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Sábado à tarde

O corpo humano parece que sucumbe sábado à tarde.

Um pouco depois do almoço se ter instalado no estômago. BAM! Quer dizer, não é tanto um estrondo mas mais vazar lento de um pneu de bicicleta.

pfffff…

Especialmente se aquele tempo soturno se abate lá fora, não no estrangeiro mas no exterior da nossa casa… o tempo cinzento, a chuva penetrante e o vento uivante causam uma letargia aguda. Nestes momentos o nosso corpo parece que se transforma na baixa pombalina e não resite a intempéries! Uma denominada moleza converge sobre nós e obriga-nos literalmente a não nos mexermos. Penso mesmo que as únicas partes do corpo que escapam a esta moleza serão apenas os olhos e a mão que agarra o comando da televisão…

Mas vendo bem as coisas, até se trata de uma situação normal. Afinal o sábado à tarde fica mesmo entre a sesta e o domingo. Não há como fugir a esta realidade, é algo que nem precisamos de ser ensinados, trata-se somente de instinto. Uma pausa na constante concentração mental e um relaxamento físico é o que o nosso corpo pede. E nós devemos fazer o que ele quer!

Estranho é que hoje é domingo à tarde e está-me a dar a mesma sensação.

pfffff…

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E ao 3º dia descansou!

Se o domingo fosse sábado, será que iriam haver dois sábados ou será que a semana seria composta por sábado, segunda-feira, terça-feira, quarta-feira, quinta-feira, sexta-feira e domingo? Será que as Bíblias iriam ter uma nova edição em que trocavam a página 12 com a 11? Ou será que o senhor não descansaria? Se domingo à noite fosse sábado e parecesse com 6ª à noite será que o dia seguinte iria parecer domingo mesmo sendo sábado? Será que se domingo fosse sábado o dia seguinte seria sempre sábado? Será que a semana se iniciaria com um sábado, acabaria com um sábado e no decorrer da mesma haveriam 5 sábados seguidos? Será que desse modo não haveria necessidade de haver semanas?

Não haveria necessidade de chamar os dias da semana por 1º sábado, 2º sábado, …, i, …, 9º sábado da semana. Se houvessem só sábados, também não haveria sentido em chamá-los de sábados. Não valia a pena dar-lhes nomes de dias de semana. Passavam só a ser dias do mês. 1º dia do mês, …, i, …, 28º dia do mês. Se o domingo fosse sábado, e assim só houvessem sábados mas que não eram chamados de sábados e eram uns quaisquer dias do mês haveriam pessoas que só trabalhariam aos dias pares, outras aos dias ímpares. E ímpares não no sentido de serem especiais, pois se dois em dois dias os dias fossem especiais seria muito cansativo e não se iria conseguir trabalhar aos dias pares. De certeza que haveria pessoas a trabalhar às dezenas e às dúzias. E às quinzenas. E talvez aos milhares.

(i=1, de 1 a alguns)

Se hoje e nos dias seguintes fossem só sábados, iriam parecer domingos pelo menos até à hora do almoço e sextas-feiras do jantar até à meia-noite. Entre o almoço e jantar iria parecem sábados à mesma. Estaria-se a vulgarizar os sábados e a imortalizar os domingos. Provavelmente as pessoas iriam ansiar viver um domingo. Eu, se soubesse que todos os dias eram sábados podia pensar que estava de férias. Mas, se estivesse de férias, qualquer que fosse o nome do dia seguinte, anterior e o de hoje estaria de férias na mesma. Mesmo que todos os dias se chamassem terça-feira. Por exemplo, o senhor podia descansar à terça-feira. Ou à sexta. No entanto se o senhor se chamasse Crusoe seria esquisito ele descansar à sexta. Mas podia dar férias ao Sexta-feira.

Talvez amanhã não seja nem uma segunda-feira, nem um domingo qualquer, nem um sábado. Talvez o dia de amanhã seja um dia de férias!