Este blog contém pus!

parvo

Não há um sem o outro!

Ouvi dizer: podia começar assim. Ouvi dizer: não há duas sem três!

E como tal não sei qual o alarido de esta coisa (leia-se blog) fazer o terceiro aniversário, quando toda gente já sabia que após ter feito o segundo iria acontecer o terceiro. Há um ano é que devia ter sido dada o festa de arromba.

Sendo assim, resta-me identificar este momento e perpetuá-lo para a eternidade.

!!! Feliz 3º Aniversário ‘new kids 258’ !!!

Ouvi dizer: não há duas sem três. Mas.. o quê? Não há duas mulheres sem três… carteiras?


Maçãs e laranjas

Não há que misturar conceitos. Não se podem somar maçãs com laranjas.

A poucas horas de mais um denominado “Clássico” do futebol em Portugal ficam-me sérias preocupações quanto ao trabalho da Polícia nos campos de futebol, quer na segurança dos adeptos, quer no abuso e mal-trato de elementos das claques não autorizadas pelos clubes.

Negativo: Em antevisão para este jogo, foi anunciado que não iriam deixar entrar bolas de golfe nos estádios. À primeira leitura, poderia-se pensar que isto seria um bom trabalho mas… quer dizer que antes deixavam entrar?

– Então o que leva o senhor aí no bolso?
– Um isqueiro.
Hmmm (suspeito)… Com que então um isqueiro da BIC?
– Sim. Sou viciado em nicotina, preciso de fumar.
– Peço desulpa mas não o posso deixar entrar com esse elemento potencialmente perigoso no estádio e vou ter que retê-lo aqui para segurança de todos.
– OK. Tudo bem.
– E no outro bolso, o que é isto?
– São 23 bolas de golfe.
Ahh, então pode seguir por favor.

E o problema maior nem sequer é se deixavam antes entrar com bolas de golfe ou não. É que avisaram que AGORA não se podia entrar com bolas de golfe no estádio mas então e as bazucas? Alguém avisou das bazucas? E dos carros de mão? E os lança-chamas? Os tanques de guerra? Acho isto uma falta de atenção e só espero que as familias que vão aos estádios e principalmente a este jogo, não sejam vitimas inocentes deste desleixo a toda a prova!

(ver info.)

Positivo: Em antevisão para este jogo, foi anunciado que não iriam deixar entrar peças de fruta, nomeadamente maçãs, verdes, maduras e podres nos estádios. À primeira leitura, poderia-se pensar que isto seria um bom trabalho mas… quer dizer que antes deixavam entrar?

Andam ali os jogadores a correrem de um lado para o outro e a única recompensa do seu esforço é uma mísera maçã? Ainda por cima, uma maçã que até pode ter bicho e estar podre? Se calhar antes até deixavam entrar tomates e repolhos para fazer uma saladinha. Não é altura de deixarem entrar algo mais suculento para satisfação dos homens? Um pernilzinho, um lombozinho ou até uma cabeça de leitãozinho

Não se podem misturar maçãs com laranjas. Ou bolas de golfe. Ou cabeças de leitão.


Sábado à tarde

O corpo humano parece que sucumbe sábado à tarde.

Um pouco depois do almoço se ter instalado no estômago. BAM! Quer dizer, não é tanto um estrondo mas mais vazar lento de um pneu de bicicleta.

pfffff…

Especialmente se aquele tempo soturno se abate lá fora, não no estrangeiro mas no exterior da nossa casa… o tempo cinzento, a chuva penetrante e o vento uivante causam uma letargia aguda. Nestes momentos o nosso corpo parece que se transforma na baixa pombalina e não resite a intempéries! Uma denominada moleza converge sobre nós e obriga-nos literalmente a não nos mexermos. Penso mesmo que as únicas partes do corpo que escapam a esta moleza serão apenas os olhos e a mão que agarra o comando da televisão…

Mas vendo bem as coisas, até se trata de uma situação normal. Afinal o sábado à tarde fica mesmo entre a sesta e o domingo. Não há como fugir a esta realidade, é algo que nem precisamos de ser ensinados, trata-se somente de instinto. Uma pausa na constante concentração mental e um relaxamento físico é o que o nosso corpo pede. E nós devemos fazer o que ele quer!

