho de o prenderem? É que se ele consegue fugir, é uma humilhação para o sistema prisional!

Eu não percebo. Será que eles não viram a tão afamada série televisiva em que existem pessoas que ao longo de mais de 100 episódios passam a vida a fugir da prisão? E conseguem-no! E quando sabem da experiência de uma vida dedicada a criar esconderijos, caves, portas e passagens secretas por parte do Sr. Fritzl ainda o vão condenar a prisão perpétua???

É que o mais certo, é que ele passadas duas semanas já esteja a trabalhar com uma betoneira a criar uma nova divisão. Ou que crie uma porta secreta com passagem para os beliches de outros presos. É melhor que os presos austríacos comecem a ter cuidado com visitas a meio da noite.

E o que eu acho ainda mais estranho é os juízes austríacos não terem percebido nada fora do normal ao ver o réu a dar-se tão facilmente como culpado de crimes de crimes que lhe podiam dar prisão perpétua. E depois aquele dossier? Não perceberam que ele estava a estudar as infra-estruturas da prisão, os materiais de que eram feitas as celas, os guardas passíveis de serem corruptíveis, o sistema de esgotos e sítios onde esconder uma lima?

Com a atenção que ele deu aquilo, já deve saber tudo de cor. Não precisa de tatuar nada!

Depois! Não digam que não avisei!