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Sarcasmo, Ironia

Ao contrário de outros acontecimentos e pessoas, segue um aviso em antemão:

«Este artigo é baseado fundamentalmente em sarcasmo, ironia e especulação. Todas as semelhanças com a realidade são derivadas de uma percepção errónea, ou dos eventos em questão ou da própria realidade»

Eu por acaso até ia deixar passar em claro este pequeno incidente da transposição de recursos tão belos como a metáfora e o sarcasmo para o parlamento madeirense. No fundo, pareceu-me apenas uma pequena gaffe ou uma errada escolha da bandeira a levar para o local de trabalho.

No entanto ao ouvir estas sábias palavras disse:

Oi! Algo se passa. 

A minha mente até é muito fraquinha em associação de idéias mas eu acho que desta vez me superei. Algo se passa na Madeira. E já não é de agora.

Começo a pensar na Madeira como uma espécie de laboratório político. Aliás, será mesmo o primeiro laboratório político do mundo e não me venham falar de algumas tretas e teorias de jogos. Isto é a realidade! Políticas reais com pessoas reais e um Carnaval a sério!

Penso agora na Manuela Ferreira Leite já não de uma forma lasciva mas sim como uma espécie de Mary Shelley que criou o seu Frankenstein e agora quer brincar com ele. Com uma complexa de teia políticos, serviços secretos e gestores de imagem a suportar esta enorme conspiração, Manela instaurou durante uns anos (ou será décadas?) uma espécie de regime governamental na província da Madeira e agora finalmente vai tentar transpor essa experiência para Portugal continental. Finalmente!

Pena que seja só por uns infímos 6 meses!

É caso para dizer que os nossos políticos são danados para o regabofe…

…agora, não sejam é levados da breca!

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Eu próprio

– Alô, eu queria falar com a Madonna, não sei se estou a ligar para o número correcto?

– Sim, sou o agente dela.

Estava noutro dia meio sentado, meio deitado numa cama de hotel a ver interessantemente o telejornal. Pouco passava das 20 horas, no continente e também na Madeira. Ver o telejornal é algo que nos enriquece, tanto culturalmente, como em momentos de humor. Neste caso, foi só uma notícia bombástica! Uma reportagem sobre o concerto de Madonna. A diva da pop (numa edição futura vamos-nos debruçar sobre este rótulo, «pop»). A rainha. Às perguntas sempre inteligentes dos jornalistas, donde sobressaiu:

– O que achou do concerto?

– Eu saí mais cedo, estava à espera de mais.

– Eu achei o máximo.

– Eu acho que ela está em grande forma.

– Eu acho que ela é boa todos os dias, incluíndo feríados e passa a perna a muitas miúdas de 20.

– Eu acho que ela ainda é virgem.

– Eu penso, logo existo.

– Eu… Anda cá, que o pai unta-te!

Eu. Eu, eu. Eu eu eu eu. Eu… saí mais cedo! Por favor, todos sabemos que a melhor parte é no fim. Por isso provavelmente a senhora que apareceu na reportagem e saído mais cedo tinha acabado de perder o seu investimento de 60 € ou superior, ao ter apostado nos 75% iniciais do concerto. Aliás, este hábito, como o nome indica, é típico. E é dos portugueses. Pagar uma avultada soma por um concerto ou jogo de futebol e depois sair mais cedo por causa de não estar a gostar ou de não apanhar muito trânsito. Pergunta jornalística: Porque não ficam em casa? Mas adiante. Mais algumas respostas e… chega a bomba!

– Eu adorei, acho que foi ela própria.

Maravilhoso! Ao contrário da senhora anterior, este senhor deve ter ficado até ao final do concerto. Encore. E encore. E aplausos. Bis bis. Limpeza do recinto. Entrevista televisiva. E deve ter adorado, por simplesmente ver o seu investimento de 60 € ou superior dar frutos. Ou dar Madonna, ela própria! Algo que ele claramente estar à espera por tão baixo investimento, tendo em conta que se tratava de ver um espectaculo de uma rainha. Talvez ele só estivesse a contar que com 60 € ou um pouco mais só desse para ver uns videos da dita projectados em Pal Plus. Ou que só ia ter acesso à compra de mercadoria com a marca da cantora. Ela própria! Ou talvez que fosse um concerto de uma banda chamada «Mandona» e que cantasse covers da própria com uma banda filarmónica com ferrinhos e flautas-de-. Ou ainda, um travesti disfarçado de Madonna a cantar em playback. Mas não. Felizmente para este senhor, e contra todas as expectativas criadas, foi ela própria!!

 

Esta expressão, não sei se vos lembra algo. Mas ela também é típica. «Ela não está a jogar, está a ser ela própria», «Ele é assim na vida real, um cabrão!»,  «Eu estou a ser eu próprio». Bem, os senhores destas expressões, não as inventaram, mas divulgaram-nas. Obrigados.

 

– Estou sim!? Estou a falar para o 9*#%&$£#0? Eu queria falar com o Sr. tavjo malis… ele encontra-se?

– Não. Ele saiu… … … estava a brincar. É o próprio!

 

 P.S.

Ele encontra-se? Onde?

(n.d.b. Para ilhéus da Madeira, não confundir  com aquele produto alimentar feito geralmente com farinha, trigo ou centeio. Também conhecido como bolo do caco. E que bom é o prego no bolo do caco ou bolo do caco com manteiga de alho!)