Estranho é que hoje é domingo à tarde e está-me a dar a mesma sensação.

pfffff…



Ai o Verão…

Por vezes só com algum distanciamento temporal é que conseguimos ver as coisas com clareza, e, passado que está o Verão esta é a altura certa para parar e pensar no que nele se passou. Embora o Verão seja a estação mais pequena, e que dura na maior parte das vezes apenas duas ou três semanas para grande parte dos portugueses, para mim, esta estação espelha bastante o estado da nossa sociedade no resto do ano.

Muitos dirão que a simetria mais visível é que o país está de tanga e isso se reflectiu bastante no Verão. Contudo eu diria pelo que vi, que o país não só está de tanga, como de calções, de bikini e… quem diria… até de sunga. É verdade, parece que algumas pessoas deram a tanga e vestiram uma sunga só para o Verão. 

No entanto o que mais me interessa, não é o estado actual de sunga mas sim quando poderemos ver-nos de smoking nas praias portuguesas. E embora acho que essa realidade esteja um pouco distante não será mal de todo acreditarmos nela por muito calor que seja estar num fato e com os pezinhos de molho à beira-mar.

Agora, para não serem apanhados desprevenidos vou tentar dar-vos a imagem que irão ver nas praias portuguesas quando o país largar a tanga e a sunga. Basicamente quando deixarem de ver cães a puxar a trela que está presa ao chapéu de sol, homens de meia idade a passarem o seu tempo com um baralho de cartas a jogar sueca e crianças com pranchas de bodyboard com um tubarão ou o Homem-Aranha que só servem para baterem no maior número de pessoas que os distancia entre a toalha de praia deles e a onda de meio metro que vão apanhar por duas vezes e desistir… então vamos estar perto de uma melhoria.

E quando virmos que nas nossas praias pessoas a passear de cavalo à beira-mar, a jogar golfe nas dunas… perdão, bunkers… e navegar nas pequenas ondas nem que seja com um pequeno barco classe 470 vamos saber que já estamos bem vestidos e que o nosso país está a andar para frente.

Até lá, vamos continuar de tanga e pensar que pelo menos no Verão o que sabe bem mesmo é andar com pouca roupa.

E para ser sincero, eu (à esq.) até não desgosto andar de sunga. 


Deixa andar…

Não deixes para amanhã… Mentira. Deixa.

Há certas mazelas, dores e afins que devemos deixar andar. Literalmente.

Tratar com calma e nada de nos precipitarmos e ir a correr a uma Farmácia, médico, Urgências, loja dos chineses ou bar de strip. Correr nunca! Principalmente se o problema for no joelho. É que se o joelho estiver dorido e estivermos a tentar resolver o problema em cima do mesmo corremos o risco de nos aleijarmos ainda mais!

Fica o aviso. A não ser que…

A não ser que se tente resolver o problema em cima do outro joelho, o que não está lesionado, e aí já será diferente. Mas de qualquer maneira é deixar andar. Correr nunca!


No Pontal da política

Após a Festa do Pontal, o comício de rentrée política posso destacar:

Meus amigos, vai ser um ano duro. Como perceberam hoje, começou a ‘porrada’.

Pedro Passos Coelho, in Pontal

 

Este homem vive em Massamá, não vive em condomínio fechado.

Mendes Bota, in Pontal (aos 0:38, a seguir à publicidade)

1) Os políticos apresentaram um bronze aceitável

2) Acabou-se o descanso, vai começar a porrada

2) O Mendes Bota está a ver se lincham o Passos Coelho em sua casa

3) O Mendes Bota está mesmo a ver se lincham o Passos Coelho em sua casa

4) Será melhor o Pedro Passos Coelho ir viver para um condomínio fechado

6) Deviam existir condomínios fechados em Massamá vedados ao Mendes Bota

7) Como retaliação, Pedro Passos Coelho deveria dar a morada de Mendes Bota a Manuela Ferreira Leite



Polvo à lagareiro

Acabou o primeiro Mundial de Futebol no continente africano. Terminou com um vencedor novo tal como aconteceu em anteriores edições, mas ao contrário destas, foi um vencedor que nunca antes tinha ganho um Mundial. A Espanha, nossos queridos irmões, nuestros hermanos ganharam pela primeira vez o Mundial de Futebol.

Deêm-me agora só um momento para mostrar o meu desagrado perante esta situação, aproveitando para ser um ganda porco… ou cerdo.

