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Um 31!

Eram 2 da manhã quando a polícia resolveu fazer uma mega-barragem numa avenida bastante frequentada nas noites de Lisboa. E mega-barragem  porquê? Porque foi maior que uma super-barragem. Acho que esta distinção se aplica tão somente se for feita numa rua, avenida ou auto-estrada. O que neste caso seria uma hiper-barragem policial.

Continuando. No meio de tanta confusão, fui também mandado parar. Parece que a polícia ainda não sabe que não bebo, não fumo e… mesmo assim continua a mandar-me “soprar no balão”. A minha única surpresa é que desta vez ou não tinha balões ou estavam a fazer captações para o Cirque du Soleil. É que quando dei por mim, estava a ser ordenado a andar por cima de um traço contínuo, fechando um olho e com o braço contrário tocando no nariz. Quando olhei para trás já deviam estar lá mais uns 29 suspeitos de conduzir sob efeitos…

Foram 30 por uma linha!

 

No dia seguinte, qual não foi o meu espanto quando em vez de falarem de 30 marmanjos a fazerem malabarismos resolveram falar de um 31. Mas não foi um 31 qualquer. Ou se calhar até foi. Parece que uns funcionários da Estrela da Morte, uns tais de 31 da Armada pensavam que o rei de Portugal vinha de visita à Câmara Municipal de Lisboa e resolveram colocar lá a sua bandeira. Para azar deles, ninguém os tinha avisado que uns tais de republicanos tinham morto esse rei e que passados uns anos se instaurou a República.

Olha, parece até que está quase a prefazer um século.

No entanto, parece que já está tudo sanado e que esse grupo do final do mês, o 31, está disposto a devolver a bandeira retirada. Acho bem, e espero que não se lembrem agora de se mascararem de Hello Kitty’s e colocarem a bandeira de outro qualquer regime totalitário na varanda da Câmara.

Isso é que seria um 31!

 

Em Fevereiro falarei do 28 e do 29.

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Sarcasmo, Ironia

Ao contrário de outros acontecimentos e pessoas, segue um aviso em antemão:

«Este artigo é baseado fundamentalmente em sarcasmo, ironia e especulação. Todas as semelhanças com a realidade são derivadas de uma percepção errónea, ou dos eventos em questão ou da própria realidade»

Eu por acaso até ia deixar passar em claro este pequeno incidente da transposição de recursos tão belos como a metáfora e o sarcasmo para o parlamento madeirense. No fundo, pareceu-me apenas uma pequena gaffe ou uma errada escolha da bandeira a levar para o local de trabalho.

No entanto ao ouvir estas sábias palavras disse:

Oi! Algo se passa. 

A minha mente até é muito fraquinha em associação de idéias mas eu acho que desta vez me superei. Algo se passa na Madeira. E já não é de agora.

Começo a pensar na Madeira como uma espécie de laboratório político. Aliás, será mesmo o primeiro laboratório político do mundo e não me venham falar de algumas tretas e teorias de jogos. Isto é a realidade! Políticas reais com pessoas reais e um Carnaval a sério!

Penso agora na Manuela Ferreira Leite já não de uma forma lasciva mas sim como uma espécie de Mary Shelley que criou o seu Frankenstein e agora quer brincar com ele. Com uma complexa de teia políticos, serviços secretos e gestores de imagem a suportar esta enorme conspiração, Manela instaurou durante uns anos (ou será décadas?) uma espécie de regime governamental na província da Madeira e agora finalmente vai tentar transpor essa experiência para Portugal continental. Finalmente!

Pena que seja só por uns infímos 6 meses!

É caso para dizer que os nossos políticos são danados para o regabofe…

…agora, não sejam é levados da breca!