Por falar em animais, neste Campeonato do Mundo de Futebol outro animal esteve em destaque. Um polvo que veio reformular uma velha máxima do futebol:

Football is a simple game; 22 men chase a ball for 90 minutes and at the end, the Germans win.

by Gary Lineker

O futebol é um jogo complexo e apaixonante, com 22 jogadores em basculações e desmarcações constantes, atrás de uma Jabulani e no final ganha a equipa que tiver o maior domínio técnico-táctico ao longo dos 90 minutos, ou seja, a Alemanha.

by influência de Luis Freitas Lobo / Manuel Machado

Traduzindo, o futebol é um jogo simples com 22 jogadores atrás de uma bola durante 90 minutos e no final os alemães ganham.

… a não ser que um polvo diga o contrário!

by Paul, o polvo

Perante factos, é verdade que não há argumentos, e Paul, o polvo, acertou em todos os resultados que vaticinou. Já não bastava a Deus dar ao Homem inteligência, também providênciou que alguns animais tivessem o dom da Maya. Não a abelha. Porque também não consta que haja alguma abelha que adivinhe resultados… E, por falar em adivinhar, eu até adivinhava o que aconteceria ao polvo Paul, se nadasse em Portugal.

E acho que vocês também já estão a ter premonições…

Mas falando do passado. Queria voltar a mostrar o meu desagrado pela vitória de Espanha no Mundial de Futebol.

Exacto. Polvo à lagareiro!


Copa do Mundo

Aproveito desde já o cabeçalho deste artigo para dizer, Hiper Casillas. Foi apenas algo que ouvi hoje e gostaria de partilhar convosco.

Desde que começou a Copa do Mundo este é a primeira altura em que durante mais de 24 horas não vão haver jogos. Como é que sei? Porque desde há 18 dias, ou para ser mais exacto, desde há 18 dias, 6 horas e 17 minutos que não saio da frente da televisão… e acreditem em mim, quando digo que o máximo de tempo que eu contabilizei sem jogos foram 17 horas, 43 minutos e 28 segundos. Fui 3 vezes à casa de banho. Este hiato deixou-me tão indignado que enviei um email para o organismo organizador da prova. No entanto, um amigo meu chamado Rui Santos avisou-me que eles não irão ler ou responder ao meu email porque não são as favor das novas tecnologias.

Larissa e a Vuvuzela

Quanto a estas afirmações, a única coisa que vos pode levar a duvidar da veracidade das mesmas é que talvez pensem que é humanamente impossível que alguém consiga ficar tanto tempo a ver jogos com o barulho das vuvuzelas. Meus amigos… Vuvuzelas? Bolinhas de algodão nos ouvidos! Ou cajus. Também funcionam pois adaptam-se à cavidade auricular, e quando o algodão já tem a cera suficiente para os móveis da sala, o melhor é trocar. Também já ouvi  falar de pessoas que desligam o som à televisão mas eu acho que isso retira um pouco do ambiente festivo e não deixa os comentadores a falar para o boneco.

Portugal  0 – 1  España

 

Quanto a este último jogo desta série de jogos sem parar existe algo que não percebo: Se o Ronaldo foi zero e o Queiroz ficou empatado com ele, como é que Portugal foi eliminado?

Por mim, a partir deste momento, vou desligar desta prova mundial  e iniciar uma vida saudável. Sair à rua, passear na floresta, ingerir muitos líquidos, não comer muitas gorduras etc. Talvez a única dúvida ou interesse que ainda se vai manter nesta Copa, é se é copa C ou D? De qualquer das maneiras, qualquer que seja a resposta parece que pelo menos é Copa para Mundial!

E para finalizar e só mesmo como notas de rodapé: 

Hiper Coentrão. Hiper Eduardo. E… Hasta la vista. Chica!


Prémio Carreira

Aqui, neste espaço de convívio e tertúlia e outras palavras esdrúxulas, os miúdos novos decidiram criar um prémio e dá-lo aleatóriamente. Anualmente, mas aleatóriamente. E, para gáudio (palavra proparoxítona aparente) de todos vós leitores, essa altura do ano chegou. Decidimos criar o Prémio Carreira e vamos ofertá-lo hoje.

E os nomeados para Prémio Carreira de 2010 são:

 

 

De forma excepcional, e talvez por ser a primeira vez da atribuição deste prémio, os miúdos novos decidiram não abrir o prémio a votação, mas sim, e após deliberação exaustiva e atolada de ética (outra palavra esdrúxula) atribuirem o Prémio Carreira 2010 a…

De realçar no entanto que a palavra esdrúxula é ela própria esdrúxula, e, ela própria é apenas aparente, o que não torna esta regra clara como água. E proparoxítona também é esdrúxula. E proparoxítona, tudo ao mesmo tempo.

… José Saramago*

* (não é uma palavra esdrúxula)

Primeiras

Durante esta semana ocorreu o primeiro casamento homossexual em Portugal. E mais uma vez, como tem vindo a ser habitual actualmente, as mulheres ganharam aos homens… Claro que a concorrência de inúmeros casais de dois machos da espécie humana não era muito forte, mas a verdade é que as mulheres são muito mais eficientes que os homens. Provavelmente, já tinham toda a papelada tratada, organizaram logo a boda, contrataram o fotógrafo e a banda, enviaram os convites com antecedência, etc. Enquanto que o casais gays masculinos que também estavam na fila para se casar simplesmente devem ter pensado:

– Não te preocupes com os preparativos querido, se engravidares, depois casamos!

Esta vitória para as mulheres, lésbicas ou não, pode ainda abrir a porta para outra conquista no feminino. Teresa e Helena podem juntar ao título de 1º casamento homossexual outra vitória: Podem tornar-se o primeiro casal gay a divorciar-se. Sabendo o quão quezilentas são as mulheres entre si, este cenário não me admira e começo a pensar que está muito para breve. Por isso, acho que se os homens também querem ter uma oportunidade de ficar famosos deviam começar a casar-se pois é natural que demorem mais algum tempo a chatear-se e a querer o divórcio! O ideal mesmo, seria juntarem 2 homens com gostos diferentes para acelarar o processo de anulação do casamento. Por exemplo:

  • Um homem do Benfica com outro do Sporting
  • Um homem que oiça de música rock com outro que oiça música clássica
  • Um homem que goste de pipis com outro que goste de beterraba
  • Um homem do Partido Popular com outro do Bloco de Esquerda

 

O fantástico mesmo seria unir em matrimónio um homem homossexual e outro heterossexual! Vitória para os homens.

Fêmeas 1 – Machos 1


O meu dia

Hoje, dia 1 de Junho, considero que seja o meu dia.

Eu pelo menos revejo-me nele. Contudo, tem sido cada vez mais difícil usufruir do seu verdadeiro propósito: receber uma prenda. Sim! O Dia Mundial da Criança não passa de uma fachada para nós, miúdos, recebermos uma prenda fora do nosso aniversário, do Natal, do Carnaval, Páscoa, Valentine’s, 25 de Abril, 1 de Maio, 10 de Junho, 8 de Dezembro e 29 de Fevereiro.

Hoje, dia 1 de Junho infelizmente, ainda não recebi nada.

Não sei o que preciso de fazer mais. É que cumpro os requisitos mínimos: comporto-me como uma criança durante quase todo o ano. Às vezes até chucho no dedo.

Vá lá… ofereçam qualquer coisinha… uma surpresa, um brinquedo, um chocolate!


Ir à bola

Nunca fui muito à bola com a minha professora de francês.

Não sei se havia sequer necessidade de dizer isto agora mas tenho sido mal influênciado pelas pessoas com quem falo e que dizem mal de todas as pessoas com as quais não costumam ir à bola. Só para terem uma pequena noção, no meu grupo de pessoas conhecidas eu sou de longe a pessoa mais espectacular e simpática, e logo, muito raramente digo mal de outras pessoas. Mesmo em relação às pessoas que não aprecio, quer intelectualmente ou fisicamente. Ou, como algumas pessoas com quem me dou, que dizem mal de outras pessoas simplesmente porque sim… ou melhor, porque não!

– Então porque não gostas dela?
– Não sei. Nunca fui muito à bola com ela.

No entanto, se pensarmos bem, se calhar, não gostamos dessa pessoa precisamente porque não vamos muito à bola com ela. Talvez nem muito, nem pouco. O mais certo mesmo, é nunca termos ido à bola com ela, ponto! Ora, toda gente sabe que num evento social que é ir à bola e vibrar com equipas às riscas, quadrados ou com mascotes com penas, existe a tendência de nos aproximarmos das outras pessoas. Principalmente daquelas pessoas que torcem pelas mesmas cores que nós. Por isso, acaba por se tornar uma redundâcia dizer que não gostamos de uma pessoa só porque nunca fomos muito à bola com ela!

Pena que por agora parece que não vão haver mais jogos… mas lá para Agosto, quando começar nova época desportiva, peço a todas as pessoas, mesmo àquelas que eu me dou, para serem mais cordiais. Se não gostam muito de alguém, convidem-na para ir à bola! De certeza que vão passar a gostar mais dessa pessoa e talvez ainda se tornem amigas. Com sorte, talvez ela ainda vos pague uma bifana e uma imperial!

E aproveito para deixar aqui um convite:

– Stôra, vamos à bOla?


Coelhinho sem pilhas

Este Frank (vamos chamá-lo assim) parece ser um gajo impecável. Um coelhinho, com algum pêlo é certo, mas sem a necessidade de colocar pilhas. É que se torna irritante ter que comprar conjuntos de 4 pilhas quando depois só precisamos de 3 e apenas podemos recarregar duas a duas.

Enfim. Mas este coelhinho não tem esse problema.

E também não põe ovos. Óvos?

E basicamente no final, para cada um há muita choradeira pelos seus medos!!


Enchente no Terreiro

Imagens de enchentes de fiéis religiosos no Terreiro do Paço. O fervor de hoje e de ontem… e provavelmente do futuro.

E se isto foi em Lisboa, já ouvi dizer que Fátima vai estar ainda mais ao barrote! Mas esperemos que desta vez sem chamas…

Ámen… ou amém… oooouu amem! O próximo!


Papado

Aviso !!! (spoiler alert)

Artigo não aconselhado a fanáticos religiosos ou outros, facilmente susceptíveis quanto ao uso de piadas com, ou ao Papa no particular, ou a papas no plural.

 

Neste que é o 266º papado desde São Pedro, temos agora uma nova visita de um Papa a Portugal. E penso que numa sequência e entrelaçar de pensamentos causados especialmente pela expectativa desta vinda do Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger a Portugal que descobri a razão porque existe só um Papa e não vários.

É que se existissem vários Papas, The Mamas & the Papas seria provavelmente o nome de um escândalo sexual e não de um grupo de Folk-Rock dos anos 60 e 70. E o que porventura nada teria a ver com algum outro suposto escândalo sexual com crianças mudas sodomizadas em colégios católicos mas muito mais com os Greatest Hits* do dito grupo, que incluí entre outros, o grande êxito, California Dreamin’.

 … Ou talvez a idéia de ter vários Papas e vários papados em simultâneo não seja assim tão boa! Nem assim-assim.

 

* leia-se greitace titece, um trocadilho supostamente feito pelas Mamas e não pelos Papas, acerca delas próprias.


Presidência I

Fazer exercício faz bem à saúde. Quem o diz sou eu!

Agora podem dizer que muitas outras pessoas já o disseram mas nenhuma delas o disse ou escreveu aqui. Tudo isto para dizer o quê? Nada… Eu até só queria falar de pára-choques traseiros. Ou de iogurtes com pedaços de morango. Entre esses assuntos tanto me faz, devo dizer no entanto que já que comecei a falar sobre exercício, agora vou continuar.

Exercício faz bem à saúde.

 

Aliás, deve ser por isso que agora até os presidentes e primeiros-ministros o fazem. Os pássaros fazem-no. As abelhas fazem-no. Longe vão os tempos em que se viam aqueles soberanos gordos, em que só um quadro 16-9 os conseguia pincelar na sua totalidade. O que mais se ouve agora é:

– O presidente em exercício… [acção] em [local] [data (facultativo)].

Ou seja, os soberanos da actualidade não se limitam a caçar veados (ou serão corças?)… Os soberanos também praticam muito exercício. O que até poderia ser algo bom, manterem-se saudáveis e tal, mas que na minha perspectiva acarreta um senão:

Senão.

Estando os soberanos sempre em exercício e em excelente forma física não os arreda de outras funções, tais como:

A governativa?


Oxigénio artificial

 

João Garcia foi o 10.º homem a subir as 14 montanhas com mais de 8000 mt sem oxigénio artificial. 

 in DN

Espectáculo!

Subiu umas montanhas sem oxigénio artificial… E depois? O outro ainda está lá, o natural, e ainda por cima deve ser mais barato!

Se pensarmos que isto é espectacular, posso já começar a enumerar imensas coisas que fiz sem “ajuda” do oxigénio artificial:

  • Primeiro já subi mais alto! Quando fui de avião entre Lisboa e Madrid, uma vez em Maio de 2001, subi mais alto e não custou nada, além da passagem de avião. Achei muito normal e nem precisei de me ambientar aos 6000 metros antes de passar os 8000.
  • Já nadei debaixo de água durante 43 segundos (o meu record!) sem qualquer botija de oxigénio. Apenas em apneia!
  • Trabalho sem qualquer recurso a estupefacientes, alucinogénios, estimulantes, analgésicos, relaxantes ou recurso a oxigénio natural.
  • Costumo estar em espaços fechados com pessoas que fumam e não uso máscara de oxigénio. Tanto mais que poderia haver uma faísca e podíamos explodir todos e ficar reduzidos a cinzas e bocados de carne mal passada.
  • Já andei de elevador sem ajuda de oxigénio artifical. Este facto é ainda mais relevante se juntarmos que o elevador subiu à altura considerável do 4ª andar e o meu vizinho do 2º “soltou” um outro tipo de gás natural à sua saída.
  • Uma vez, na passadeira, um carro já muito velho passou a deitar muito fumo e eu apenas sustive a respiração até à fumarada passar e não precisei de ajuda de oxigénio artificial.

 

Resumindo, da minha parte, este feito só tinha grande significância se ele subisse as montanhas sem alguns dedos, sem o nariz e a respirar por uma botija de dióxido de carbono.

Isso sim, era de HOMEM!

 

Quanto a mim, menti um pouco. Por vezes também necessito de oxigénio artificial no trabalho.

Fascinção

Devido ao meu trabalho até altas horas da noite, tenho-me encontrado bastantes vezes com a mulher da limpeza da minha empresa. Tenho-me encontrado com ela no meu gabinete. Tenho-me encontrado com ela nas escadas. Tenho-me encontrado com ela no elevador. Tenho-me encontrado com ela no átrio. Tenho-me encontrado com ela junto à máquina de venda de sandes, refrigerantes e chocolates. Aliás, parece-me que tenho-me encontrado com ela bastantes vezes, em bastantes sítios diferentes.

Como tudo começou?

Há um tempo atrás

Estava eu a laborar à noite de forma exaustiva a tentar compensar as horas do dia em que não estou a tabalhar, porque de manhã estou ensonado, e porque no final da manhã estou com fome, e porque depois do almoço estou com a barriga cheia e ensonado, e porque no final da tarde estou cansado e não me apetece trabalhar… Logo! Tenho precisado de compensar a minha inépcia e improdutividade com o arrastar das horas de trabalho e tenho ficado até mais tarde*. Nisto, reparei que alguém estava ligeiramente dobrado a tentar aspirar por baixo do armário dos dossiers das funções e competências. Senti um impulso. Parti o lápis que tinha na mão:

– Quero dizer que te acho muito exótica e bonita e acho a tua forma de aspirar, varrer e encerar o soalho bastante sensual.
Oi?

Nesse momento, rapidamente o meu cérebro tentou encontrar uma forma inteligente de expressar o meu desejo contido de forma a ser perceptível para aquela voluptuosa mulher da limpeza:

Quero dizer, que você me faxina… o local de trabalho.

 

* exceptuando em dias de jogos de futebol de competições internacionais

Novo jogo para arcadianos!

O que há uns anos parecia impossível acontecer, aconteceu.

 

Vai estrear em Portugal para todo o continente o novo jogo do PS (não confundir com PlayStation). Esse mesmo, o PEC-Man (não confundir com Pac-Man)!

Esta nova e actualizada versão do jogo PONG que em vez de passarmos a bola para o outro lado da rede, passamos políticas, taxas e impostos, benefícios e deduções fiscais para o outro contribuinte, vai de certeza tornar-se rapidamente num sucesso no mundo dos video-jogos, consolas e mais que tudo, das arcadas. Dos prédios, vielas e assembleias de deputados.

A partir de agora, se alguém perguntar o que estão a jogar, só podem mesmo responder: «Ao PEC!». «Ao PEC?».

– Sim, ao PEC maaan!

 

Requisitos, tipo… máximos:

CPU: Intel Core 2 E8400 ou inferior
Placa gráfica: Gigabyte 8800 GT 512MB ou inferior
Memória RAM: 2GB Kingston ou inferior
Placa de som: Sound Blaster Audigy ou inferior
Disco: 500GB + 300GB SATA2 ou inferior
Sistema operativo: Windows XP ou inferior



Eu, no Verão

Deixou de chover.

Eu, no Verão. Aliás, eu antes do Verão não preciso de fazer dietas.

Eu, no Verão fico sempre mais magro.

Eu, no Verão, fico mais magro porque me peso com menos roupa.

E de chinelos.


Sinal indicativo de mudança de direcção do veículo em marcha

1.01 A introdução

Geralmente não dou muita atenção à estrada e aos veículos que nela circulam.

1.02 Os pobres condutores

O facto de ter motorista e ele ter uma condução suave e perceber as minhas indicações e não ter taxímetro também ajuda. Quero dizer, principalmente a primeira razão. O facto de ter motorista é claramente o que me distingue dos outros condutores. Os outros pobres condutores. Claro que se quisermos ser radicais, eu nem deveria ser considerado um condutor, pois não conduzo um carro. No entanto, conduzo o homem que o conduz. O senhor motorista só faz o que lhe man… o que lhe peço. Daí resulta que me considero tão condutor quanto outros, e por vezes até mais. Mais! Pois como até já acabei por reparar que grande parte dos outros condutores que não têm motorista acabam por ficar muito mais stressados no seu acto de conduzir. A utilização do carro que deveria ser em relação a outros transportes, motorizados ou não, uma alternativa  mais cómoda, eficaz e segura para chegar de ponto A a ponto B, torna-se numa perturbante fonte de nervosismo e ansiedade. Os condutores que se encontram dentro dos carros acabam por ficar tão nervosos e até cometem alguns actos impensados. Por vezes, e até me custa dizer isto, chegam a ultrapassar a velocidade permitida na via em que circulam!

1.03 A paisagem

Dito isto, não significa que não veja o que se passa à minha volta. Consigo apreciar uma bela paisagem, uma bela jante, uma bela condutora, um belo extra…

2.01 Os extras

Existem veículos que possuem elementos extra aos proporcionados num veículo comprado por um pobre condutor.

2.02 O sinal indicativo de mudança de direcção de direcção dos veículos em marcha

Um dos extras que acho mais estranho, especialmente fora da época natalícia, são aquelas luzes coloridas que se encontram na parte traseira dos veículos. Pelo que, até cheguei a questionar o meu motorista acerca do seu uso e utilidade. O que ele me indicou foi que essas luzes eram designadas de luzes de sinal indicativo de mudança de direcção dos veículos em marcha e que serviriam para avisar e indicar uma mudança de direcção dos veículos em marcha, daí o nome. No entanto a função do “pisca”, como é vulgarmente conhecido, tem decaído em uso nos últimos anos em detrimento de outros extras, como o ar-condicionado ou o auto-rádio.

Claro que existem condutores que por serem pobres têm que escolher entre nenhum e alguns extras. Como devem perceber, dinheiro não é problema para mim e como tal forneço a qualquer carro todos os carinhos necessários para me sentir em casa. No carro. Digamos, e num calão de rua para vocês perceberem, ás vezes até chulo a minha viatura! No entanto, deixo aqui a minha sugestão para os fabricantes de carros, para que se façam modelos em que os pobres condutores também possam usufruir da tecnologia em que, de cada vez que o condutor vire para uma determinada direcção, o sinal indicativo dessa mesma mudança de direcção do veículo em causa se ilumine também. Não seria espantoso?

Assim, em vez do pobre condutor ter que escolher entre o extra de ter um auto-rádio, ou ter as luzes de sinal indicativo de mudança de direcção dos veículos em marcha ou mesmo ar-condicionado ou estofos de cabedal ou almofadas para apoio de cabeça, teria só que escolher entre um auto-rádio ou um ar-condicionado ou estofos de cabedal ou almofadas para apoio de cabeça pois as luzes de sinal indicativo de mudança de direcção dos veículos em marcha seriam automáticas e não seriam consideradas um extra. Mais uma vez, quero dizer, extra será sempre, pois ninguém as utiliza, pelo menos para fim a que se destinam:

Á indicação de uma futura, se bem que próxima, mudança de direcção do veículo em marcha como aviso para outros condutores de outros veículos que circulam em seu redor ou ao aliciamento de um possível parceiro sexual!

2.03 A moda do pisca-pisca

2.04 O pisca longo

Igual ao normal, mas mais longo.

3.01 Os limpa-pára-brisas

Mecanismo para limpar o pára-brisas, dotado de escova.